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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sex Abr 12, 2013 5:54 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Como este post será sempre "relembrado" usarei seu começo para registrar o status dos personagens.

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PV: 50%
EN: 00%
Status:
Espancado. Redutor de -80% em todos os atributos físicos e incapacidade de correr.


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PV: 90%
EN: 75%
Status:
Envenenado, -20 em Força, -10 em Agilidade e Destreza


Última edição por NR Nayruni em Ter Dez 23, 2014 11:44 pm, editado 33 vez(es)
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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sex Ago 14, 2015 7:41 pm

Esperava um ataque, uma investida, mas isso não veio. Talvez fosse melhor que viesse, pois a disputa que o lobo escolheu ia além da força física. Era um duelo de dominação que definiria qual dos dois era o alfa. E Torak, até então, era um ômega.

Já havia admitido a si mesmo que isso não era ruim. Ômegas têm seu papel, são uma parte do equilíbrio, afinal nada faria sentido se todos fossem alfas. Alguns nascem para isso, outros não. Mas talvez, só talvez, isso dependesse dele mesmo. Torak lembrou-se do sentimento que teve perante o rei dos gnomos, mesmo que aquilo tivesse tido um resultado desastroso. Também lembrou-se do impulso de proteger quem precisasse, de lutar contra a injustiça e de fazer isso com as próprias mãos. Um alfa não era apenas um líder que apontava para onde ir, havia mais além disso. Torak sentiu que tinha o que precisava, mas que ainda faltava algo.

E estava disposto a conquistar isso.

Por isso não deu um passo para trás como faria normalmente. Manteve-se imóvel, encarando o lobo negro direto em seus olhos. Não era fácil encarar um animal: eram seres puramente controlado por instintos. Não tinham dúvidas, arrependimentos ou moral. Era apenas a pura luta pela sobrevivência aonde o certo e o errado não existia. O mais forte sobrevivia e ponto final. Um ser livre de incertezas e que simplesmente sabia o que estava fazendo. E Torak deveria fazer o mesmo. Deixou que apenas seu inconsciente lhe dissesse o que fazer. Proteger, lutar, guiar. Para isso, não poderia recuar. Torak firmou os pés e inclinou-se ligeiramente para frente, enfatizando que não sairia dali.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Ago 23, 2015 4:32 pm

@ Silmeria

Yolavos balançou a cabela positivamente quanto a ultima questão de Silmeria.

Sim, definitivamente, estou preparando algumas tiaras capazes de proteger a mente de quem as usa do controle nefasto dos Ilithids. Mas elas ainda vão levar tempo para ficarem prontas. Aliás, eu aproveitei enquanto você dormia e fiz um aprimoramento no seu Arco do Ricochete. — Disse o mago e com um gesto, fez o arco de Silmeria surgir no ar.

Silmeria nem precisou tocar no arco para perceber que ele estava mudado, a peça de metal no centro onde estava diferente a começar que era de metal quando antes era de couro. O arco agora estava mais envergado, na verdade nem parecia o mesmo arco.

Suas flechas agora sairão com mais potência se você as segurar por mais tempo, a habilidade antiga de ricochetear continua também. — Explicou.

(Segurar uma flecha no arco por uma rodada faz o próximo disparo ganhar 10% de dano a mais)

Quanto à missão, vou enviar você imediatamente pro ultimo ponto onde eu senti a presença de Raigor e Hayate. Boa sorte. — O mago terminou sua fala e com um gesto fez abrir um portal, do outro lado Silmeria conseguia ver o que parecia ser uma cidade subterrânea.

Silmeria não demorou pegou suas coisas e atravessou o portal. A paisagem do outro lado era exatamente o que ela havia visto, uma cidade em uma grande caverna circular, as casas e edificações não chegavam a ter mais do que três andares e pareciam escavadas nas próprias rochas das paredes. Uma torre central de arquitetura diferente ficava no centro. Por todo lado que silmeria olhasse ela via corpos, corpos e mais corpos, eram corpos de criaturinhas pequenas de pele cinzenta, de elfos também de pele cinzenta e de criaturas metade aranha e metade elfo. Graças a suas habilidades Silmeria notou que a batalha havia acontecido muito recentemente, o sangue ainda era fresco e os corpos ainda não tinham entrado em decomposição.



@ Hayate

O duelo de Hayate agora ia além da compreensão comum, até mesmo Kalahan, um dos mais poderosos magos que existe, Cobernick o Mestre da Torre de Magia, Kalysta, Sumo Sacerdotisa de Janyia não seriam capazes de sequer mensurar o que estava acontecendo acaso tivessem a sorte de testemunhar aquilo, mesmo se os três estivessem juntos ali para debater não chegariam nem perto de formular uma explicação. Mas Guron poderia dizer, assim como qualquer outro humilde caçador da Tribo da Águia. Hayate estava passando por uma etapa de renascimento.

Uma eternidade pareceu passar até que ambos Hayate e o Lobo abaixaram seus olhares, mas quem havia sido derrotado? Pelo senso comum aquele que recua primeiro era sempre o perdedor. Mas então pelo curso de ações que vieram depois ficou claro que era o perdedor. Hayate deu um passo para trás, estendeu os braços e ficou de peito aberto, o Lobo recuou como que pegando impulso. Será que Hayate havia sido derrotado e agora estava entregando sua carne ao Lobo vitorioso, aquele que seria o alfa?

O Lobo então saltou e o que aconteceu não foi um ataque, foi algo muito diferente, o Lobo saltou indo direto para o peito de Hayate e quando chegou ali desapareceu sendo absorvido por completo. Hayate havia sido o vitorioso, Hayate agora não era mais um ômega, ele era o alpha. E quando andasse com um grupo novamente daria opiniões, tentaria definir rumos. Quando se encontrasse com Aldarion não mais seguiria ele cegamente, agora haveriam questionamentos.

Hayate havia vencido a primeira etapa, agora era hora de seguir adiante, uma segunda passagem se abriu e Hayate deveria seguir adiante.

NOTA: Hayate sua personalidade sofreu uma alteração, você não pode mais interpretar como antes, agora você deve se comportar como o Alpha, isso não quer dizer que você tem que ser o líder sempre, mas agora você não segue mais ordens sem saber os motivos e não sente mais a imposição da autoridade sobre você.

OFF: 500 xp pros dois somando atrasos e tudo mais.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Seg Ago 24, 2015 12:20 pm

Se tinha algo a dizer com aquela disputa era que ela não poderia ser descrita com palavras. Era um duelo travado pelo subconsciente, por sentimentos que só existem em forma de sensações, ações e reações. Dúvidas, morais e qualquer outro pensamento consciente não existia. Quando Torak entendeu isso, permitiu que esta sua parte instintiva o dominasse. Não era diferente do lobo agora: fazia o que devia fazer, agia como precisava, sabia o que era necessário. E durante o tempo que pareceu uma eternidade, assim foi. Até que Torak deu um passo para trás e abriu os braços como se esperasse um ataque do lobo. O animal saltou em sua direção e, inexplicavelmente, havia sido absorvido pelo corpo do rapaz.

Foi uma batalha contra ele mesmo, e havia vencido.

Depois disso Torak levou a mão à cabeça, levando alguns instantes para voltar ao normal. Mas havia algo diferente. Olhou para as próprias mãos por alguns momentos. Sentia um instinto novo. Era algo diferente para ele, que ainda precisava se acostumar, mas era bom. Era como se tivesse renascido. A partir dali abandonaria seu antigo nome. Era agora Torak, Asa de Águia, um alfa. Ainda assim, tinha um longo caminho a trilhar.

Uma nova passagem se abriu. Não hesitou em atravessá-la.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Qua Ago 26, 2015 12:08 pm

Silmeria ficou ligeiramente surpresa com a afirmação de Yolavos. Quer dizer, era óbvio que ele tentaria encontrar algum modo de lidar com isso, mas a mestiça não achou que ele teria feito algum avanço até agora. Aquilo era bom, só esperava que o objeto ficasse pronto antes da última batalha.

Quando ele lhe disse sobre o seu arco, Silmeria pegou e o observou com atenção. Não era algo mágico, o arco parecia estar realmente diferente. Observou com certa admiração sua nova arma, a peça de metal e a envergadura... Sentia-se um pouco ansiosa para sentir a nova potencia de sua arma. Mas não havia tempo para testes.

