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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sex Abr 12, 2013 5:54 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Como este post será sempre "relembrado" usarei seu começo para registrar o status dos personagens.

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Última edição por NR Nayruni em Ter Dez 23, 2014 11:44 pm, editado 33 vez(es)
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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Ter Fev 10, 2015 12:13 am

Assim que Nayrun disse para que elas saíssem dali imediatamente, Silmeria sentiu certa urgência em ir embora. Já queria estar fora daquele lugar há algum tempo, mas Sabrina acabou a arrastando até lá. A meia-elfa observou com atenção as imagens do portal que ele havia aberto... Uma camada do abismo? Seria aquilo algum tipo de inferno? Só de olhar era possível notar que aquele lugar parecia desprezível.

A visão das pessoas que pareciam agonizar eternamente dentro daquele lugar deixou Silmeria apreensiva. Mesmo que não pudesse escutar, sua mente conseguia imaginar os gritos daquelas pessoas fadadas pela eternidade. Surpreendeu-se ao avistar demônios iguais aos que havia enfrentado... Não só isso, mas viram como um demônio novo “nascia” dentro daquele inferno. Silmeria ficou incomodada ao imaginar que poderia ser ela ali, que um dia seria ela ali.

O portal para onde os demônios marchavam alarmou Silmeria, esperava que o tal outro grupo fosse capaz de impedir a invasão. Deu um passo para trás quando Nayrun atravessou o portal e iniciou um combate. Observou o combate com certa admiração, sentindo-se insignificante diante do poder que parecia estar observando, mas logo balançou a cabeça quando o portal se fechou. Tinha que se concentrar em ir embora.

-
Vamos embora agora, certo? – virou-se para Sabrina – Você já conseguiu o que queria. Ele disse que deveríamos partir imediatamente, pode ser ruim ir bisbilhotar por ai. – tensa com a situação, a voz de Silmeria soava um pouco aborrecida – Acho melhor irmos pela saída que aquele anjo indicou... Talvez não seja uma entrada principal e seja mais segura. O que acha?

Aguardou por apenas um instante a resposta de Sabrina e, independente da escolha dela, Silmeria seguiria para a saída dessa vez, em passos apressados, atenta a sons e movimentações. Não pararia para explorar lugar algum, apenas tomaria cuidado, especialmente para passar pela porta onde havia um corredor não explorado. Não queria saber o que mais havia naquele lugar, só queria ir embora. Seguiria até a biblioteca e pegaria o caminho indicado pelo anjo. Só esperava que pudessem sair dali rápido antes que mais inimigos chegassem.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Ter Fev 10, 2015 12:17 pm

Nayrun explicou o que estava acontecendo e deu os detalhes do que deveríamos fazer, nossa tarefa era fechar o ultimo portal. O segundo estava por cargo de um outro grupo, que ele fez questão de chamar de fracotes. “Serão capazes de fazer o trabalho? Não quero ter que trabalhar pelos outros...” Ou ser morta devido à falha dos outros, melhor dizendo. – Certo, vamos partir agora. Não há mais nada para fazer aqui, já tenho o que quero. – Olhei para a pedra, onde antes Alice estivera presa, mas agora que havia salvo sua alma, podia retornar à superfície. Mas quando Nayrun estava indo embora, me lembrei de um pequeno detalhe, mas já era tarde demais. Ele já havia saltado para longe e agora estava no meio de uma batalha horrenda.

- Certo, nosso objetivo é o ultimo portal, mas ele não disse onde ficava. Muito inteligente esse Nayrun. Tão impulsivo quanto Aldarion. – Reclamei quando o portal se fechou. – Tenho uma pista que pode ser útil. Ouvi dizer que tudo isso começou em Endless, numa expedição que fora atraída para uma armadilha. Endless é o local perfeito para se esconder esse tipo de coisa, então creio que nosso objetivo seja a floresta. – E comecei a segui-la quando ela partiu em direção à saída. Dessa vez seguiríamos pela porta secreta aberta na biblioteca, aquela que o anjo havia nos indicado antes de descermos para fechar o portal.

- Outra coisa que acabei de lembrar... E o restante dos inúteis que vieram conosco? Os dois escravos, o lobisomen e o monge que encontramos na caverna? – Será que ainda estariam vivos? Não havíamos visto nenhum sinal deles desde que acordamos no calabouço dessa ruína. Mas não seria surpresa nenhuma se eles tivessem simplesmente fugido ou morrido no esgoto.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Ter Fev 10, 2015 1:15 pm

Soltou um suspiro aliviado agora que Sabrina, finalmente, havia decidido sair daquele lugar. Infelizmente, Nayrun não havia dito onde o último portal estava sendo aberto. No fundo, imaginava que talvez ele não soubesse e por isso não respondeu a pergunta. Assentiu ao ouvi-la falar de Endless. Era a única pista que tinham, afinal.

-
Bem... Talvez ele não soubesse mesmo. – disse baixo, atenta enquanto andavam até a saída em passos acelerados – Ele não deve saber de absolutamente tudo, seria... Absurdo, eu acho. Sobre os outros, bem... Talvez não tenham sido capturados. Se foram, não devem ter sido trazidos para cá...

Ponderou por um instante. Incomodada com a possibilidade de todos eles estarem mortos... Bem, não todos, apenas Hayate. Não se importava de verdade com o resto, provavelmente não sentiria nada caso descobrisse que estavam mortos, mas não achava que eles seriam totalmente inúteis.

-
Infelizmente precisamos de companheiros para fechar o último portal. É provável que a criatura que encontramos no esgoto esteja lá, seria bom se descobríssemos um modo de lidar com ele antes de chegarmos lá.

Ficou em silencio por um instante, lembrando-se que Sabrina disse ser mulher de Aldarion. Pela espada e pelo modo como falavam desse homem, parecia ser o mesmo que havia conhecido. Ele realmente estava morto? Queria questionar Sabrina sobre isso, mas aquele não era um bom momento.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Ter Fev 10, 2015 10:30 pm

Caçar era uma tarefa árdua e de grande responsabilidade. Podia levar horas ou mesmo dias para seguir uma presa, sendo assim a carne era um alimento bastante valioso entre as tribos. Durante o inverno as manadas migravam e isso tornava a caça ainda mais difícil e importante, pois com o frio a gordura era mais do que necessária para sobreviverem. Mas não naquele dia. Era ainda meio do outono e os galgarons ainda não haviam partido para as montanhas, portanto ainda estavam em manadas pouco numerosas. Perfeito para uma caçada de baixo risco.

Mas igualmente gratificante. Na aldeia o grupo de caçadores foi bem recebido e o que não faltava eram as homenagens e agradecimentos, estes também voltados ao Espírito Mundo. Como tradição a caça deveria ser inteiramente aproveitada, respeitando o animal que deu sua vida, e em troca o Espírito Mundo enviaria mais presas. Tudo era um equilíbrio que Torak apreciava e compreendia como verdade.

As festividades noturnas eram sempre animadas e aquela não era diferente. Torak se divertia contando a Renn e Bale sobre como seguiram a manada durante todo dia, mas que ele quem deu o golpe final e certeiro. No começo isso era algo que decididamente o rapaz não era capaz de fazer, mas depois de alguns anos na tribo aquilo tornou-se parte dele — como muita coisa ali. Viver naquela tribo era viver em equilíbrio, uma tranquila sintonia entre a natureza e as pessoas. Todos ali eram iguais, cada um com suas tarefas pelo bem comum, fazendo seu melhor pela tribo. Sim, era bom, e era um lar.

A certa altura Torak sentiu que faltava alguém, não demorando para notar a ausência de Fin-Kedin. Foi o líder que o salvou da morte tempos atrás, portanto o lobo tinha grande respeito por ele. Podia-se dizer que ele era o mais próximo de um pai que Torak poderia ter, por isso preocupou-se e foi verificar aonde ele estava. A cabana de Fin-Kedin era como as outras, feita de madeira, ossos e peles, portanto uma conversa poderia acabar escapando por entre as falhas. E foi exatamente isso que aconteceu.

Torak sabia que era errado bisbilhotar e ainda por cima não conhecia a segunda voz. Pensou em sair respeitosamente de perto mas, ao ouvir falar da Garra da Águia, parou e continuou ali mesmo. Em seguida a visão que Fin-Kedin teve deixou o rapaz apreensivo. O Espírito Mundo não costumava errar. Depois de ouvir mais a respeito de um escolhido, Torak foi descoberto. No susto deu um passo para trás e tropeçou, caindo de costas. Sentou-se a tempo de ver um enorme homem sair da cabana e jogar um pó em seu rosto.

———

Levou um tempo para Torak abrir os olhos. Sua cabeça ainda rodava como se tivesse estado muito tempo em um navio. Ouviu a voz de Guron e sentiu o calor do fogo, reconhecendo também o cheiro do lugar. Era a casa do velho.