Observou com certa atenção a cidade subterrânea... Não se lembrava de terem passado por um lugar assim quando atravessaram os esgotos. Onde diabos Hayate havia ido parar? A mestiça se preparou, ajeitando sua armadura de couro e seus objetos antes de atravessar o portal. Pediu algumas flechas a mais, pois havia usado várias delas durante a última batalha e não queria voltar para lá sem munição.

Do outro lado, ela observou o ambiente com atenção. Estava em uma espécie de cidade construída debaixo da terra... Perguntava-se se isso tinha algo haver com aqueles homens ratos que havia visto anteriormente, mas suspeitava que não depois de avistar os corpos. O que diabos havia acontecido ali? Todas as criaturas daquele lugar pareciam ter sido mortas e não havia sinal algum de quem havia feito aquilo. Talvez as criaturas pequenas...?

Provavelmente haviam sido atacados de surpresa... Procurou por armas ou sinais que indicassem contra o que eles lutaram. Também, procurou nos corpos marcas de garras que pudessem pertencer a forma lupina de Hayate; talvez ele tivesse feito parte dessa batalha?

Ficou atenta para qualquer som que indicasse que alguém ainda estava vivo naquele lugar, talvez pudesse conseguir alguma informação sobre Raigor e Hayate naquele lugar, além de descobrir o que havia acontecido naquela cidade. Já suspeitava que por alguma razão os inimigos que havia enfrentado tivesse atacado, mas... Por que razão?

Depois de examinar os corpos, seguiria para a torre central. O topo dela parecia um bom lugar para observar a cidade... E, talvez, algum sobrevivente tivesse se escondido lá dentro, afinal, a torre parecia a principal construção daquela cidade.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Ago 30, 2015 4:14 pm

@ Silmeria

Silmeria caminhava arisca pela cidade abandonada, silenciosa como uma pantera, os sentidos a flor da pele, arco em uma mão e flecha na outra. Sua análise dos rastros aos poucos ia lhe dando mais informações. A cidade que lembrava um coliseu ou estádio devido a posição de suas construções, pertencia aos pequeninos realmente, eles foram atacados de surpresa pelos elfos negros e criaturas metade aranha metade elfo negro. Silmeria encontrou os restos mortais de Allenorha, a elfa que havia sido entregue a elas por Shadira, também achou os restos do mago monge que havia sido salvo dos homens rato no esgoto. Este ultimo estava em pedaços, parecia que havia sido atacado por alguma fera, parecia que havia sido atacado por Hayate em sua forma feral. Olhando melhor percebeu que o corpo do monge estava no final de uma trilha de matança composta pelos corpos dos drows, dos pequeninos e do monge. Hayate havia lutado contra todo mundo sem distinção.

Enquanto analisava os rastros de Hayate, Silmeria encontrou outros rastros interessantes, alguma coisa grande, medindo pelo menos quatro metros de altura invadiu o campo de batalha e atacou Hayate. Silmeria percebeu que quando os rastros da coisa e de Hayate se encontram, os rastros de Hayate desaparecem e as pegadas da coisa ficam mais fundas indicando que o que quer que fosse aquilo estava agora carregando Hayate, Os rastros da criatura cuja as marcadas das patas lembravam as patas de um urso seguiam para fora da cidade indo para uma caverna discreta escondida atrás de uma das casas.

Silmeria agora tinha um norte, sabia pra onde deveria ir, mas ainda faltava um ultimo lugar para ver, a misteriosa torre no centro da cidade. A medida que se aproximava da estrutura, notou que a torre tinha por volta de 3 andares, diferente das demais construções esta era feita para pessoas de estatura humana normal. A decoração também era diferente, as paredes estavam desenhadas com um degradê que lembrava teias de aranhas, aranhas estavam desenhadas por todos os lados e esculpidas nos batentes das portas e cantos do teto.

Silmeria notou que a torre também fora atacada, mas os pequeninos que lutaram aqui estavam melhor equipados que os demais demonstrando que aqui era um lugar importante a ser defendido. Tomada pela curiosidade, Silmeria continuou subindo até chegar no terceiro e ultimo andar onde encontrou um trono e alguém sentado nele. A visão da figura a assustou levando-a a puxar a corda do arco e mirar sua flecha em um reflexo instintivo.


Não tema criança, não sou seu inimigo. – Disse a figura. – Me chamo Dimble, Coração Cinza e sou o... Não sou nada. – Disse o pequenino em tom de tristeza.

Silmeria podia perceber nele um misto de majestosidade e pobreza, ela nunca havia visto uma combinação dessas em ninguém antes. Quem quer que fosse aquele pequenino, ele parecia muito abatido, estava sujo de sangue e machucado e quando Silmeria apontou seu arco ele apenas abriu os braços deixando seu peito livre para receber o ataque. E agora o que faria?


@ Hayate

A primeira batalha havia sido vencida, mas Hayate sabia que outras duas mais difíceis o aguardavam. Decidido ele seguiu adiante cruzando a segunda passagem. Hayate se via agora em uma clareira no meio da floresta, no centro desta clareira havia um totem tão grande quanto as árvores. A clareira era enorme e comportava facilmente uma dezena de cabanas que Hayate identificou facilmente como sendo cabanas indígenas, eram as cabanas da tribo do Lobo Vermelho. E lá estavam eles, os membros da tribo dos Lobos Vermelhos. Mas o que eles tinham haver com Hayate? Por que estavam ali?

Tudo parecia normal, era noite e os Lobos Vermelhos cuidavam de seus afazeres quando repentinamente surgiu um deles da mata trazendo nos braços um homem sujo de sangue e com um corte mortal na barriga.

Chamem o ancião rápido! – Alguém gritou.

Pouco depois um ancião, um senhor que muito lembrava o próprio ancião da tribo da Águia apareceu e começou a tratar do ferido.

Eles chegaram! Estão invadindo nosso território. – Disse o caçador que havia trazido o outro.

Hayate estava ali, invisível intangível assistindo a tudo que se desenrolava diante de seus olhos.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sab Set 26, 2015 5:48 pm

Estava satisfeito com seu progresso, mas ao mesmo tempo temia o que viria a seguir. Não conhecia tanto de si mesmo e a idéia de enfrentar suas almas era algo preocupante. E se encontrasse algo incrivelmente ruim? Não era um ser puro, afinal. Mas estes pensamentos foram varridos quando notou o que viria a seguir. Viu-se em uma clareira em meio à floresta e, ali, uma aldeia. Torak não estava em uma nas cavernas, mas sim em uma floresta de verdade, ao ar livre. Outra visão, talvez causada por sua outra alma.

O totem de proteção no centro da aldeia e o estilo de construção das cabanas lhe deram rapidamente a dica de que se tratavam dos Lobos Vermelhos. Já era noite e as fogueiras iluminavam o lugar, mas tudo estava muito quieto. Foi quando um Lobo Vermelho trouxe um homem ferido. Em seguida um acião apareceu, ele era muito similar a Fin-Kedin e isso deixou Torak ainda mais curioso com a visão. Um ataque. Não tinha idéia do que aconteceria em seguida, mas não sabia o que fazer. O teste era apenas assistir?

Teimoso e curioso, Torak se aproximou alguns passos. Queria ver mais de perto o que acontecia e também se aquele homem era quem pensava que fosse.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Sab Out 03, 2015 1:47 pm

A visão das criaturas metade aranha e metade elfo negro causou certa repulsa em Silmeria. Como diabos aquilo era possível? Parecia alguma combinação ou experimento de mal gosto. E ao continuar andando com cautela, ela encontrou restos de pessoas de seu antigo grupo... Se aproximou dos restos deles e os examinou com cautela, pareciam ter sido rasgados por algum tipo de besta. Aquilo preocupou a mestiça; Hayate não estava ali também, será que ele teria sido o responsável? Será que ele havia entrado em sua forma feral e perdido o controle? Ela havia visto isso acontecer uma vez, mas... Ele não havia atacado Aldarion e ela quando aconteceu. Será que os que morreram haviam sido agressivos com ele? Droga, precisava encontrá-lo antes que as coisas ficassem complicadas. Não parecia ter acontecido há tanto tempo, talvez ele ainda estivesse por perto. Precisava dar um jeito de pará-lo caso ele ainda estivesse fora de controle.

Seguindo pelos rastros, descobriu que Hayate havia sido atacado e, para piorar, aparentemente capturado. Sentiu um certo frio na barriga diante daquilo, o que diabos conseguiria capturar um Hayate descontrolado? Ou era alguém muito mais forte do que ele fisicamente ou talvez alguma criatura usuária de magia. Agora ela havia ficado preocupada.