Ainda atordoado o rapaz sentou-se, mantendo uma mão na cabeça.

— Desculpe, peguei poucos cogumelos… — foi a primeira coisa que pensou: que falhara. — posso voltar lá. Caramba, tive um sonho estranho…

Mas aquilo não foi um sonho. Aos poucos Torak lembrava-se do que tinha visto. Aquele havia sido um dia real, pouco antes de ter deixado a tribo em busca de novas conquistas. Por muito tempo achou que faltava algo nesse dia, uma parte dele que esquecera, e agora entendeu porquê. Por longos instantes Torak apenas fitava o nada enquanto encaixava tudo em sua cabeça. Depois de um tempo encarou Guron, incrédulo.

— Você. — Falou para o velho como se o acusasse de algo. — Guron, O Escolhido do Urso.

Primeiramente surpreso, Torak logo sentiu-se traído. Ele então ficou de pé e estreitou o olhar, agora suas palavras saíam ásperas.

— Você é amigo de Fin-Kedin e sabe muito bem quem sou, mas me fez de idiota. E que raios, porquê jogou aquele pó em mim? Me enganou esse tempo todo! Por isso você sabe fazer as marcas do meu clã. Droga, Guron! E que história de escolhido era aquela? E aquela lança? — atormentado por tantas dúvidas, cerrou os dentes e respirou fundo. Olhou para o lado por um tempo, sabia que estava indo contra seus instintos ao erguer a voz contra o velho, algo inaceitável em uma alcatéia. Por isso se conteve e sentou-se novamente, voltando a encarar Guron. Ainda estava irritado, era verdade, mas o encarava com respeito, mesmo que suas sobrancelhas acusassem sua raiva. — Explique, por favor.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sab Fev 14, 2015 1:06 pm

@ Sabrina e Silmeria

Estava na hora de partirem, Sabrina sentia vontade de saquear e pilhar todo o lugar, mas as palavras de Silmeria a fizeram mudar de ideia rapidamente. Decididamente iriam embora o mais rápido possível. Assim que as duas damas começaram a se mover escutaram um som estranho romper o pesado silêncio que recaia sobre todo o lugar, eram os sons de correntes e gemidos, gemidos femininos.

Por favor. Alguém me ajude! — Suplicava a voz. — Eles estão vindo! Por favor me libertem! — Insistia a voz.

Nesse momento Sabrina sentiu uma forte presença mágica no local, na direção oposta, alguém ou alguma coisa havia acabado de chegar no esconderijo dos vampiros. Quem ou o que era, ela não sabia dizer, poderia ser qualquer um, um mago inimigo, um feiticeiro sombrio, um vampiro poderoso ou até mesmo um devorador de mentes. A única coisa que deixava Sabrina relaxada era que o poder da criatura era inferior ao de Morgan e também um pouco inferior ao seu próprio poder. Mas havia um problema, existia a possibilidade da entidade localizar Sabrina da mesma forma como ela a havia sentido.

Rapidamente Sabrina explicou a situação para Silmeria deixando esta a par de tudo. O tempo era curto, precisavam decidir se fugiriam ali imediatamente antes de serem encontradas pela misteriosa entidade ou se atenderiam as súplicas do que parecia ser uma outra prisioneira naquele lugar. Os gemidos vinham de uma entrada localizada atrás do altar da catedral.

E agora o que fariam?


@ Hayate

Torak levantou-se em um sobressalto, estava furioso, queria respostas e as queria agora. Guron apenas escutou o que o jovem disse e quando este pareceu se acalmar, ele começou a dar suas respostas.

Tenha calma Hayate. — Disse ficando de cócoras em frente a Torak, que estava sentado ainda nervoso. O ancião pousou a mão sobre o ombro do jovem acalmando-o ainda mais.

Suas lembranças recém descobertas são verdadeiras, aquilo realmente aconteceu. Eu o mandei ao campo de cogumelos justamente para que você inalasse os esporos  e tivesse sua memória curada do Pó das Memórias Perdidas que usei em você. — O ancião suspirou e então continuou. — Eu e Fin-Kedin pedimos desculpas por isso, não tivemos escolha, acreditávamos que você fosse o escolhido e não podíamos permitir que o destino fosse alterado.

Hayate, venha comigo, tenho que te mostrar uma coisa. — Disse o ancião se levantando e saindo da casa. Torak o seguiu até que ambos estivessem na grande caverna em frente a casa.

Observe com atenção. — disse Guron se afastando de Torak mas ficando de frente pra ele.

O que veio a seguir impressionou Torak, o ancião começou a ficar peludo, seus ossos começaram a se deslocar produzindo estalos, sua pele se esticou e cresceu, músculos novos surgiram e outros se moldaram. Em poucos segundos o que Torak via não era mais um inofensivo ancião, mas sim um enorme urso das cavernas com formidáveis cinco metros de altura, uma besta fantástica encontrada somente nas montanhas mais distantes e ocultas de Endless.

Guron não era humano, ele era na verdade um homem-urso, não, Torak já havia ouvido falar deles, essa raça de homens-urso era conhecida pelo nome de gural. Guron era um formidável e poderoso gural.

Contemple Hayate, minha forma crinos. — Disse Guron, o que também surpreendeu Hayate, pois normalmente não deveria ser possível falar na forma crinos, que era a forma de combate dos licantropos.

Torak estava perplexo e continuou assim até Guron voltar a forma humana.

Sem palavras amigo? Não diga nada, apenas me acompanhe. — Guron voltou a caminhar sendo seguido de perto por Hayate. Os dois cruzaram um pequeno emaranhado de cavernas que normalmente fariam Hayate se perder.

Depois de alguns minutos eles chegaram em uma caverna com várias pinturas nas paredes.

Siga em frente Hayate, encontre as respostas que você sempre se fez. — Disse Guron apontando para as gravuras.

Torak caminhou e começou a olhar as figuras, elas contavam uma história. Primeiro Torak viu o desenho de uma enorme bola de fogo em meio as estrelas. Depois ele viu uma grande força misteriosa envolver essa bola de fogo.

Na figura seguinte o fogo se extinguiu e a bola de fogo virou uma bola de rocha sólida. A força misteriosa bombardeou a grande rocha com vás estrelas cadentes e essas estrelas trouxeram água.

A história continuava, na imagem seguinte Torak viu a representação da vida saindo da água e na sequência a vida evoluindo, tomando forma. As imagens iam seguindo em sequência e Torak percebeu estar lendo a história do mundo. Torak viu a vida evoluir até o surgimento das raças inteligentes.

Viu como muitas dessas raças se dividiram em povos, e estes povos se separaram, alguns mantendo-se ligados à natureza, outros indo viver em cidades. Torak viu os povos das cidades ameaçarem o equilíbrio, viu também uma guerra terrível surgir entre os povos da natureza e os povos das cidades.

Torak viu o desenho de florestas inteiras sendo destruídas, animais sendo extintos e o fogo da guerra consumindo toda a vida. Os povos das cidades estavam vencendo a batalha. Em um momento derradeiro, um dos povos ergueu uma cidade em algum lugar dentro de Endless, como a ostentação de sua supremacia sobre a natureza e os demais povos.

Então as estrelas apareceram e a lua desceu em pessoa dos céus tocando a todos nesta cidade. A partir daquela noite todos ali foram banidos do mundo, agora eles não pertenciam mais as florestas e nem as cidades e ao mesmo tempo pertenciam aos dois. Eles eram agora amaldiçoados e a eles foi dado o nome de lycantropos.

Os amaldiçoados rapidamente se dispersaram pelo mundo e sua antiga e gloriosa cidade ficou perdida para sempre. Até então achava-se que tudo estava acabado, mas a história não terminou ai.

Na figura seguinte Torka viu um grupo de lycantropos que caminhavam juntos, eles sofriam dos males da maldição como o descontrole nas fases da lua cheia. Torak viu o sofrimento deles e o entendeu, mas em lugar de lutarem contra isso, como ele sempre havia feito, eles aceitaram sua sina e começaram a compreender sua verdadeira natureza.

Com o tempo eles não eram mais afetados pelo descontrole, eles não tinham mais a costumeira sede de sangue. Eles agora não eram mais amaldiçoados, eles eram agora os guardiões das florestas e do mundo natural, eles tinham o dom de caminhar entre os homens como diplomatas e entre as feras como irmãos. Eles passaram a serem chamados de puros, para representar a pureza que haviam alcançado e a eles foi dada a tarefa, pela própria lua, de vigiar e proteger o equilíbrio das coisas. E os puros, em sua sabedoria abdicaram de seu ódio por todas as coisas, a partir dai nunca mais eles conseguiram transformar outras pessoas em licantropos.