“Mas que droga... Ele foi capturado? E para onde diabos levaram ele?”

E seguindo os rastros, avistou a direção. Mas iria lá depois, talvez algum sobrevivente tivesse visto o que levou o lupino e informações poderiam ser úteis. Adentrou na torre e se surpreendeu com o tipo de decoração... Que merda? Aquelas pessoas eram adoradoras de aranhas ou algo assim? Será que aquelas criaturas bizarras viviam naquela torre ou algo do tipo?

Ela subiu no topo e, embora tivesse ido até lá em busca de algum sobrevivente, não esperava encontrar um. Quando viu que algo estava vivo, se assustou e já preparou-se para atacar, mirando uma flecha contra a criatura. Diante das palavras dele, ela estreitou os olhos... Sentiu uma pontada de pena, compreendendo que talvez ele fosse o Rei daquele lugar que havia sido destruido, mas não confiava nele, talvez fosse apenas um enganador e por isso Silmeria não abaixou a guarda, mas não tinha a intenção de matá-lo. Por mais que tivesse curiosidade para saber mais sobre aquele lugar, tinha que manter o foco: encontrar Hayate.

-
Eu não vim em busca de você ou do que quer que seja esse lugar. – disse, sem tirar os olhos dele e nem abaixar a flecha – Eu vim atrás de alguém; um homem que se transforma em um grande lobo negro. Eu tenho quase certeza que ele passou por aqui e que foi levado, você sabe de algo?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Seg Out 05, 2015 7:45 pm

@ Hayate

Hayate estava confuso diante daquelas cenas que se desenrolavam, ele não entendia qual relação aquilo poderia ter com seu passado, com suas almas. Decidiu então se aproximar e escutar mais.

Eu sabia que nós são poderíamos confiar neles. Eu te avisei. – Disse o caçador.

O ancião que agora estava agachado, examinava o jovem que estava muito ferido e sem perde tempo ministrava uma pomada que trouxera presa ao cinto.

Tenha calma Kuro, não podemos deixar a fúria controlar nossas ações. – Disse o ancião agora se levantando.

Mas mestre Rokaido, você sabe como os humanos são. Primeiro eles vêm em pequenos números depois começaram a destruir toda a nossa floresta. Nós precisamos expulsá-los. – Insistiu Kuro.

Agora uma multidão de pessoas se aglomerava ao redor dos dois observando a discussão e para o espanto de Hayate viu uma amalgama de pessoas, eram humanos, crinos, lupus, glabro e hispo, as 5 formas de um lobisomem.

Ilustração das cinco formas dos lobisomens: Hominídeo -> Glabro -> Crinos -> Hispo -> Lupus

Quase que instantaneamente Hayate percebeu, aquilo era uma tribo de lobisomens e a forma como controlavam suas transformações deixava claro que eram todos puros e isso o deixou espantado.

Kuro não se esqueça que nossos antepassados eram humanos assim como eles. A Grande Lua nos criou com a união de nossos antepassados lobos com humanos para nos ensinar uma lição e ao mesmo tempo nos tornar arautos da paz e do equilíbrio entre homens e animais. – Disse o ancião.

Mas mestre Rokaido, os humanos não estão cumprindo com o acordo, eles atacaram nosso irmão na forma lupus enquanto ele bebia água do rio em nosso território. Eles estão crescendo, trazendo mais famílias para cá, logo teremos uma cidade! Não podemos permitir isso, será o fim de Endless se não tomarmos uma atitude. – Insistiu Kuro recebendo aprovação de muitos.

Não Kuro, sem violência. Eu pessoalmente irei falar com o líder dos humanos e irei acompanhado de Boltek e Torun, você ficará aqui e cuidará de Miro enquanto ele se recupera. – Respondeu o ancião de forma definitiva, recebendo desaprovação no olhar de Kuro.

Em seguida o velho saiu da aldeia acompanhado de dois fortes caçadores, Boltek e Torun respectivamente.


@ Silmeria

O pequenino recolheu os braços ao perceber que Silmeria não dispararia, então cabisbaixo falou.

- Quem é você? É inimiga dele? Vejo que tem orelhas pontudas como nossos opressores. Se for inimiga eu não tenho nada a falar, termine seu serviço e acabe com minha vida miserável. - Disse a criaturinha em um tom depressivo.

O silêncio reinou por alguns segundos que pareceram uma eternidade, até que em um momento o pequeno cruzou seu olhar totalmente branco com os olhos estreitos de Silmeria.

- Hayate foi levado pelo gural, o Ancião das profundezas, eu não sei muita coisa mas sei a direção. - Ele disse.

E agora? O que Silmeria faria?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Sex Out 09, 2015 1:12 am

- Eu não conheço seus opressores. – disse, simples.

Não queria ouvir a história daquele lugar e o drama daquela pequena criatura estava começando a incomodar Silmeria, não se importava com ele, mas aquela atitude a irritava. Conseguia compreender a razão dele estar triste, ele provavelmente havia assistido sua raça ser exterminada e ele foi incapaz de fazer qualquer coisa para impedir que isso acontecesse. Soltou um suspiro e respirou fundo, claramente aborrecida.

-
Ao invés de chorar pelo que houve, deveria erguer sua cabeça e buscar por sobreviventes. Se você ainda está aqui, talvez hajam outros e você possa dar continuidade a sua raça. Você é o Rei deles, é desrespeitoso você desejar a morte desse modo. – respondeu, sem tirar os olhos dele e ao falar isso se deu conta de que... Por que o Rei estaria vivo? Claro, ele poderia ter se escondido em algum lugar, mas era estranho que ela não tivesse visto nenhum outro ser vivo lá.

-
Gural? – o resto das palavras dele tomaram a atenção dela, então Hayate havia realmente sido levado – Por que algo assim levaria Hayate? Mas, espere. – e sem abaixar a flecha, ela continuou parada - Eu quero que você me guie até lá, mas... Como você conseguiu ficar vivo? Imagino que eles iriam querer a cabeça do Rei inimigo.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sex Out 09, 2015 4:43 pm

Não demorou para Torak perceber que a situação era tensa. Sempre que alguém da tribo era atacada, o problema era de todos. Mas o que o rapaz não esperava era o que vinha a seguir: das cabanas e mesmo da floresta surgiram os moradores da aldeia. Homens, mulheres e crianças, todos com formas variadas de lobisomem. Mesmo os que pareciam totalmente humanos cheiravam a lobo. Alguns eram enormes como a própria forma lycan de Torak, outros assemelhavam-se muitos com lobos comuns e haviam até aqueles que lembravam um meio-termo entre as duas formas. O mais estranho eram os que pareciam não terminar a transformação: parte humana, parte fera.

Ver todos aqueles lobisomens causou um sentimento estranho em Torak. Eles estavam preocupados com o companheiro caído e prestavam atenção nas palavras de Kuro e Rokaido. Eram diferentes dos lobisomens puros que conhecera, orgulhosos e superiores. Na verdade Torak sentia-se como em sua própria aldeia: todos em harmonia, vivendo em conjunto. Uma alcatéia.

O que também chamava a atenção de Torak era a postura de Rokaido. Mesmo sendo confrontado ele mantinha-se firme em sua ideologia, sem deixar-se levar pela emoção ou pela raiva de Kuro. Deixou claro o que queria e agiu de acordo. Aquele era um alfa, um verdadeiro líder. Rokaido logo levou dois caçadores consigo para falar com o líder humano. Torak ainda ficou um tempo ali, vendo a reação dos demais. Por um momento sentiu uma enorme vontade de transformar-se de forma voluntária, mas era impossível. Teria que conquistar essa capacidade mais uma vez. E o faria.

Seguiu o líder.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Out 11, 2015 3:46 pm

@ Hayate

Hayate estava impressionado com tudo aquilo que ele estava vendo, era como se ele houvesse descoberto um novo mundo. Depois que Rokaido partiu, Hayate ficou um tempo observando os lobisomens restantes e percebeu que eles continuaram com suas atividades normalmente e é claro, cuidando do moribundo, era exatamente como faziam em sua tribo. Passado o espanto, Hayate seguiu atrás do líder.