Torak estava perplexo pelo que via registrado na sua frente, era a história dos licantropos, e mais que isso, aquela história contava não apenas como os impuros haviam surgido mas também como os próprios e orgulhosos puros apareceram. A verdade é que puros e impuros eram iguais, eles detinham os mesmos poderes e habilidades com a única diferença é que um dos lados havia aceito seu lado animal enquanto o outro não.

Guron se aproximou de Torak e colocou a mão em seu ombro.

Hayate, você foi trazido aqui pelo destino para alcançar a pureza espiritual, você é o escolhido que irá reviver a lembrança da nossa raça, as razões pelas quais fomos criados. — Disse Guron. — Ha muito tempo os licantropos puros esqueceram seus papéis perante o mundo entregando-se ao lado selvagem e abandonando completamente seus deveres e seus irmãos impuros. Hayate, eu estou aqui para ajudá-lo, mas é você quem deve escolher o caminho que irá seguir, é você quem deverá renascer como Torak, Asas de Águia! — As palavras de Guron entraram na mente de Hayate e banharam sua mente entorpecida com dúvidas, com uma nova luz, uma verdade nunca antes vista.

Será que Hayate iria conseguir superar o desafio a sua frente? Será que ele conseguiria purificar sua alma e seu espírito para renascer como Torak, Asas de Águia?



Informações: É isso ai mesmo que tu leu! Como as raças de Lodoss nunca tiveram uma história definida de como vieram a existir no mundo, eu tomei a liberdade e criei uma versão para os licantropos. E sim, você vai ter a oportunidade de se tornar um licantropo puro! Hayate poderá renascer! Mas isso vai depender de você.

XP:
Sabrina - 2000
Silmeria - 2400
Hayate - 1000


Última edição por NR Nayruni em Ter Mar 03, 2015 4:28 pm, editado 1 vez(es)

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Aproveito este espaço para deixar meus préstimos ao meu colega de equipe GM Zato por ter lido toda a história escrita na ficha do Bluesday!!!

Parabéns fera! Você é mitológico!
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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Qua Fev 25, 2015 3:52 pm

Guron esperou que Torak se acalmasse para começar a explicar. As palavras foram poucas, mas suficientes para que o lobo entendesse, mesmo que a contra-gosto. A idéia de simplesmente esquecer um dia de sua vida era perturbadora, mesmo que soubesse os motivos. E eles eram bons motivos.

A certo ponto Guron levou o rapaz para fora de sua casa e mostrou algo que Torak, de certa forma, já havia percebido. Guron era um poderoso gural: forte, feroz e ainda com a capacidade de fala, algo surpreendente na forma crinos. Era por isso que os instintos do lobo apitavam incansavelmente em sua orelha para que respeitasse Guron, que o visse como alfa. De longe era uma criatura muito mais sábia e poderosa, merecendo todo respeito que encontrasse. Torak estava surpreso com a facilidade com que o velho se transformava, um puro controlador de sua própria ferocidade. Mais uma vez na forma humana, Guron levou o rapaz até uma caverna.

A tocha iluminou gravuras nas paredes. Torak se aproximou delas, as tocando com as pontas dos dedos, sentindo as fissuras feitas por pedras e as espessas tintas centenárias. Era assim que muitas tribos gravavam sua história: não por letras e símbolos, mas por desenhos claros. E aquela era uma história que Torak jamais imaginou que existisse. Distanciou-se dois passos e foi iluminando a sequência de figuras, entendendo a origem do mundo e das raças inteligentes. Então viu o momento em que os licantropos nasceram, amaldiçoados pela lua e espalhados pelo mundo. Isso trouxe um pesar conhecido ao rapaz, lembrando-se dos seus tempos de loucura.

Mas a história não acabou ali. Desenhos mostravam grupos destes lycans que se uniram, aceitando a fera interior representado por um homem e um lobo frente a frente. Eles não lutaram contra sua maldição, a aceitaram e a tomaram como sua força. Não a temeram, a abraçaram. Com o passar do tempo eles haviam dominado sua raiva e feito da fera sua força, nascendo assim os puros.

— Os puros vieram… da gente? — Falou para si mesmo, imerso profundamente nas suas descobertas.

Ele tocou na gravura que representava a ascendência dos puros, dominadores de suas fraquezas. Eles não controlavam suas feras, eles ERAM as feras. Por mais que Torak odiasse os puros por seu orgulho e arrogância, sabia que apenas os invejava. Eles eram mestres de si próprios.

Voltou à realidade quando Guron colocou a mão em seu ombro e passou a fitá-lo. Suas palavras traziam sentido aos acontecimentos recentes. Por mais que Torak houvesse conseguido uma forma de “domar” sua transformação, por muito tempo ele esqueceu quem ele era. Foram as tarefas de Guron que o trouxeram de volta e, agora, lhe era oferecida uma escolha. A escolha de se purificar, de reviver a tarefa original dos licantropos. Um renascimento.

Tornar-se um puro.

Torak olhou mais uma vez para as gravuras. Lembrou-se do quanto a maldição o afetava, mesmo anos depois. A perda de controle que tanto o atormentava não existiria mais. Seria senhor de suas vontades o tempo inteiro, jamais ferindo inocentes outra vez, não mais temendo a lua, não mais escondendo-se feito uma presa. Seria… livre. Alguém que anda entre os homens como diplomata e entre as feras como irmão. Um ser que não pertence a nenhum dos dois mundos, mas ao mesmo tempo a ambos…

— Guron. — Torak agora encarava o velho. Não era mais um olhar de alguém perdido ou confuso, mas o de alguém que sabia o que queria e de suas consequências. — Me faça merecer este nome. Vou fazer o que puder para reviver a glória de nossa raça.

Ele bateu o punho fechado no peito, sinal claro de respeito e amizade. Estava claro de que ele arcaria com a responsabilidade que lhe foi dada, mas se ele conseguiria… era algo que teria ainda de descobrir.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Sex Fev 27, 2015 1:19 pm

A princípio, Silmeria simplesmente preferia optar por ir embora daquele lugar e ignorar os pedidos de ajuda. Sabrina e ela não tinham tempo e o local parecia estar vazio no momento... Mas não era bem assim. Logo Sabrina a informou que estava sentindo uma presença mágica na direção oposta, na direção para onde elas deveriam seguir para encontrar a saída. Praguejou com a possibilidade de reforços inimigos terem chegado... Mas não era tão surpreendente. Haviam perdido tempo indo atrás de Morgan.

O que quer que fosse, provavelmente era algo que elas não tinham encontrado antes. Se fosse um devorador de mentes, Sabrina também teria sentido sua presença no esgoto, mas ela não havia sentido nada, certo? Ambas foram pegas de surpresa naquela ocasião. Talvez fosse algo ainda pior do que um devorador de mentes...

De qualquer modo, não acreditavam que elas seriam capazes de evitar o encontro. Talvez ter outro prisioneiro ao lado delas pudesse ser útil, como Sir Telas havia sido anteriormente.

-
Vamos libertar o prisioneiro... – sugeriu – Eu duvido que vamos ser rápidas o suficiente para evitar mais inimigos... Não foi totalmente inútil libertar Telos da outra vez. Talvez encontremos algo interessante no caminho e, além disso... – e olhou para Sabrina, complementando em seguida para tentar convencê-la – No pior dos casos, podemos deixar ela para trás de isca para atrasar eles, mesmo que só um pouco..

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Sex Fev 27, 2015 2:59 pm

Conseguir a pedra de volta fora uma tarefa muito mais fácil do que eu pensava, tudo graças a intervenção do tataravô de Aldarion. Mas agora tínhamos mais um problema em mente, como sair dali? Quando estávamos a caminho da saída, comecei a sentir uma forte sensação de magia vindo daquele lugar, e isso não era um bom sinal. Avisei a Silmeria sobre o ocorrido e então paramos para decidir o que fazer. Foi nesse meio tempo que uma voz feminina surgida das sombras começou a gritar por socorro. – Ouviu o que eu ouvi? Tem alguém gritando.– Perguntei apenas para confirmar, mas agora tínhamos duas opções a escolher, e ambas pareciam não ser muito seguras. Enfrentar o que quer que fosse que estivesse me causando aquela sensação ruim, ou ir salvar a prisioneira e correr o risco de dar de cara com seus raptores em pleno ato.