Durante todo o trajeto Rokaido e os dois caçadores seguiam silenciosos sem trocar nenhuma palavra, depois de uma longa caminhada sem pausas, pouco mais de 5 horas, ele finalmente estavam chegando nos limites da floresta. Hayate podia ouvir o som de vozes humanas misturado ao som de martelos e serrotes. Quando os índios chegaram a seu destino Hayate viu um vilarejo sendo erguido na rola da floresta. Aquele vilarejo era estranhamente familiar para Hayate, quando uma dupla de irmãos gêmeos apareceu colocando um pássaro de madeira no telhado da casa ficou evidente, aquele era o vilarejo onde Hayate passou sua infância. Olhando ao redor viu ainda seus pais trabalhando duro para ergue sua própria casa e em choque viu a si mesmo correndo de forma barulhenta ao redor deles.

- Chegamos, é aqui que eles vivem. - Disse Rokaido.

O índio então saiu da mata e caminhou diretamente em direção ao pai de Hayate. Foi então que Hayate se lembrou, sim ele se lembrou do dia em que 3 índios misteriosos saíram da mata e foram falar com seu pai, ele jamais os esquecera, jamais havia visto tamanho conjunto de majestosidade e humildade em um único ser, eles eram ao mesmo tempo nobres mas também simples e humildes.

Quando avistou os índios, o pai de Hayate, senhor Erion, parou o que estava fazendo e começou a caminhar em direção a eles. O pequeno Hayate tentou seguir seu pai, mas este o repreendeu.

- Fique com sua mãe Rion. - Ordenou severamente.

Rion, este era o nome humano de Hayate, ele quase não lembrava mais.

Quando Erion estava diante de Rokaido a conversa começou.

- Saudações Chefe Rokaido, imagino que sua presença aqui indique que temos problemas estou certo? - Disse Erion com uma expressão rígida como um monólito de pedra. Assim era o pai de Hayate, um homem duro.

- Sim, você está certo. - Disse Rokaido agora falando o idioma de Hilydrus com um sotaque pesado. - Um dos nossos foi atacado por um de vocês, colonos. - Explicou Rokaido em um tom tão sério e rígido quanto o de Erion.

- Nosso acordo é claro, todas as terras a partir do velho carvalho são nossas, além disso é território de vocês. Eu fiz minha tarefa e deixei todos aqui a par disso. - Explicou Erion apontando para um velho e enorme carvalho ao qual um pequeno símbolo estava marcado em seu tronco, era o desenho de uma cabeça de lobo.

Hayate imediatamente se lembrou do velho carvalho, aquela árvore que seus pais sempre mandavam não ultrapassar contando histórias de monstros do outro lado.

- Sim, mas um de vocês não respeitou o acordo. Eu vim avisar o senhor disso porque tem meu respeito, mas também venho avisar que somos um povo guerreiro e filhos de Endless, se esses incidentes problemas continuarem acontecendo, a floresta irá se vingar por nós. - Disse Rokaido apontando para a floresta.

- Obrigado pelo aviso Chefe Rokaido, me desculpe por isso. Tome isso, é uma poção de cura é a única que eu tenho, sobrou dos meus tempos de aventura e talvez possa ajudar seu irmão ferido. - Disse Erion entregando um frasco para Rokaido, o índio por sua vez recusou.

- Fique com ele, apenas mantenha-se vigilante para que a paz entre nossos povos continue sempre a existir. Heloluah. - Respondeu Rokaido finalizando com uma saudação.

- Heloluah! - Respondeu Erion.

A conversa estava terminada, os índios voltaram para a floresta e Erion retornava para a sua casa, mas no caminho Hayate viu seu pai ser abordado por um homem, era Myron.

- O que quer Myron? - Perguntou Erion de uma forma visivelmente ríspida.

- Quanta estupidez para com um amigo. - Disse Myron em um tom cínico.

- Não somos amigos, então fale logo o que quer. - Rebateu Erion.

- Por que os índios estavam aqui? - Questionou.

- Um deles foi atacado por um dos nossos. - Explicou Erion.

- Mas nós temos um acordo de paz! Quem faria uma coisa dessas, isso é terrível! - Disse Myron em um tom sarcástico.

- Myron, isso fede a coisa sua, eu não tenho como provar agora, mas quando eu puder colocar minhas mãos em você... - Disse Erion.

O silêncio então pairou no ar enquanto os dois se encaravam, parecia que uma briga até a morte se iniciaria, mas então Myron baixou o olhar e se afastou. Erion por sua vezes seguiu em direção a sua casa.

- Aqueles índios acham que são donos da floresta, aqueles malditos. Eu vou dar um jeito neles e nem esse idiota do Erion vai me impedir. - Sussurrou Myron enquanto acariciava uma adaga de prata.


@ Silmeria

As palavras de Silmeria pareciam não surtir efeito no pequenino. Em vez disso ele apenas se levantou do trono e caminhou em direção a ela para depois passar por ela caminhando em direção a saída. Ele não parecia se incomodar com as ameaças de Silmeria, era como se aquela flecha não representasse nada. Isso deixou Silmeria profundamente irritada, ela que já não confiava em nada naquele miserável agora estava com raiva dele e só por isso decidiu lhe dar uma pequena amostra. Habilmente a arqueira disparou sua flecha mirando o disparo para passar de raspão na altura do pescoço do pequenino de forma que a flecha não fincasse na carne mas sim passasse rente produzindo um corte.

Mas para a surpresa e total espanto de Silmeria o pequenino que estava de costas não só desviou do disparo com um simples movimento como agarrou a flecha em pleno ar. Depois disso ele se aproximou dela lhe entregando a flecha.

- Moça, isso é seu. Guarde-a você vai precisar para usar contra seus verdadeiros inimigos. - Assombrada, Silmeria recolheu a flecha.

Mas mesmo com a pequena demonstração de poder e habilidade do pequenino, Silmeria decidiu manter uma nova flecha apontada para o mesmo.

- Um gural é como chamamos os homem-urso, uma raça de lycantropos muito poderosa e reclusa. - Explicou o gnomo enquanto caminhava.

Depois de atravessarem a pequena cidade, Silmeria e o gnomo chegaram a uma caverna escura e pequena com aproximadamente 4 metros, ali a meio-elfa podia ver claramente que os rastros do que quer que tenha pego Hayate seguiam adiante.

- É aqui, basta seguir em frente. Boa sorte em sua jornada, eu não irei acompanhá-la, preciso me preparar para o meu sonjeun. Adeus. - Disse o pequenino agora se afastando de Silmeria e caminhando em direção a torre onde ela o havia encontrado.

E agora o que faria? Seguiria sozinha? Pediria ajuda ao pequeno gnomo? Ficaria por mais templo e vasculharia a cidadela destruída?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Seg Nov 02, 2015 5:01 pm

Off: Gold, vou desconsiderar que a Silmeria atirou tá. :c Ela tá tentando ser menos escrota agora. Ehiueheiuhe

Silmeria manteve os olhos fixos na pequena criatura. Todo aquele silencio e drama já estavam a incomodando. Quando ele começou a dar passos em sua direção, a meia-elfa se moveu para o lado e manteve sua mira nele; chegou a tensionar a corda com o pensamento de atirar, mas hesitou.

A mesfiça bufou, aborrecida e abaixou o arco. Ele parecia só uma criatura deprimida, por isso ela se permitiu abaixar um pouco aguarda, mas não completamente, ainda estranha o fato dele estar vivo sozinho. Se manteve atrás da criatura, com o arco e flecha em mãos, pronta para preprá-los novamente para atirar no pequeno.

O seguiu, um pouco desconfiava do destino, mas após a frase inicial dele ela imaginou que ele estivesse a guiando até o local onde a tal criatura estava. O que diabos uma criatura como um gural queria com Hayate? Esperava que ele não estivesse em problemas por ser um impuro...

-
Um sonjeun? O que é isso? – e ponderou um pouco, imaginando o que o pequeno faria e se aquilo não era algo que envolvia acabar com a sua vida ou algo do tipo – Espere. Se o Gural veio até aqui sem medo de ser atacado, vocês tem algum tipo de relação com eles? Você não pode me ajudar a chegar até lá e encontrar Hayate? Se você me auxiliar, eu posso te ajudar com o que você precisar depois que eu cumprir minha missão. – pediu, insistiria se fosse necessário, imaginava que aquela raça talvez tivesse alguma relação com os gurais, mesmo que fosse algo distante ou apenas por uma questão de respeito.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Qui Nov 05, 2015 1:02 pm

Torak seguiu o trio por longas horas através daquela floresta misteriosa. Nenhuma palavra foi trocada, o líder parecia saber exatamente aonde ir e o que dizer e os outros dois pareciam saber muito bem disso. Quando finalmente se aproximaram do destino já era possível ouvir, de longe, o som de madeira sendo cortada e vozes humanas abafadas. Ao avistar o vilarejo Torak levou um tempo para analisá-lo até perceber que se tratava da vila aonde passou sua infância. Um arrepio percorreu sua espinha. Lembrou-se desse dia, quando três índios saíram da floresta para falar com seu pai, Erion. Vê-lo depois de tanto tempo, e ainda jovem, fez Torak engolir em seco. Sabia que seus pais ainda estavam vivos e aquela visão o fez lembrar disso da pior maneira. Durante a conversa avistou o carvalho que Erion indicou. Lembrou-se disso também, foi indo além daquela árvore que a vida do garoto mudou, tudo porque queria provar algo. Não fosse por isso talvez hoje seria um humano comum, como seu pai…

A conversa foi breve, Rokaido demonstrando sua liderança e sabedoria em poucas palavras. Logo que eles partiram, o pai de Torak trocou palavras com Myron. Lembrava-se dele, poucos confiavam naquele homem e muitos tinham razão nisso. Erion era esperto o suficiente para deixar claro isso. Aquela visão deixava Torak cada vez mais receoso. Era pequeno demais para lembrar de muita coisa, mas agora com olhos de um homem percebia tudo que havia deixado passar. De certa forma, temia o que viria a seguir. Por outro lado a sensação de voltar para casa era, no mínimo, estranha. Sabia que aquilo era uma visão, mas parecia incrivelmente real. O cheiro da madeira recém-cortada, a fumaça das fogueiras, o barulho dos martelos e serrotes, a casa que seus pais construíram a próprio punho. Estava tudo ali. Se perguntava se veria seu irmão e sua mãe.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Seg Nov 16, 2015 8:33 pm

@ Silmeria

O pequenino não respondeu a dúvida de Silméria quanto ao que seria um sonjeun. Ele simplesmente deus as costas e saiu andando até ouvir as outras perguntas da mulher. Foi quando ele parou e se virou para ela.

- Nós e o gural temos uma relação de neutralidade, me desculpe mas a sua busca, você terá que fazer sozinha. Boa sorte e adeus, me desculpe por tudo e por favor nunca mais volte aqui.

E com essas palavras ele voltou a se separar da meio-elfa retornando para a torre de onde havia saído.

Silmeria ficou realmente curiosa sobre o que seria esse tal de sonjeun, por isso resolveu seguir o pequenino de volta a sua torre. Ela o viu entrar na torre, subir até a sala do trono, ela o viu se ajoelhar no centro da sala e começar o que parecia ser uma oração em uma linguá desconhecida. Ao final ela viu o pequenino remover uma adaga afiada da cintura e prepará-la para enfiá-la na própria barriga.

Naquele momento ela entendeu, o sonjeun era nada mais nada menos que algum tipo de ritual de suicídio. O que faria agora? Impediria o ato ou deixaria transcorrer normalmente?


@ Hayate

Hayate estava surpreso com tudo o que estava acontecendo ali, apesar de saber que era tudo uma visão, ele estava impressionado com aqueles novos detalhes que se revelavam a cerca de seu passado. Hayate agora estava seguindo Myron, este por sua vez caminhava a passos furtivos até uma casa mais afastada no vilarejo, Hayate se lembrava bem daquela casa malfeita, torta e construída em madeira escura, carente de detalhes ou qualquer tipo de decoração. Era a casa dos irmãos Rockmor.

Os irmãos Rockmor eram, Galiu, Grok e Grik, um gordo como um leitão, um magro como um graveto e um musculoso como um touro. Os três irmãos eram detestáveis e estavam sempre juntos. Galiu, o gordo, era desajeitado como um cabrito recém nascido, mas esperto como uma raposa, Grok era burro como uma porta, mas forte como um urso e Grik era frágil como um graveto, mas ágil como o vento. Estes eram os três irmãos, os três se completavam e os três moravam naquele casebre ridículo.

Myron se aproximou da porta, encostou nela e deu três batidinhas leves. Segundos depois ela se abriu e ele entrou. Hayate podia ouvir toda a conversa do lado de fora. Ao que parecia Myron e os irmãos rockmor pretendiam atacar os nativos, o plano deles era atacar uma das crianças para lhes dar um recado de que eles deveriam sair.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Ter Nov 17, 2015 12:27 pm

Não pôde deixar de seguir Myron. Quando criança Torak apenas o evitava, era um homem estranho, mas agora sentia o óbvio: não era confiável. Ele andou até uma cabana que emanava desgosto. Não porque ela era mal feita, mas pelas pessoas que moravam ali. Lembrava-se dos Rockmor: detestáveis que só faziam parte da vila porque acabavam sendo úteis na construção — bom, pelo menos Grok era, pois sozinho conseguia carregar pilhas de madeira que até um cavalo teria dificuldades.

Perto da janela daquela casa Torak pôde ouvir o plano estúpido. Eles queriam atacar uma das crianças nativas e qualquer um poderia perceber o quanto isso era estupidez. Não, mais do que isso: era injustiça pura. A tribo estava lá primeiro, são donos das terras e de repente estes desgraçados se acham no direito de tomar o que é deles. Torak cerrava os dentes, a raiva querendo dominá-lo, mas não ainda. Precisava esperar e ver o que iria acontecer. Os Rockmor poderiam ser assustadores quando Torak era criança, mas não agora: eram como vermes covardes que se escondiam em meio ao lixo. Se Torak pudesse enfrentá-los hoje...

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Dom Nov 29, 2015 2:55 am

Não houve surpresa quando ele revelou a relação de neutralidade que eles tinham com a tal criatura, parecia algo lógico afinal. Mas não ter tido a resposta a sua primeira pergunta a incomodou... Ela observou a criatura dar as costas para ela e retornar para o lugar de onde haviam vindo.

Silmeria chegou a dar um passo para trás, pensando em deixar a criatura sozinha e ir procurar Hayate, mas aquela situação toda estava a incomodando. Ficou em dúvida sobre o que fazer... Seu amigo talvez estivesse com problemas, mas ele era forte, alguns minutos a mais talvez não fizessem diferença ou talvez fossem o suficiente para que quando ela o encontrasse ele estivesse morto.

A meia-elfa suspirou, aborrecida, e seguiu a pequena criatura com passos apressados. Quando o encontrou novamente, ele estava ajoelhado no centro da sala do trono fazendo alguma espécie de oração... Silmeria observou tudo, com o olhar estreito e, quando ele tirou a adaga da cintura, a mestiça se surpreendeu.

Por mais que já tivesse em mente que o tal ritual pudesse envolver o suicídio. Silmeria hesitou diante daquela situação, o que ela deveria fazer? Sentia repulsa daqueles que desistiam da vida desse modo, ainda mais quando não parecia haver propósito algum naquilo. Mas que direito ela tinha de impedi-lo de seguir o que talvez fossem tradições do povo dele?

Mesmo sem saber a resposta, ela instintivamente correu o mais rápido que pode até a pequena criatura para segurar seus braços e impedir que ele se matasse. Caso ele tentasse ainda, sim, levantar a faca, tentaria fazer força para baixo para impedi-lo de cometer o ato... Se ele se demonstrasse mais forte do que ela, tentaria derrubá-lo ou deixa-lo em alguma posição que o desfavorecesse, talvez até mesmo tirar a adaga das mãos dele.

- Por que o que aconteceu é o suficiente para tirar sua própria vida? – a voz soou irritada – Eu não sei nada sobre as tradições do seu povo ou se esse ritual simboliza algo... – não sabia bem o que dizer, nunca fora boa em lidar com a tristeza das pessoas de forma suave, quando a conversa se tornava séria tinha o hábito de ser dura em suas palavras – Talvez eu não tenha o direito de te impedir, mas... Seu povo já está morto. Você se sacrificar vai mudar algo? Todos os que morreram para te proteger e lutaram para que seu povo continuasse a viver, eu sinto você os desgraça cometendo suicídio, por isso não vou deixar que você faça isso. Se você não me convencer de que isso é realmente necessário, eu não vou permitir... – e fez uma pausa, respirando fundo, ela própria sentia-se frustrada diante daquela situação - Embora eu sequer conheça sua raça, me incomoda a ideia de vocês desaparecerem assim, sem propósito, sem reconhecimento. Você vai... Você vai permitir que todo esse lugar se torne ruinas esquecidas? Que tudo o que vocês criaram... Desapareça e morra junto com você?