Mais algum tempo passou até que Silmeria fez sua escolha. Um belo plano realmente, usa-la como escudo. Mas e se fosse mentira? Se fosse um alarme falso? Só saberíamos se tentássemos. A verdade era que salvar a prisioneira, parecia naquele momento, o melhor dos caminhos a se seguir. Um pouco relutante então eu concordei com a cabeça e segui na direção de onde vinham os gritos. – Vamos aproveitar e ver se tem algo valioso por aqui, não custa nada levar algumas lembranças, já que teremos que entrar ainda mais fundo neste lugar.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Ter Mar 03, 2015 5:06 pm

@ Sabrina e Silmeria

Mesmo com a sensação de urgência apelando em seus corações, a dupla de aventureiras decidiu voltar e ver quem pedia socorro. Seguindo os apelos desesperados, a dupla encontrou atrás do altar um alçapão muito bem escondido que não teria sido encontrado se estivesse fechado. Mas ali estava ele, aberto. O alçapão revelava uma escada de degraus bem estreita, a princípio as duas aventureiras se perguntaram se deveriam descer, mas Sabrina impulsiva como sempre decidiu seguir logo em frente. No fim da escada a dupla encontrou uma sala do tamanho de um quarto, a sala tinha estantes de madeira cheias de frascos vazios e alguns cheios de um líquido vermelho, no chão havia o desenho de um grande pentagrama e de cada ponta deste pentagrama saia uma corrente que estava presa no corpo de uma criatura no centro do desenho. Um anjo do sexo feminino.

Ela era bela, loira, seus cabelos parecendo fios de ouro, sua pele era branca e o corpo esculturalmente perfeito exceto pelas marcas de maus tratos, espancamento e as correntes pesadas que prendiam a criatura ao pentagrama, nas costas ela tinha um par de belas asas brancas. Ela estava completamente nua e aparentava ter por volta de 22 anos, seu corpo era tão belo que despertou desejos nas duas aventureiras.

Eu imploro! Por favor me libertem destas correntes. Eu não suporto mais estar aqui. — Implorava, agora de joelhos. — Sejam rápidas, por favor, eles já estão na entrada da catedral! — Insistiu.

Sabrina e Silmeria não pensaram duas vezes, a aproximação do poder mágico era assustador e isso fazia as duas jovens agirem com pressa. Sabrina olhou para a anja e ela apontou para uma alavanca na parede. Não foi preciso nenhuma explicação, Sabrina puxou a alavanca e as correntes se soltaram do corpo da mulher.

Obrigada! Estou em dívida com vocês... Adeeeuuuuuuuuusssss... — Tudo foi muito rápido, assim que a mulher foi solta das correntes ela agradeceu a ajuda rapidamente e depois simplesmente começou a levitar e saiu voando atravessando rochas como se não estivessem ali. A voz da anja ia desaparecendo até se transformar em um sussurro e depois em uma brisa perfumada para finalmente sumir por completo.

A presença mágica agora estava acima das cabeças das jovens, tensas e  amaldiçoando a anja que acabaram de libertar, Sabrina e Silmeria se prepararam para a batalha inevitável, seus olhos mirando fixamente a escada. Viram uma sombra se projetar, em seguida pés, pelas roupas elas reconheceram rapidamente o que era: um devorador de mentes. E ele não estava sozinho, ele tinha dois outros com ele, eram três ao todo.

Seria uma batalha difícil, seria, se elas tivessem que lutar. Quase que pulando de susto, Sabrina e Silmeria sentiram uma mão lhes tocar o ombro, quando olharam apavoradas perceberam se tratar de Iolavos! Então tudo ficou escuro, uma tontura se abateu sobre a dupla de aventureiras e no segundo seguinte estavam em um lugar familiar, uma sala que elas haviam visto somente uma vez em suas vidas mas que ainda estava na memória. Estavam na torre de Iolavos.

Uma janela pequena deixava passar os raios de sol e os sons da cidade fervilhando de gente. Sabrina e Silmeria mal podiam acreditar que estavam livres, as duas estavam tontas ainda por causa do teletransporte e por isso se deixaram levar pelo cansaço despencando seus corpos nos sofás.

Bem vindas de volta, minhas crianças. — Disse Iolavos em um tom sério. — Foi sorte eu ter localizado vocês no ultimo momento, eu havia perdido o rastro de vocês, alguma barreira mística estava impedindo que eu as encontrasse, mas alguma coisa derrubou as barreiras e eu pude achá-las. — Explicou o mago.

Ficou mais que óbvio, a anja com certeza era a responsável.

Agora me contem, o que encontraram nos subsolos? — Questionou sentando-se em uma poltrona.


@ Hayate

Guron respondeu a saudação de Torak da mesma forma e então com um sorriso começou a explicar.

O ritual de purificação já começou nesta caverna. Você deve seguir em frente e enfrentar seus três espíritos, somente depois que você domar os três espíritos é que você poderá ser senhor de si mesmo. — Explicou apontando para uma entrada no fundo da caverna que Hayate ainda não havia visto.

Boa sorte amigo, nós estaremos orando por você. — O ancião então sentou-se na posição de lótus e começou a orar, para a surpresa de Hayate três outros anciões surgiram do nada e sentaram-se ao lado de Guron meditando ao lado dele. Um olhar mais atento revelou que aqueles três eram Guron! Hayate estava vendo Guron e seus três espíritos bem ali, meditando.

Completamente tomado de surpresa e admiração, Hayate se despediu de seu amigo em silêncio e seguiu viagem para o fundo da caverna.

Informações: Hayate, no próximo post quero que me explique em spoiler como funciona sua ideia das 3 almas, você deve narrar em ON seu personagem entrando na caverna e se lembrando de certas coisas, de como era ser um humano e do que ele realmente queria, do ódio pelos puros e pelo medo de seus crimes. Post pequeno, eu continuo o resto.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Qua Mar 04, 2015 6:57 pm

A visão das três almas de Guron era algo surpreendente. Torak não sabia se aquilo era possível pela incrível energia do velho ou se a própria caverna tinha sua magia. De qualquer maneira ele tinha agora uma jornada para enfrentar, encarando suas três almas. Não sabia exatamente como isso iria acontecer e nem por onde começar, o que lhe fez ficar receoso. Pensou em voltar e fazer perguntas sobre isso a Guron mas este já havia mergulhado profundamente em sua meditação.

Agora era apenas ele e suas almas.

Torak entrou na caverna indicada pelo velho e imediatamente mergulhou em pensamentos. Primeiro refletiu sobre o que acontecia: a jornada que estava prestes a fazer lembrava muito a lenda do Torak original, O Espírito Errante. Ainda jovem ele precisou enfrentar não apenas inimigos poderosos, mas também suas próprias almas no caminho. Imaginou que herdando o nome havia também herdado parte de sua história, pois assim como o antigo Torak era O Ouvinte, ele agora era O Escolhido.

Ou aquilo era apenas uma coincidência irônica.

Torak era o nome lhe dado pela tribo e, sinceramente, ele mal se lembrava de como era antes de ter os conhecido. Mas quanto mais andava naquela estranha caverna, mais se lembrava. Foi perto dos doze verões de idade que Torak foi atacado e amaldiçoado, antes disso era um garoto ousado, desbravador e um tanto teimoso. Isso se perdeu nos anos seguintes aonde foi isolado e caçado, terminando pelo ataque quase fatal de seu irmão. Depois disso o Clã da Águia tornou-se sua família. E agora Guron tentava lhe ajudar a dominar sua maldição, a tornar-se um puro.

Mas não sabia se era realmente isso que buscava. Lembrou-se dos puros que encontrou: orgulhosos, prepotentes, achando-se as criaturas mais perfeitas que já pisaram na face da terra. A loucura os abandonara mas ao custo de sua humildade e respeito pelos que eles julgam “inferiores”. Seria nisso que Torak se transformaria? Não queria isso… mas por outro lado estava cansado da fúria o controlando, tornando-o um monstro assassino. Não queria parar pra pensar quantos inocentes morreram por suas mãos, o que tornava-o pior do que muitos demônios. O medo de ferir pessoas próximas foi o que o fez tentar controlar sua transformação, mas não era algo completo. Era temporário, e ainda por cima não impedia a perda de consciência durante a fúria ou lua cheia. Era apenas uma máscara que ele havia criado para esconder sua real fraqueza.

Essa dúvida o fez parar de andar por um momento. Se for pensar bem, Torak sequer tinha amadurecido mentalmente para uma decisão dessas. Os primeiros anos de sua maldição distorceram sua mente, o tornando uma pessoa focada puramente em sobrevivência. Foi o Clã da Águia que o moldou, fazendo-o aceitar a si próprio e confiar mais uma vez nas pessoas. Mas depois que deixou a tribo seu crescimento espiritual foi muito lento. Sentiu-se perdido, como qualquer lobo sem matilha estaria. Não era um alfa, estava longe de ser, por isso tinha tanta incerteza em suas escolhas. Talvez em alguns anos poderia arrepender-se de sua escolha ou ter grande orgulho dela.

“Um passo de cada vez…” pensou e sacudiu a cabeça. Dúvidas demais sempre impedem o progresso, dizia Fin-Kedin. Primeiro iria encarar suas almas, depois decidir se aceitaria a jornada dos puros ou não. Tomar uma decisão deixou Torak mais confiante e sentiu que era exatamente isso que precisava: confiança. Mais certeza em suas escolhas. Não era algo que iria acontecer de uma hora para outra… mas ali era um bom momento para começar.

Continuou a andar, pronto para enfrentar seu destino.