Obs: amanhã arrumo a estética :'c

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sex Dez 04, 2015 6:23 am

@ Silmeria

A ação rápida de Silmeria foi rápida e ela conseguiu seu objetivo de impedir o gnomo cinzento de dar um fim a sua própria vida. A adaga que antes estava na mão da criaturinha, agora caía ao chão. O gnomo olhou para Silmeria surpreso com a ação, mas então vieram as palavras cheias de uma moral que nem mesmo Silmeria esperava ter em si mesma. Essas palavras acertaram o gnomo como um soco no estômago e ele recuou alguns passos para trás levantando uma das mãos por sobre o rosto como que tentando esconder sua vergonha.

- Suas palavras... Eles... Eles não lutaram por mim, lutaram por suas próprias vidas e pereceram. O único culpado disso tudo sou eu. - Disse o gnomo. - Vejo que você não vai sair daqui enquanto não for derrotada ou tiver uma boa explicação. Não quero lutar com você e nem tomar seu tempo, então vou ser breve. - Disse o gnomo agora sentando-se no chão de joelhos por sobre as pernas.

Ele contou uma história sobre um povo de gnomos que viviam felizes em sua caverna-mundo, até que um dia eles foram capturados e escravizados pelos elfos negros. Eles viveram sob o controle dos elfos por gerações até que ele conseguiu libertar seu povo dos grilhões da escravidão. Quando tudo parecia estar indo bem, os elfos negros atacaram de novo e dessa vez destruíram tudo e quase todos morreram. E era por essa razão que o gnomo como líder deles se via como responsável pelo que havia acontecido.

Caberia a Silmeria decidir o que fazer, mas talvez se ela conseguisse convencê-lo a permanecer vivo certamente ela ganharia um aliado poderoso.


@ Hayate

Hayate observava toda a conversa dos vilões, ele sentia a raiva crescer dentro de si e tudo o que ele mais queria era poder rasgar o véu da ilusão e tornar aquilo real apenas para poder rasgar todos os quatro com suas garras. Mas não importava o quanto ele queria aquilo, ele jamais conseguiria. Hayate viu a conversa acabar, viu os irmãos Rockmor indo por uma direção para dentro da floresta e Myron ir para outra em direção a aldeia.

Hayate agora mudou seu foco e seguiu os irmãos Rockmor. Ele os acompanhou por várias horas e percebeu que eles iam em direção ao acampamento dos nativos. Apesar de aparentemente desajeitados, os Rockmor estavam se mostrando incrivelmente furtivos e espertos para esse tipo de coisa, pois não apenas sua presença visual e sonora havia sido escondida, mas também o odor de seus corpos, Hayate viu os Rockmo em dado momento passarem um óleo por todo o corpo, era Óleo de Raz Grid, uma raiz com propriedades poderosas, esse óleo tinha a capacidade de esconder o odor de quem se banhasse nele. Os Rockmor estavam completamente invisíveis para suas presas.

Ali na noite eles permaneceram por um tempo, com ódio e fúria, Hayate os viu espreitar uma criança que estava sendo segurada por uma mulher grávida, a criança não deveria ter mais do que 5 invernos de vida.

- Vamos tomar a poção que o nosso mestre Mongrel nos deu hehehehe. Está na hora de atacar. - Disse um dos irmãos tirando do cinto um frasco grande como uma garrafa de vinho. Hayate viu cada um dos irmãos repeti o ato, cada um tinha um frasco desse e todos os beberam até secar,

O que aconteceu a seguir pegou Hayate de surpresa. Os três irmãos ficaram invisíveis, Hayate ainda podia vê-los por causa de sua situação, mas sabia que se estivesse lá não conseguiria ver eles. Com pavor ele viu os 3 irmãos se aproximando da grávida que cantava feliz sob a noite estrelada enquanto terminava de guardar a comida para o dia seguinte em cestos feitos de cerâmica artesanal. Hayate viu os Rockmor se aproximarem da mulher por trás e então atacar.

Tudo foi muito rápido, um pulou no pescoço da mulher abrindo um buraco sangrento, o outro cruelmente esfaqueou a grande barriga da mulher chacinando a criança que sequer havia nascido, o último, o gordo, agarrou o garoto pela cabeça e o estrangulou cruelmente. Depois de realizarem seu trabalho cruel, um deles tirou um papel e jogou por entre os corpos, lá estava escrito: "Caiam fora das nossas terras ou morrerão. Ass.: Erion.".

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Qui Dez 10, 2015 5:50 pm

Não hesitou em seguí-los. Myron já havia feito sua parte e agora os irmãos estavam prontos para fazer a deles. Torak não sabia ainda o que, mas tinha certeza de que era algo ruim. Seguiram pela floresta fechada por horas, os irmãos se mostrando mais furtivos do que parecia ser possível para eles. E o cheiro. Torak não podia sentir odores naquela visão, mas viu o trio passando óleo de raz grid pelo corpo, o que era perfeito para esconder o cheiro. Mas é claro, estavam indo para a aldeia dos lobisomens. A certo ponto pararam para tomar o que pareciam ser uma poção e, em alguns momentos, ficaram completamente invisíveis.

O que aconteceu a seguir foi inacreditavelmente cruel. Sem um pingo de hesitação ou remorso os irmãos assassinaram uma mulher grávida e uma criança. Não. Era uma esposa, seu bebê e seu filho. O ataque brutal fez o sangue de Torak ferver, a raiva percorria cada parte de seu corpo ainda mais por saber que nada podia fazer. Se pudesse, se conseguisse, teria se transformado e rasgado aqueles três demônios até ser impossível definir o que eram. Em sua mente via-se estraçalhando os corpos dos irmãos enquanto eles urravam de dor e desespero.

Quando os irmãos partiram deixando um bilhete, Torak se aproximou. Cerrava os dentes e punhos de pura raiva, mas ver os corpos de perto foi como receber uma facada no peito. Eles sequer tiveram chance. Agora os olhos da mulher e da criança fitavam, sem vida, o céu estrelado que testemunhara aquela cena doentia.

— Covardes. — Falou pra si.

Era uma visão, mas uma visão do passado. Aquilo havia acontecido e Torak não podia fazer nada para mudar. Mas... no presente, os irmãos Rockmor ainda existiam. Sua vila ainda existia. E era exatamente para lá que o lobo iria assim que tudo aquilo terminasse. Torak voltou a seguir os irmãos, desta vez com um objetivo definido em mente: faria eles pagarem pelo que fizeram naquele dia. E pagariam com sangue.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Sex Dez 11, 2015 1:55 am

Silmeria demonstrou certa surpresa e confusão com as palavras dele, mas ficou em silencio enquanto ele lhe contava. Preferiu escutar tudo antes de dizer o que pensava sobre aquilo; estava tensa e seus olhos continuavam estreitos enquanto fitava a pequena criatura. Em alguns momentos ela se demonstrou pensativa, mas em nenhum momento demonstrou sentir pena dele.

Não conseguia sentir dó daquele povo e, particularmente, considerava aquele gnomo um tolo por pensar do modo que pensava. Respirou fundo e soltou o ar pelo nariz lentamente enquanto tentava escolher as palavras que usaria.

-
Quase todos? Então ainda há pessoas do seu povo além de você? – e fez uma pausa, era difícil saber que palavras usar. Queria tentar ser o menos dura o possível. Não se importava tanto, podia deixar aquele tolo tirar a própria vida e ir embora, mas... Aquele tipo de tolice a incomodava.

-
Escute. – o semblante permaneceu sério e sua voz soava firme – Eu... Duvido que seu povo te culpe pelo que houve. Na verdade, eu acho que eles devem ser gratos, você deve ter sido o herói deles, aquele que lutou por eles, para trazer liberdade a eles. Você realmente acha que o que fez foi em vão? Seu povo lutou para se libertar e lutou de novo para que essa liberdade não fosse tirada deles, eles escolheram não abaixar a cabeça de novo, eles escolheram morrer livres e não como escravos.

- Mesmo que as coisas tenham ficado assim, teria sido melhor que seu povo fosse escravizado eternamente? Se eles lutaram de volta até o fim, eu duvido que eles te culpem. Eles queriam manter a liberdade que eles conquistaram. Por isso eu ainda acho que você está pisando nos esforços deles ao tirar sua própria vida. Você disse que ainda existem alguns sobreviventes... O que eles pensariam? Eu nunca fui uma líder, mas... Eu acredito que existem momentos em que você deva pisar no que sente pelo bem do seu povo, eles ficariam devastados ao saber que seu herói, seu líder, sucumbiu pelas próprias mãos; que o líder deles os abandonou. Se você quer tanto assim se punir, se puna vivendo por eles, fazendo o possível para auxiliá-los a sobreviver. Você não pode dar as costas a eles nesse momento, no momento mais difícil.

Esperava que aquilo funcionasse. Silmeria sentiu vontade de ser mais grossa, de chamá-lo de covarde e o feito se sentir um lixo por ter cogitado se matar. Suas palavras não chegaram a ser uma mentira... Realmente pensava aquilo, com algumas palavras duras a mais.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Seg Jan 18, 2016 8:09 pm

@ Silmeria

O discurso de Silmeria surpreendeu o anão que a encarou com uma expressão indecifrável. Ele parou por um momento quando ela acabou, parecia refletir, ora olhando para a adaga no chão, ora olhando para suas mãos. Decidido, finalmente olhou para Silmeria, uniu os dois punhos e fez uma reverência.

Obrigado, estou envergonhado. Você tem razão. — Disse ele, a voz fraca transparecendo vergonha. — Vou ajudá-la em sua busca, venha comigo e lhe levarei até o gural. — Com vigor renovado o gnomo se levantou e seguiu sendo seguido de perto por Silmeria, que apesar de tudo continuava arisca.

Caminhando por cavernas estreitas, úmidas e irregulares, Silmeria e o gnomo seguem por algumas horas sem descanso, finalmente depois de quatro horas de caminhada sem descanso cruzando grutas sombrias e evitando caminhos sinistros onde perigos ocultos espreitam, eles chegam a uma galeria de cavernas onde as paredes emitiam uma luz natural incomum deixando o lugar claro como uma planície ao meio dia.

Aqui é o lar do gural, ande comigo e abaixe esse arco. - Explicou o gnomo.

O local onde estavam agora era um emaranhado de cavernas estreitas e túneis que em muito se assemelhavam as linhas de um grande tecido pois por todo lado as cavernas formavam cruzamentos. Era muito fácil se perde ali, qualquer um que não soubesse o que procurar e onde procurar claramente se perderia. Mas pra sorte de Silmeria, o gnomo sabia muito bem onde encontrar o motivo da busca, mas ele não precisou andar muito, pois o próprio gural apareceu.

Ora, mas se não é meu bom amigo Dimble, não sabe o quanto me alegra ver que está vivo. — Falou uma voz rouca chamando a atenção de Silmeria.

De um dos cruzamentos ele surgiu, um homem que a sua maneira e estatura se assemelhava muito mais com algum elo perdido da evolução humana do que com um homem propriamente dito. Ele era alto, devia medir pouco mais de dois metros, seu corpo era cheio de músculos e muito robusto, tão robusto que mesmo aparentando ter muita idade ele faria inveja ao mais jovem atleta olímpico de Hilydrus. Ele se vestia com um gibão de peles composto de pelas diferentes e escamas também, até mesmo ossos faziam parte do conjunto, tudo rusticamente costurado de forma a fazer com que aqueles pedaços se parecessem com uma túnica, Silmeria que era uma caçadora nata, não conseguia identificar nem a metade das peles presentes na roupa do homem. A cabeça dele era coroada por uma farta cabeleira grisalha que caia despenteada sobre seus ombros até por sobre o peito onde misturava-se com uma barba igualmente farta e grisalha. O homem tinha um olho de íris negra e o outro era inteiramente branco onde uma cicatriz começava em sua testa e atravessava-o até alcançar a bochecha.

Sejam bem vindos ao meu território, eu me chamo Guron, como se chama jovem senhorita? — Disse o ancião com um sorriso amigável.


@ Hayate

O assassinato em sua frente fez a fúria explodir em cada mínima fração do ser de Hayate, era como se ele fosse agora feito inteiramente de dois sentimentos, fúria e justiça. A dor de ver aquele ato de crueldade atravessou sua alma como uma lança afiada e mortal. Ele mal percebeu quando começou a circundar as vítimas indefesas tentando desesperadamente ajudá-las, sua mente não aceitava que aqueles eram eventos passados, não aceitava que aquilo havia acontecido até que ele surgiu, Kuro.

Ei Elloah, venha, vamos descansar amanhã será o ritual da Grande Caçada e... — Ele surgiu na margem da clareira sorridente, caminhando alegremente em direção ao que era sua mulher e filho, mas quando seus sentidos lhe contaram a triste verdade, aquele que era seu último sorriso desapareceu para sempre.

Em uma fração de segundo, quase em um piscar de olhos, Kuro jogou-se de joelhos debruçando-se sobre os corpos mortos de sua esposa e filho. Ali ele chorou, chorou como se suas lágrimas fossem capazes de reviver os mortos, como se pudessem lavar a realidade levando para longe aquilo que deveria ser apenas um sonho muito ruim, um pesadelo. Mas para a infelicidade de Kuro aquela era a verdade, nua e crua, cruel em toda sua resplandecência maligna. Quando seus olhos chorosos pousaram sobre o bilhete a mudança em seu rosto foi imediata, a tristeza se esvaiu deixando em seu lugar a fúria.

Tão explosiva e imediata foi a fúria de Kuro, que ele imediatamente entrou em Crinos e dali, saltou para as trevas a toda velocidade. Hayate o acompanhou e conseguiu discerni um pensamento, sim ele conseguiu captar um pensamento da mente de Kuro que agora se entregava a bestialidade completa e absoluta.

Eu renuncio ao dom da perfeição e me entrego à imperfeição da vingança, que a justiça seja feita! Me perdoem...

E com esse último pensamento desapareceu por completo toda a racionalidade que Kruo possuía assim como seu dom, ele havia se tornado um impuro para todo o sempre. O que aconteceu a seguir Hayate já conhecia, Kuro rumou para a aldeia de Hayate a ali ele atacou o alvo de sua vingança, o filho de Erion, o pequeno Rion que por sua vez se tornaria o assassino de sua família e viria a se tornar Hayate.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Ter Jan 19, 2016 11:12 pm

A princípio, Silmeria o olhou com desconfiança, imaginando que ele tentaria tirar a própria vida assim que ela lhe desse as costas... Mas o tom de voz dele a convenceu e como ele estava disposto a ir com ela, não havia razão para desconfiar dela.

-
Obrigada... Por me ajudar e por me escutar.

E assim seguiram para as cavernas. Elas eram estreitas e úmidas, definitivamente incomodas de se andar por. Onde quer que a criatura estivesse, era longe. Silmeria continuava com seu arco em punhos durante a caminhada, imaginando que podiam haver inimigos ali.

Quando a ambientação mudou, Silmeria ficou um pouco surpresa com as paredes. Elas emitiam uma luz estranha, era até um pouco fascinante observá-las. Ouviu as palavras do gnomo e prendeu o arco em suas costas; imaginava que não haveriam inimigos ali, já que era o lar da criatura. Mesmo que não gostasse, era melhor fazer isso para evitar desentendimentos idiotas.

Silmeria sentiu um pouco de ansiedade... Talvez Hayate estivesse ali e sua busca seria mais curta do que ela esperava. Mas talvez não fosse uma boa ideia voltar para tudo aquilo...

Quando o homem surgiu de repente, Silmeria ficou alarmada e olhou para o gnomo, mas como ele não pareceu tomar nenhuma atitude defensiva, ela sequer levou a mão até o arco.

Aquele era o gural? Esperava uma... Criatura grande e estranha, não um homem velho, forte e gigante. Como alguém assim vivia sozinho dentro daquelas cavernas? E com aquelas peles e ossos, tudo pertencendo a criaturas diferentes e provavelmente bem ocultas, já que ela não conseguia identificar nem metade delas. E seu rosto... Quem será que havia feito aquela cicatriz?

-
É um prazer. Eu me chamo Silmeria Lockwood.

Disse e esperou um instante, não sabia se aquela criatura tinha alguma noção maluca de respeito ou hábito. Por isso Silmeria preferiu olhar para Dimble, como se esperasse um sinal de que podia falar o que desejava e, caso recebesse um sinal positivo, continuaria.

Eu pedi para que Dimble me trouxesse até aqui. Eu estou procurando por um amigo... O nome dele é Hayate, ele é um lobisomem e eu soube que você... – hesitou, a primeira palavra que surgiu em sua mente foi “arrastou”, mas talvez parecesse indelicado – O levou da cidade. Ele está aqui?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sex Jan 22, 2016 4:25 pm

O que impediu Torak de continuar seguindo os irmãs foi uma voz que reconheceu, fazendo-o parar onde estava. Era Kuro chamando por sua esposa e filho, os mesmos que agora jaziam inertes na grama fria. Torak não se virou, mas o silêncio que seguiu além da frase interminada era o suficiente para entender a dor dilasceradora que Kuro enfrentava.