Spoiler:
Gold, o conceito das tribos nômades que acreditam no Espírito Mundo é que todo ser possui três almas. Elas devem estar em equilíbrio para que o indivíduo continue são. Uma ou mais almas que adoeçam ou se percam causam consequências terríveis. Quando um ser morre suas almas devem vagar unidas para a Primeira Árvore, aonde viverão eternamente junto ao Espírito Mundo. As três almas de animais podem se encontrar com facilidade por conta de seus sentidos aguçados, mas os humanos precisam de um apoio: as Marcas da Morte. São círculos pintados com sangue-da-terra no corpo da pessoa, permitindo que as almas possam se reconhecer após deixar a carne. São quatro círculos: uma em cada calcanhar, um no peito sobre o coração e um na testa. Eles representam respectivamente a alma-nome, a alma-clã e a alma-mundo.

As três almas são estas:

• Alma Nome: Esta alma é quem você é, sua personalidade, seus gostos e ideais. As tribos acreditam que seu reflexo na água é sua Alma Nome e que, se você estiver doente, não deve olhá-la ou corre o risco de ficar atordoado, cair na água e se afogar. Após a morte caso a Alma Nome se perca é então criado um fantasma: um espírito que fica eternamente em busca da sua parte perdida. Alguém com a alma-nome doente pode enlouquecer, esquecer de quem é ou tornar-se um mero vassalo sem vontade própria.

• Alma Clã: A alma que lhe diz o certo e o errado, seu caráter, sua moral e sua ética. É por conta disso que, mesmo sem ninguém lhe dizer, você sente que é errado matar, enganar e se aproveitar dos mais fracos. Se esta alma se perder após a morte é então criado um demônio, tendo ausência de todas estas características. Alguém com a alma-clã doente perde noção do certo e errado, ignorando leis e algumas vezes pendendo para a injustiça e a pura maldade.

• Alma Mundo: Seu elo com o mundo vem desta alma. É a partir dela que você sente empatia, uma ligação com tudo ao seu redor. É saber respeitar toda a vida, o espaço de cada um e a ordem natural do mundo. Se esta alma se perde após a morte é criado um Perdido: um espírito que, sem ligação ao mundo, se oculta na escuridão para sempre. Quando esta alma adoece a pessoa perde toda empatia com o mundo ao redor, ignorando senso-comum, podendo tornar-se destrutiva tanto para o ambiente quanto para os animais e pessoas.


Todas estas almas podem ter forças diferentes de pessoa para pessoa, assim como também podem adoecer. Pessoas com alma-clã fraca, por exemplo, podem ter um caráter duvidoso ou éticas distorcidas. É muito difícil encontrar tribos nômades que não tenham estas três almas em equilíbrio já que possuem conhecimento delas. Além disso os magos e xamãs da tribo são guias espirituais e sabem curar a maioria das doenças-da-alma.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Qui Mar 05, 2015 2:08 pm

Estávamos prestes a sair de lá quando uma vez feminina gritou por socorro vinda do além. De inicio a minha intenção foi a de ignorar e ir embora, mas quando percebi que havia algo errado lá em cima, e que se aproximava de nós, resolvi que ter um pouco de ajuda não seria nada mal. Não foi difícil encontrar a origem dos gritos, um alçapão que ficava no altar, estava aberto, o que indicava que alguém entrara recentemente, ou estava prestes a entrar. “Morgan faria esta mulher de vitima, certamente...” E sem pensar duas vezes, desci pelas escadas até chegar ao final. La embaixo, nos deparamos com uma sala pouco maior que a cela onde acordamos. A sala era cheia de prateleiras pregadas às paredes, lotadas de frascos. Muitos destes já vazios, mas alguns outros ainda continham um liquido vermelho dentro. No centro, havia um pentagrama, e de cada uma das pontas surgia uma corrente que prendia, não uma mulher comum como eu imaginava, mas sim uma anja. Seu corpo era belíssimo, uma verdadeira divindade, e ela suplicava agora de joelhos por nossa ajuda. Ela apontou para uma alavanca, e assim que a acionamos, ela fugiu sem deixar vestígios. “...Maldita!”

Praguejei novamente o fato de ter sido ingênua a ponto de acreditar que aquela anja nos ajudaria. Já estava mais do que claro em minha mente que ser boazinha e fazer as coisas de forma decente nunca dava certo. Mas esse era o menor de nossos problemas no momento. As forças magicas se aproximavam cada vez mais, absurdamente fortes, eles estavam quase nós. Pensei em perguntar a Silmeria o que fazer, mas já era tarde. Aqueles seres roxos e de capaz surgiram novamente, eram 4 deles e seu poder era muito maior do que eu podia mensurar. O medo já penetrava fundo em meu coração, quando senti um toque em meu ombro, e de repente tudo se escureceu. Era o fim. Havíamos sido pegas novamente, e dessa vez não havia jeito de escapar. Mas quando acordei tive uma surpresa mais agradável do que esperava. Estávamos na torre de um conhecido, o mago Yolavos. Eu demorei um pouco para processar a informação, fora a tontura e cansaço que sentia devido às lutas e à viagem forçada, mas estava a salvo, e isso era o mais importante.

- O que encontramos? Serei breve. Encontramos esgotos sujos, homens rato, um cubo gelatinoso do tamanho desta sala, vampiras torturadoras, assassinos, demônios, dois anjos e um portal para o inferno. Ah! Havia um vampiro de 2000 anos também, um tal de Morgan, e uns monstros roxos com tentáculos na boca que tinham poderes parecidos com os meus. – Se isso não respondesse a pergunta dele, deixaria que Silmeria explicasse, pois já estava cansada de toda aquela baboseira, eu só queria deitar e descansar.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Qui Mar 12, 2015 3:00 am

Por sorte, Sabrina havia concordado com a sugestão. Não foi difícil encontrar a sala de onde os gritos estavam vindo... A sala parecia uma espécie de depósito na visão da mestiça, afinal, em uma prateleira havia vários frascos, uns com o que parecia ser sangue no interior e outros vazios. Mas isso não era o mais importante... A dona daquele sangue (se aquilo fosse realmente sangue), estava no centro da sala, aprisionada por correntes. Aquela mulher era bela, isso Silmeria não podia negar, mas aquele não era o tipo de beleza que a atraia. Ela parecia... Frágil, delicada. Características que Silmeria não apreciava.

Diante da suplica delas e da indicação de como libertá-la, Sabrina tomou a iniciativa e puxou uma alavanca que a libertou e... Ela foi embora. Perfeito! Silmeria pensou que libertá-la poderia ter alguma utilidade e sentiu extrema insatisfação quando aquela criatura desapareceu.

Sabrina e ela teriam que lutar sozinhas dessa vez... E pior, estavam encurraladas naquela sala estúpida. E, para tornar tudo ainda pior, o inimigo que ela não tinha Ideia de como enfrentar estava ali... Era uma batalha perdida.

A mão tocando seu ombro causou um arrepio desagradável e Silmeria se virou, agressiva, já pronta para agredir quem quer que estivesse ali. A escuridão causou um enjoo e, como num piscar de olhos, Silmeria se viu na torre. Piscou algumas vezes e olhou ao redor, ainda mantendo um olhar agressivo. Seria aquilo uma ilusão...? Não parecia ser. Olhou para Sabrina... Ela parecia tranquila, talvez não tivesse nada de estranho ali. Talvez ter ajudado a prisioneira não tivesse sido tão infrutífero quanto Silmeria imaginou.

-
... Resumindo, é o que ela falou. – completou Sabrina – Nós acabamos sendo capturadas e levadas até algum lugar... Eu não sei onde fica, já que só estive no interior. Lá nos fomos torturadas e... Bem, durante a tortura eu acabei contando algumas coisas, como em quantos éramos e sobre aquela mulher que havia nos ajudado, a escravista. Eu não sei bem como, pois eu perdi a consciência, mas quando acordei estávamos sem nossas correntes e nossa vigia estava mota. Nós escapamos e encontramos um homem chamado Sir Telos... Ele nos ajudou e, enfim - percebendo que mesmo um resumo do ocorrido acabaria sendo longo, a mestiça decidiu ir direto ao ponto - O que vimos é que eles estão tentando abrir portais do inferno para trazer demônios para cá. Com a ajuda de um mago e um anjo, nós conseguimos impedir que um fosse aberto, mas ainda existem outros dois. Parece que há um grupo indo fechar um deles e talvez nós tenhamos que ir fechar o outro, Sabrina suspeita da localização o terceiro portal. O resto são detalhes. – e sentou-se em algum lugar disponível.

Fazia tempo que não se sentia confortável... Sentia que havia ficado meses dentro daquele lugar. Caso Iolavos quisesse saber de tudo a fundo, Silmeria não se importaria em contar a ele nomes e como as coisas aconteceram... Mas, claro, ocultaria diversos detalhes como: o assassinato de Tenkai; detalhes sobre a tortura; a morte de Aldarion; como elas quase foram parar no inferno e muito menos sobre o desejo que lhes fora oferecido. Esses eram pontos pessoais e em parte ruins, talvez não fosse prudente contar a Iolavos. Aquela talvez fosse uma conversa longa, mas poderia ser importante.

-
... Você tem noticias do restante do grupo?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Seg Mar 16, 2015 5:54 pm

@ Sabrina e Silmeria

Silmeria e Sabrina mal podiam acreditar, estavam salvas finalmente. Depois de muito tempo se arrastando por túneis escuros e fétidos enfrentando horrores nunca antes sequer imaginados pelos cidadãos de Hilydrus, a dupla de aventureiras poderia se deitar e descansar.

Yolavos apesar de muito curioso e um tanto afoito, percebeu a forma como as garotas deixavam seu cansaço transparecer e por isso se contentou temporariamente com as explicações superficiais que elas lhes davam. Sem demora ele apresentou a elas as acomodações, um quarto com duas camas de solteiro e um banheiro com um item curioso, um objeto preso no alto na parede que soltava água quente ao qual Yolavos chamava de "chuveiro".

Nesse ambiente calmo, as duas poderiam tomar um gostoso banho e descansar, mas não sem antes forrarem o estômago com um almoço oferecido por Yolavos. Por hora pelo menos, elas poderiam descansar e conversar um pouco, colocar as coisas em ordem.


@ Hayate

Hayate estava cheio de dúvidas sobre as opções que surgiam a sua frente, ele não sabia se o que lhe estava sendo ofertado era o que ele realmente queria, ele estava completamente desnorteado. Nunca antes em sua vida decisões tão importantes foram colocadas diante dele. Mas por algum motivo ele decidiu que mesmo que no final viesse a recusar o presente da pureza racial, ele enfrentaria suas 3 almas.

E assim ele seguiu, passo a passo, caminhando sempre adiante até finalmente entrar em um novo segmento de caverna. Esse segmento era diferente do anterior, aqui não parecia uma caverna, mas sim um bosque. Cogumelos cresciam de forma estranha lembrando árvores, no chão fungos e alguns vegetais cresciam formando arbustos, um tapete verde cobria todo o chão com folhas de um tipo de grama desconhecida. Insetos luminosos zuniam voando de um lado a outro, alguns grandes e coloridos, lembrando pássaros.

Aquele lugar parecia um oásis de vida no meio de um labirinto de rocha e escuridão o que deixou Hayate surpreso, estupefato. Aquela visão o deixou surpreso, como poderia haver tão bela vida ali, nos confins do mundo?

Mas enquanto Hayate se perdia diante daquela visão, ele percebeu algo estranho também, um vulto se mover por trás dos cogumelos-árvore e arbustos. A princípio Hayate se sentiu ameaçado e logo se preparou para o pior, mas quando o vulto saltou se mostrando, Hayate imediatamente abaixou sua guarda. Tratava-se de um lindo e poderoso lobo negro, o mais belo que Hayate jamais havia visto. O lobo o encarava fixamente com seus olhos amarelados, não parecia agressivo, estranhamente a expressão do animal demonstrava um tom de dúvida, de insegurança.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Sex Mar 20, 2015 11:44 am

Yolavos parecia insatisfeito com nossas explicações vagas e pouco informativas, mas tudo que eu queria, e imaginava que Silmeria também, era uma boa tina de agua quente, comida para forrar o estômago e uma cama confortável. Silmeria finalizou a conversa completando as informações que eu havia dado, mas também sem entrar em detalhes muito minuciosos, e com isto o mago nos liberou, pelo menos por ora. Ele nos deixou livres para descansarmos em sua torre, nos mostrou seu quarto de banho, mas o objeto que ele usava para se lavar era deveras bastante curioso. – Como isto funciona? – Perguntei um pouco incrédula que aquilo era realmente servia para a finalidade proposta. Talvez fosse algum tipo de experimento dele para nos transformar numa zumbi dos olhos esbugalhados, ou então para roubar nossos poderes e dominar Lodoss... Ele então abriu uma pequena torneira que ficava na parede mais abaixo do aparato e então, a mágica aconteceu. Agua começou a cair daquele aparato como gotas de chuva, e melhor ainda, era agua quente, tão boa quanto uma tina de agua aquecida por carvão em brasa.

O banho foi bem tranquilo, apesar de eu ter ficado um pouco receosa e confusa no começo, consegui relaxar bastante após estar limpa. O almoço oferecido pelo mago era o típico oferecido em qualquer outro lugar, mas certamente era dezenas de vezes melhor que comer rações de viagem. Agora que estava um pouco mais relaxada, teria tempo para organizar melhor as ideias, e discuti-las com Silmeria de forma a entrarmos num acordo. Mas eu não queria fazer isso na presença daquele mago, muito menos queria que ele escutasse determinadas partes da conversa, portanto, depois que terminássemos nossa refeição, chamaria Silmeria num canto mais reservado, talvez o quarto onde estávamos ou um outro lugar que achasse mais seguro, e começaria a conversa.

- Bom, tenho quase certeza que o outro portal está em Endless... Lembra quando nos encontramos nos becos da cidade? Antes disso, eu ouvi uma conversa entre um... Entre duas pessoas. Um deles era um assassino, provavelmente o líder dos assassinos daquele covil que invadimos, e também o responsável pelo ataque nas ruas da cidade. E o outro era o líder daquela coisa toda. Imagino que seja uma daquelas coisas com tentáculos que nos atacou no esgoto. Ele estava falando sobre atrair mais “escravos” para a floresta, pois a mão de obra lá estava se esgotando. – Dei uma breve pausa para ver se ela estava absorvendo toda a informação, ou se estava indo rápido demais. Também aproveitei para olhar ao redor e ver se tinha alguém nos observando. Por via das duvidas, invoquei meu familiar, e o pequeno corvo de vento faria o trabalho de vigiar os arredores por mim.

- Minha teoria é que, ele estava mandando pessoas irem atrás desse tesouro falso, capturando e usando para escravizar e fazer os sacrifícios, assim ele conseguiria abrir o portal de lá, assim como faria com o daqui. O problema é, como chegar até lá? – Nessa hora eu parei um pouco e pensei nas possibilidades. Sair andando pela Floresta Endless estava fora de cogitação, senão passaríamos de heroínas para vitimas, e eu não estava nem um pouco afim de ser presa e torturada uma segunda vez. Mas como encontrar um lugar que ninguém sabia onde ficava, no meio de uma floresta como Endless? Simples, era só encontrar alguém que soubesse do local! – Já sei! Raigor tem o que queremos. Ele fugiu de lá, pode nos levar de volta! – Raigor fora um dos sobreviventes da primeira expedição ao local, ele esteve lá, foi prisioneiro, e conseguiu fugir, era a pessoa perfeita para saber de todas as informações que queríamos.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Qua Mar 25, 2015 12:52 am

Silmeria não se importou com a insatisfação de Yolavos. Não era como se tivessem descoberto coisas muito mais úteis do que essas de qualquer modo. Observou Yolavos ensiná-las a usar o tal chuveiro e esperou que Sabrina o usasse antes. Silmeria permaneceu deitada na cama enquanto aguardava, agora deixando seus equipamentos no canto do quarto e relaxando.

A meia-elfa se esticou sobre a cama e soltou o corpo, sentindo seus músculos doerem um pouco, mas logo depois se sentirem relaxados. Bocejou... Estava cansada e aquele provavelmente seria o lugar mais seguro onde poderia estar. Era uma chance boa para descansar.

Quando Sabrina saiu do tal chuveiro, Silmeria foi tomar seu banho. Ficou ali por um bom tempo, sentindo a água quente escorrer pelo seu corpo... Aquela tecnologia era perfeita. Embora tentasse manter sua mente longe dos ocorridos, lembrou-se da visão das terras geladas do inferno para o qual quase havia ido e... Balançou a cabeça e afastou os pensamentos novamente. Aquela não era a hora para pensar sobre isso. Depois do banho, um almoço. Diante daquela refeição, a mestiça se deu conta do quão faminta estava... Parecia fazer uma eternidade desde a última refeição e, por isso, ela comeu bem naquela noite.

Depois da refeição, tudo o que queria era dormir. Mas claro que isso não aconteceria. Claro que Sabrina tinha que chamá-la para conversar depois de tudo o que havia acontecido... Se perguntou se ela queria falar sobre Aldarion ou algo assim, mas duvidava, a maga parecia reservada demais para falar sobre isso e Silmeria não ia puxar o assunto.

Silmeria se sentou na cama e observou Sabrina enquanto ela falava. Piscava e mantinha o olhar abaixado enquanto absorvia as informações ditas por Sabrina.