O choro de tal perda não é controlável. É mais parecido com um uivo, com desespero, um grito de socorro. Torak se virou para ver o homem absurdamente ferido em seu âmago, que parecia querer acordar daquele pesadelo a todo custo. Mas era a realidade da qual não poderia escapar, uma realidade doentia causada por monstros. E não demorou para que Kuro se tornasse um. Ele abandonou seu ser, seu dom, seu controle. Não tinha mais nada a perder, nada mais importava. Deixou a vingança inundar sua alma.

Torak sentiu um forte arrepio quando Kuro se transformou em sua forma crinos. Conhecia aquela besta, jamais esqueceria das garras e presas que o rasgaram anos atrás. Não precisou seguir o lobo para saber o que vinha a seguir. Ele atacaria o próprio Torak ainda criança, o deixando à beira da morte, e a partir daí que começou seu tormento, sua maldição. A lembrança de sua primeira transformação veio à tona: matou algumas pessoas da vila, incluindo a mulher de seu irmão, este ficando ferido no ataque. "Hayate", ou assassino, como o chamaram. A partir disso viveu em constante luta pela própria sobrevivência, lhe foi arrancada sua família e tudo que tinha. Tudo por causa de monstros em pele humana.

Aquilo não havia terminado ainda.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Qui Fev 04, 2016 3:18 pm

@ Silmeria

Um misto de surpresa, respeito e medo dominavam Silmeria, aquele homem emitia uma aura poderosa. Por um momento ele a encarou e seu sorriso sumiu, nesse instante ela sentiu como se o próprio ar a estrangula-se, mas então o sorriso amigável retornou e Silmeria sentiu a sensação de estrangulamento dar lugar a uma reconfortante sensação de familiaridade, como se ela estivesse estado ali tantas vezes que era muito bem vinda a tal ponto que poderia dispensar muitas regras de etiqueta.

É um prazer ver que ainda caminha entre nós Dimble. — Disse o ancião sorrindo para o gnmo que o respondeu com um aceno positivo de cabeça.

E você garota, se é amiga de Hayate é minha amiga, sinta-se em casa e não tema nada, aqui onde vivo tudo segue em harmonia. — Disse Guron. — Me sigam, vou levá-los para onde Hayate está. — Guron deu as costas para Dimble e Silmeria, estes se entreolharam e então seguiram o ancião que os levou até uma parte da gruta onde as estalagmites e estalactites apresentavam tons coloridos e variados em sete cores, como se fosse um arco-íris grafado na própria rocha, era magnífico. No fundo desta gruta, havia a entrada para uma nova caverna.

Essa é a Caverna das Três Almas, Hayate está lá dentro confrontando suas próprias almas, tudo o que podemos fazer aqui é esperar. — Explicou Guron sentando-se no chão em posição de lótus.

Dimble percebendo a situação também o fez sendo este seguido por Silmeria. Quando a meio-elfa sentou-se e fechou os olhos em meditação ela passou a ser capaz de ver tudo o que acontecia com Hayate.





@ Hayate

Tudo havia ficado esclarecido para Hayate, ao pedir por vingança Kuro abandonou sua pureza racial e se tornou um impuro, desta forma foi capaz de contaminar Hayate com a maldição da lycantropia. Hayate decidiu não seguir Kuro, ele não queria ver novamente aquilo que ele mesmo havia visto, bem ou mal as mortes que ele causou estavam esquecidas em sua memória, tudo o que ele se lembrava eram dos corpos transformados em tiras de carne e do gosto asqueroso de carne humana na boca. Aquilo já bastava para ele, ele não queria ver mais, ele não precisava.

Nesse momento a imagem de tudo ficou turva e começou a rodar ao redor de Hayate até finalmente sumir, ele agora se via novamente na caverna e diante dele estava ele mesmo, só que como criança.

Agora você entende por que você sofre? — Disse a criança que ao falar, emitia uma vos mista feita com a mistura da vos de Hayate com a voz de Kuro. — A Deusa da Noite atendeu minhas preces e me transformou novamente em um impuro. Mas eu paguei um preço, agora minha essência está em você. Nós dois compartilhamos os mesmos crimes e a mesma culpa. Somos assassinos. Você concorda? — Questionou a criança arqueando uma sobrancelha.

Hayate estava confuso, aturdido, ele não havia cometido seus crimes de propósito, por que ele deveria aceitar aquela culpa que o perseguia todos os dias?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sab Fev 13, 2016 3:32 pm

A nova visão agora era, no mínimo, desconfortável. Torak via ele mesmo quando criança, quando ainda tinha uma chance de ser alguém comum, quando ainda não havia sentido o gosto do sangue. A voz dele, porém, era uma mistura dele e a de Kuro. Ali era o lycan falando com ele, o mesmo que o amaldiçoou, que tornou Torak o que ele era hoje. Um assassino? Talvez. Mas nem de longe havia pedido por isso, ou sequer teve consciência de seus atos. Se qualquer um tivesse dito aquelas palavras a resposta seria direta. Mas era Kuro, que perdeu tudo em um momento curto, seu julgamento tinha sido nublado pela raiva. O resultado estava ali de pé, em uma caverna escura, a centenas de quilômetros de casa.

— Eu também perdi tudo naquele dia, Kuro. — Respondeu firme, o encarando. Em outras circunstâncias teria aceitado a culpa, mas não ali. — Perdi minha família, meu lar, meu nome. Por sua causa sujei minhas mãos de sangue. Concordo com você, eu virei um monstro.

Respirou fundo por um momento. Levou o punho fechado ao peito, aonde a tatuagem tribal de uma águia o lembrava de seu clã.

— Mas eu ganhei uma segunda chance. A chance de mudar isso. Encontrei meu caminho e não vou descansar até dominar o fardo que me deu. Se for para eu matar de novo, que seja para proteger alguém.

Torak não culpava Kuro. Era como culpar um animal ferido por morder seu dono. Certas feridas custam a sanidade e nos levam a atitudes impensadas, tomadas pela raiva. E por muito tempo Torak foi assim: apenas um animal assustado, fugindo e sobrevivendo, matando quando perdia o controle. Mas quando foi acolhido pela Tribo da Águia, isso mudou. Ao invés de fugir de seu monstro, decidiu encará-lo, dominá-lo. Fazer dele sua força. E assim tem lutado por anos, falhando várias vezes, mas não deixaria de tentar. Não importava quantas vezes ele caía, mas sim quantas vezes ele se levantava para continuar tentando.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Dom Fev 14, 2016 2:40 pm


Então Hayate estava realmente lá. Enfrentando suas... Almas? Pensava que as pessoas possuíssem apenas uma... Será que era algo relacionado a poder se transformar em humano ou lobo? De qualquer modo, por que ele estaria fazendo isso justo agora quando tantas outras coisas estavam acontecendo? Será que a perda de controle havia sido tão problemática assim e ele realmente havia matado os membros do grupo?

Sentou-se e fechou os olhos, passando a ver aquelas coisas estranhas. E Hayate estava lá em sua forma humana. Fazia tempo que não o via naquela forma... A última vez foi quando estavam Aldarion, Silmeria e Hayate juntos. A elfa sentiu um pouco de estranheza ao vê-lo com um pouco de barba e a parte de cima do corpo exposta.

“Hm?” e, sem poder evitar, Silmeria observou o corpo dele “Ele era assim?”

Hayate tinha um corpo mais definido e atraente do que ela se lembrava, ou ele sempre foi assim e ela nunca havia notado? O lyncan havia envelhecido bem, não se lembrava dele parecer tão... Masculino. Talvez fosse culpa do modo inocente que ele tinha às vezes, aquilo fazia Silmeria o ver com um ar mais infantil.

Hm. Bem, não era a hora de ficar admirando o corpo de Hayate. Talvez fosse melhor prestar atenção no que estava acontecendo. Silmeria desviou sua atenção, tentando deixar aquilo de lado e se focar no que acontecia. Ele estava falando com uma criança parecida com ele, certo. Não entendia bem sobre o que estavam falando... Ficou curiosa para entender, mas sentia que havia pegado a conversa no meio, talvez no final, então provavelmente não conseguiria compreender bem o que se passava.

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