-
Aquelas coisas com tentáculos são um problema... Até agora ainda não encontramos um modo de lidar com elas e eu duvido que Yolavos saiba, já que ele não disse nada quando Raigor as citou. – comentou, se sentindo aborrecida com isso.

-
É verdade, Raigor pode nos levar de volta, mas... – soltou um leve suspiro, sentindo-se um pouco desanimada - Eu não o vi por aqui e Yolavos não disse nada sobre os outros, eu não acho que eles tenham voltado. É provável que... - e hesitou um pouco, não gostando das palavras que diria a seguir - Eles tenham morrido mesmo. Se for o caso, temos que encontrar outro modo de achar o lugar. Talvez Yolavos possa ter algum truque ou... Eu não sei, você disse que eles precisam de mais escravos? Talvez eles estejam preparando alguma uma “busca” a expedição antiga ou qualquer outra ladainha... Eles vão precisar dar um jeito de atrair mais pessoas para a floresta, não é? É bem possível que eles tenham gente na cidade para armar esse tipo de coisa.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Qui Abr 02, 2015 7:46 pm


Aquela caverna era completamente diferente do que Torak já vira. Nem mesmo o bosque de cogumelos aonde havia ido se comparava àquele estranho lugar. Por muito pouco ele não esquecia que estava debaixo da terra, um pensamento que o incomodava. Detestava ficar preso, mas não era hora de pensar nisso. Mas de fato era como se estivesse em um bosque da superfície. Imaginou como seria enfrentar suas próprias almas, se elas sequer tinham formas materiais ou se iria precisar meditar em algum local. Mais uma vez Guron o deixava sem muitas explicações a não ser as mínimas necessárias. Neste caso eram: entre na caverna e encare suas três almas. Bem explicativo.

Então algo se moveu em meio aos arbustos. Imediatamente Torak se pôs alerta e olhou em volta. Não estava assustado, mas sim preparado para o que viesse. Ou melhor, não tinha como se preparar para aquilo. Em sua frente um enorme lobo negro apareceu, mas não parecia uma ameaça. Não era possível, lobos não viviam em cavernas, tão profundas, no máximo faziam delas um lar temporário, mas apenas as pequenas. Mas aquele lobo era estranho pois encarava Torak com certa curiosidade, como se não tivesse certeza do que ele era. Além disso era como se o animal estivesse ali mas ao mesmo tempo não. Algo difícil de explicar.

Em sua forma humana Torak mal conseguia se comunicar com lobos. Isso porque a linguagem deles era uma mistura complexa de movimentos, eriçar de pelos, cheiros e grunhidos. Só o fato de um humano não poder mover as próprias orelhas já era complicado. Ainda assim Torak agiu como agiria com qualquer outro lobo que viesse até ele: se manteria imóvel, mas firme. Não o encarava já que isso era incrivelmente desconfortável para os lobos, e desrespeitoso caso ele fosse um alfa. Demonstrar fraqueza indicaria que Torak era uma presa e decididamente não era isso que ele queria passar. Mas algo incomodava o rapaz, aquele lobo lhe parecia estranhamente familiar.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sab Maio 02, 2015 2:01 pm

@ Sabrina e Silmeria

Continuem o diálogo, quando vocês tomarem alguma ação eu dou prosseguimento, podem até ir postando em sequência em um free to play.


@ Hayate

Hayate estava confuso diante da aparição do animal, e por isso tomou atitudes defensivas porém, sem demonstrar medo ou agressividade, apenas cuidado. O lobo negro continuou observando Hayate com extrema atenção, ele não o encarava, mas Hayate sentia que seus olhos amarelos o observavam como se estivessem o estudando, o medindo. O lobo então começou a andar circundando Hayate e nesse caminhar pouco a pouco começou a se tornar ameaçador, agressivo. Hayate pode ouvir pequenos rosnados, pode ver os pelos se eriçando sobre o dorso do animal e também podia ver as presas se tornando mais visíveis. Era o prenúncio de que a situação estava começando a ficar complicada.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Qui Maio 07, 2015 9:17 am

Silmeria parecia ter entendido bem as coisas, mas havia duas coisas que ela havia dito durante a conversa que não me agradaram, mas que eram a realidade. Raigor não estava aqui, talvez estivesse longe, talvez estivesse morto. Quem sabe? O problema é que ele era a nossa única forma de chegar até o local do portal sem termos que ser capturadas ou nos perdermos numa floresta gigante. Mas então ela me deu uma segunda opção, que parecia bem mais interessante. – Hum... Uma nova expedição. Creio que seja a melhor opção. Estaremos seguras no meio de um monte de outros guerreiros e exploradores. Quando finalmente encontrarmos o lugar que queremos, é só nos desviarmos deles e ir para o nosso objetivo. – Sim. Aquela ideia parecia perfeita, uma nova expedição em busca dos anteriores deveria estar sendo organizada. Ou mesmo uma nova expedição de mais um grupo de tolos atrás do tesouro. Nunca se sabe. O assassino aquela noite recebeu instruções de espalhar a falsa noticia novamente, era questão de tempo até que mais gente fosse atrás do tesouro. – Então, o que me diz, está disposta a arriscar e entrar numa dessas expedições a Endless? – Se dependesse de mim, partiríamos imediatamente, mas eu não queria ir para lá sozinha. Por isso esperei pela decisão de Silmeria.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sex Maio 29, 2015 1:47 am

@ Sabrina

Silmeria parecia indecisa diante do diálogo de Sabrina e por isso deu de ombros. Foi então que alguém bateu na porta do quarto, assim que recebeu autorização, Yolavos passou por ela.

Precisamos conversa. — Disse Yolavos com uma expressão preocupada. — Vocês ficaram fora por três dias e essa cidade virou um inferno. Pessoas começaram a desaparecer misteriosamente no primeiro dia, a partir do segundo o mistério foi revelado, vampiros e devoradores de mente. Eles se teleportavam, agarravam uma presa e desapareciam. Nos três dias que se passaram sumiram 150 pessoas! — Disse Yolavos.

Como se isso não bastasse, está havendo uma guerra no norte. Lady Lisbeth me enviou notícias e me pediu um favor. — O mago deu uma pausa para respirar e então continuou. — Preciso que você vá para o norte, Sabrina, tem um portal lá que precisa ser fechado. Um grupo de aventureiros já está cuidando das coisas mas eles não sabem do portal. Você precisa guiá-los. — Disse o mago olhando firme nos olhos de Sabrina.

Quando a você Silmeria tenho outra tarefa, preciso que vá para Endless, na orla, avisar alguns aliados nossos, pode fazer isso? — Questionou Yolavos agora encarando Silmeria. A elfa respondeu positivamente com a cabeça.

Informações: 200 XP pra Sabrina por atraso e + 300 por fugir do covil dos inimigos pela opção correta. Hayate e Silmeria não ganham nada por atraso, mas Silmeria ganha os 300 XP pela opção correta.


Última edição por NR Nayruni em Qua Jun 24, 2015 3:17 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Sex Jun 05, 2015 9:51 am

Silmeria não deu uma resposta conclusiva aos meus questionamentos, mas antes que pudesse inquirir qualquer coisa da meio-elfa, Yolavos bateu a porta pedindo licença para entrar. - Entre... - Chamei meu corvo de volta, mas deixei-o ali, sobre meu ombro pousado como um papagaio no ombro de um pirata, estava começando a me acostumar com a presença do meu pequeno amigo de vento e descobrindo suas habilidades aos poucos. - O que deseja?

- Noticias realmente assustadoras, mas o que isto tem a ver conosco, mais especificamente? - Não que eu me importasse com as pessoas dessa cidade, para mim, eram todos inúteis descartáveis, de mentes vazias e corações poluídos. Tudo que eu queria era a devida recompensa no fim daquela situação, que eu esperava ser bem grande no fim das contas. - Quer que eu vá para o norte agora e sozinha? Enlouqueceu, mago? Não que ir sozinha seja um problema para mim. Mas... Como acha que chegarei lá a tempo para ajudar o tal grupo de inúteis que está lá? Esqueceu-se que estamos a semanas de distancia daquele lugar? - Falei num tom mais agressivo que o comum, mas a irritação não era minha verdadeiramente. Estava indignada com o rumo que as coisas estavam tomando, pois meu objetivo era fechar os portais, para que Nayrun cumprisse sua promessa e me desse um desejo, mas se eu desviasse demais do plano, não teria o que eu queria.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Qua Jun 24, 2015 3:22 pm

@ Sabrina

O mago respirou fundo ante as indagações de Sabrina e então respondeu.

Não se preocupe, eu tenho meus meios. Você irá para lá por meio de teletransporte, a viagem levará apenas poucos segundos e colocarei você diante dos aventureiros, apenas esteja preparada e me avise. — Disse o mago deixando Sabrina com tempo para se arrumar. Quando a maga estava finalmente pronta e o avisou, o mago realizou um ritual que fez Sabrina desaparecer em um flash de luz.

E com um flash de luz ela reapareceu, desta vez em uma outra paisagem, um lugar coberto de neve, eram as Montanhas da Neve Eterna. E ali bem diante dela, ha alguns metros ela podia ver um grupo de aventureiros.

Informações: 150 XP pra Sabrina por atraso. Você não deve mais postar aqui, agora aguarde até eu avisar quando deve postar na outra parte da campanha.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Ter Jun 30, 2015 6:49 pm

Torak não entendia porquê, mas o lobo o viu como ameaça. Uma vez isso decidido por um animal como aquele dificilmente a opinião mudava. Mais uma vez lembrou-se de como agora era um simples humano sem controle. Não poderia se transformar para lutar, não tinha presas ou garras, apenas suas mãos e nenhuma arma. Mas tinha conhecimento e era isso que talvez o mantivesse vivo. Estreitou os olhos e curvou-se ligeiramente, encarando o animal. Não lhe dava as costas, girando com ele.

“Não sou inimigo”, falou em língua de lobo, com rosnados e ganidos curtos. Mas sentia que ele não lhe daria ouvidos.

Normalmente Torak recuaria, mas não ali, não agora. Deveria enfrentar suas almas e não era um lobo negro que o impediria. A não ser que… aquele lobo não fosse exatamente real. Ainda assim, o que fazer? Literalmente lutar, mesmo sem qualquer tipo de arma? Seja como for o rapaz estava disposto a isso. Não era a primeira vez que enfrentara um animal de mãos limpas. Caso o lobo avançasse, colocaria seu antebraço esquerdo à frente para que fosse mordido. Sabia que ele não o soltaria tão cedo.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Qua Jul 01, 2015 12:24 pm

Silmeria estava cansada, depois de tudo o que passaram. Não estava com ânimo algum para discutir como deveriam proceder... Tudo em que conseguia pensar era em deitar na cama aconchegante e ter uma boa noite de sono. Podiam deixar para discutir isso no dia seguinte, não entendia porque Sabrina estava tão apressada... Talvez para ressuscitar Aldarion com o tal desejo? De qualquer modo, fazer tudo as pressas não era uma boa escolha.

Foi então que Yolavos entrou... Eles estavam se teletransportando na cidade, sequestrando alguém e desaparecendo? Deus, eles deveriam estar desesperados depois que um dos portais foi impedido de ser aberto. Quando ele deu tarefas para cada uma, deu graças a deus que não teria que ir fechar o portal ao norte... Não queria esse tipo de dor de cabeça de novo, não agora. Sua tarefa parecia mais fácil.

-
Boa sorte, se cuide. – disse a Sabrina enquanto estava se organizava para a sua viagem e, depois, ela desapareceu com um flash.

E, ignorando Yolavos, Silmeria se deitou na cama. Ah, como aquela cama era confortável.

-
Eu não quero saber disso. Estou cansada, exausta e com a cabeça cheia... Então eu vou ter algumas horas de sono antes de ir. – e se cobriu – Se me dá licença, boa noite.

E fechou os olhos, tentando esvaziar a cabeça. Esperava que Yolavos simplesmente saísse. Não queria saber da urgência de tudo e bla bla bla, se os aliados dele não estivessem prestes a serem atacados, não havia porque ter pressa. Aquelas 150 pessoas provavelmente já estavam mortas mesmo. Depois de tudo que havia passado, Silmeria queria descansar, ter uma boa noite de sono e organizar sua mente.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Qui Ago 13, 2015 4:04 pm

@ Silmeria

Silmeria havia ficado na torre de Yolavos, estava muito cansada para se aventurar de imediato, já Sabrina tinha uma missão a fazer e não iria se dar ao luxo de descansar. O dia passou e Silmeria se deu ao luxo de descansar. Foi revigorante, quando acordou pela manhã no dia seguinte estava se sentindo nova em folha, fazia muito tempo que ela não dormia sob um teto seguro em uma cama quente e macia.

O café da manhã com Yolavos foi farto e saboroso, mas mesmo com a sensação de segurança e o conforto, eram visíveis o cansaço e preocupação no rosto do mago, tão logo a refeição terminou, Yolavos já foi tomando atitude.

Silmeria, espero que tenha descansado bem. Infelizmente não podemos perder mais tempo e... Eu não tenho mais a quem pedir ajuda, eu poderia lhe dar uma recompensa e deixar você seguir seu caminho mas a situação é crítica. Eu só tenho você agora, por favor espero que me ajude. — Disse Yolavos com pesar nas palavras.

Hylidrus está um caos, os Iilithids estão atacando a população abertamente, eles vêm por meio de teleporte, capturam até 4 pessoas e depois vão embora. Essas pessoas serão usadas como alimento... O Rei de Hylidrus organizou uma expedição de caça e os melhores soldados liderados pelo general Bleed já adentraram as profundezas de Endless. — Explicava Yolavos agora de pé.

Silméria... — Yolavos deu uma pausa, suspirou e então voltou a falar. — Preciso que você retorne aos subterrâneos e procure por Hayate, ele ainda está vivo, Raigor também. Eu posso contar com você?

Agora caberia a Silmeria decidir se aceitaria o pedido do mago ou não.



@ Hayate

Hayate estava tenso, o lobo negro era grande e o encarava com agressividade, os pelos em suas costas se eriçando aumentando seu tamanho ainda mais. Os caninos brancos expostos através de lábios retesados. Mas Hayate que antes se demonstrava submisso, dominado e fraco, reagiu de forma diferente do normal. Ele se preparou para lutar, respondeu agressividade com agressividade, estava mostrando para aquele lobo negro que ele estava disposto a lutar.

A resposta do lobo foi imediata e surpreendeu Hayate, o animal em vez de atacar, ficou parado, estático, imóvel. Encarando Hayate profundamente, estava iniciado um confronto que definiria ali o macho alfa, algo que Hayate sempre quis ser mas nunca teve coragem para fazê-lo, aquele que desviasse o olhar primeiro perderia.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Sex Ago 14, 2015 12:12 pm

Abandonando suas preocupações, Silmeria conseguiu ter uma boa noite de sono. Teve um sono pesado e profundo... Para sua sorte, tudo não passou de escuridão com suas pálpebras fechadas. Sua mente não havia lhe importunado com sonhos irritantes e incômodos... Mas assim que seus olhos se abriram, os acontecimentos do fechamento do portal voltaram a ocupar sua mente.

O café da manhã foi saboroso e Silmeria o aproveitou em silêncio, sabia que Yolavos logo voltaria a falar sobre o que deveriam fazer... E ela sabia que o que quer que fosse, precisaria ser feito. E ela estava certa, logo o mago voltou a falar.

-
Eu não pretendia dar as costas ao que está acontecendo de qualquer maneira. Eu só precisava de um descanso, mas agora já estou pronta. – ela disse, simples, em resposta as primeiras palavras do mago.

Ouviu sobre o que os inimigos estavam fazendo... Eles deviam estar bem desesperados para capturarem pessoas dessa maneira. Talvez estivessem mesmo, afinal, um dos portais havia falhado. Outra expedição estar indo para a floresta poderia ser algo bom, quando chegassem lá para auxiliar no fechamento do último portal ao menos teriam aliados... Ou inimigos a mais. Os devoradores de mente provavelmente estariam por lá... Seria problemático se eles fossem capazes de controlar os soldados.

Com as últimas palavras dele, Silmeria piscou. A expressão dela demonstrou surpresa e ela permaneceu em silêncio por alguns instantes. Hayate estava vivo? Sentiu-se um pouco estranha com aquela informação e deixou até mesmo um leve sorriso escapar. Estava aliviada e feliz em saber que Hayate ainda estava vivo.

-
Aquele idiota... – murmurou para si mesma.

Para a meia-elfa, aquelas eram boas noticias. Já fazia algum tempo que estava se perguntando que destino ele havia levado depois que elas foram capturadas... Estava feliz que ele estava vivo. Se perguntava se ele sabia do que havia acontecido... Sobre os portais e sobre Aldarion. Mas era melhor deixar essas coisas para quando o encontrasse. Se Raigor e Hayate ainda estavam nos subterrâneos, talvez estivessem com problemas.

-
Tudo bem. Eu volto.

Sabia que as marcas que ela havia feito com sua adaga pelo caminho iriam ser úteis. Tá, talvez não, mas agora que teria que voltar lá seria bom usá-las para que guiar, ainda mais que ela já não possuía mais o mapa... Mas seria fácil encontrá-las e seguir pelo mesmo caminho que havia feito, ao menos até o ponto em que estava com eles.

-
Alias... Só para ter certeza. Você não tem ideia de como lidar com aquelas criaturas que controlam nossa mente, não é? – embora achasse que a resposta seria negativa... Bem, não custava tentar. Ele havia ficado naquela torre o tempo todo... Talvez tivesse descoberto algo.

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