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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

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[Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sex Abr 12, 2013 5:54 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Como este post será sempre "relembrado" usarei seu começo para registrar o status dos personagens.

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Espancado. Redutor de -80% em todos os atributos físicos e incapacidade de correr.


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EN: 75%
Status:
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Última edição por NR Nayruni em Ter Dez 23, 2014 11:44 pm, editado 33 vez(es)
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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Jan 04, 2015 12:18 pm

@ Sabrina e Silmeria

Os rumos da batalha estavam se virando contra Sabrina e Silmeria, as duas se encontravam em uma situação desesperadora de quase morte. Sabrina olhava com desespero e ódio o hezrou se aproximando dela, a criatura a olhava com maldade nos olhos negros e opacos como as trevas do mais profundo abismo. O monstro lambia os beiços já imaginando o sabor que Sabrina deveria ter. Mas ela não permitiria isso, se fosse para morrer, morreria matando seu algoz.

Concentrando todo seu poder, Sabrina liberou uma onda de destruição que varreu toda a sala, a destruição generalizada não fez diferenciação de amigos e inimigos. Todos foram atingidos, sem exceção.

Silmeria que estava em uma situação parecida com a de Sabrina, entregou-se a um frenesi selvagem atacando desvairadamente, não pensava em mais nada além de matar aquele que a havia deformado, aquele que a havia mutilado. Logo ela que era tão bela, estava agora naquele estado lamentável.

Mas por mais improvável que pudesse ser, os ataques de Silmeria foram bem sucedidos, a agilidade e destreza naturais da arqueira lhe garantiram vários acertos mas a um alto custo, durante suas investidas Silmeria foi atingida na altura da barriga, um golpe fatal que deixava suas vísceras expostas. Silmeria havia conseguido acertar o babau a sua frente fatiando a cabeça dele ao meio, mas agora ela estava no chão, de joelhos com as mãos na barriga tentando segurar seus órgãos que ameaçavam sair pelo buraco horrendo em seu abdômen. E para piorar ela sentia seu corpo todo queimar, queimar como se estivesse em chamas, quando percebeu ela estava coberta pelo ácido do babau, em sua fúria ela não notou que a cada golpe que dava contra o monstro, mais ácido era jogado em cima dela. Seu braço da espada fora a região mais atingida e agora transformava-se em puro osso bem diante dos olhos horrorizados da arqueira.

Uma miríade de sensações se misturaram, a frieza da morte, a dor, a queimação do ácido, o calor do ódio, o desespero. Mas como se tudo aquilo já não fosse ruim o suficiente, o ultimo babau ainda estava vivo e de pé, bem diante dela. A criatura sorria asquerosamente e se preparava para desferir um golpe mortal, era o fim.

Até que uma onda de energia passou por Silmeria e o babau, ambos voaram longe, Silmeria rolou pelo chão o que fez seu ferimento abrir ainda mais, seus órgãos agora estavam espalhados pelo chão. Ela morreria, agora era inevitável, Silmeria viu seu estômago bem a sua frente e seus intestinos todos espalhados, o fedor era horrível, sua visão já começava a lhe falhar, a vida estava abandonando seu corpo.

Silmeria viu naqueles últimos momentos de sua vida os demônios rirem com o triunfo que se aproximava, viu um vampiro se esgueirando para próximo de Kalahan e Ezequiel, ela sabia que se ele os atacasse seria o fim do mundo, viu também seu arco que estava bem diante dela com uma única flecha ao lado.

Talvez ela pudesse fazer alguma coisa, mas será que faria? Será que dedicaria seu ultimo suspiro para tentar salvar um mundo que jamais amou?

Sabrina enquanto isso pode ver horrorizada que o hezrou continuando a marchar em sua direção, seu ataque não o havia afetado em quase nada, na verdade o monstro estava ferido, vários cortes haviam se aberto em seu corpo, mas graças a sua enorme força ele não foi jogador para longe. Graças ao seu enorme vigor ele ainda podia continuar atacando.

A criatura se aproximou de Sabrina lambendo os beiços ainda mais, então agarrou a jovem pela cabeça e a ergueu. Sabrina viu o monstro abrir a enorme boca repleta de baba viscosa. Era o fim, ela seria engolida inteira em uma só bocada. Uma lágrima escorreu no rosto de Sabrina, uma lágrima de tristeza por não ter sido capaz de proteger a alma de Aldarion. Foi então que alguma coisa de estranho aconteceu, Sabrina ouviu o som de aço cortando carne e viu o monstro que a segurava tremer soltando-a. A criatura começou então a se debater e em segundos caiu morta no chão deixando Sabrina confusa. A jovem olhou forçando a vista e percebeu que atrás do monstro havia uma espada fincada, uma enorme espada, uma espada que ela conhecia muito bem. Era a espada de Aldarion!

Sabrina olhou ao redor procurando por seu campeão na esperança de que ele ainda estivesse vivo, mas não, ela sabia que não e o que ela viu foi um rosto, o rosto de Aldarion sorrindo para ela, então o rosto do guerreiro mudou direção de seus olhos e Sabrina os acompanhou. O foco era Silmeria, Sabrina viu a arqueira caída no chão com seus órgãos espalhados por todo lado, assim como ela, Silmeria também experimentava os últimos momentos de vida. Aldarion queria de alguma forma que Sabrina fizesse algo com Silmeria, mas o que? Quando a jovem olhou novamente para onde estava o rosto do guerreiro, este havia sumido.


Informações de Jogo:
Silmeria posta antes de Sabrina. Silmeria você tem uma rodada de vida, depois disso, adeus, nenhuma poção vai salvar você. Sabrina você também tem uma rodada de vida, depois disso, adeus, nenhuma poção vai salvar você.

Vocês duas podem realizar uma ultima ação, podem até mesmo usar magia, mas MUITO fraca. Boa sorte.


@ Hayate

Havia alguma coisa de errado com Hayate e ele só tinha percebido agora, não estava mais sendo capaz de se transformar na forma crinos, mas o que havia acontecido? Por que não era mais capaz de abandonar sua forma humana? O homem simplesmente não sabia responder. Não importasse o quanto tentasse ou o quanto pensasse, nenhum resultado ou resposta eram obtidos.

Por fim entregou-se ao cansaço vindo a acordar somente quando um peixe mordeu o anzol. Hayate havia ao menos tido sucesso em sua pescaria.

Voltou para a casa de Guron com o peixe em mãos e assim que entrou sentiu o cheiro agradável de sopa sendo preparada. Quando Guron o viu abriu um largo sorriso e tomou o peixe das mãos de Hayate.

Que ótimo peixe! Você pegou um salmão das cavernas! Vou prepará-lo agora mesmo, só faltava ele pra completar a comida.

Não demorou até que o ensopado de cogumelos, frutos subterrâneos e peixe estivesse pronto. Hayate provou a comida e se impressionou, estava deliciosa. Mas enquanto comia ele não conseguia se esquecer do que havia descoberto, não conseguia se esquecer que não podia mais se transformar.

Hayate olhou para Guron que calmamente sorvia sua sopa com curtas e demoradas colheradas. Talvez ele tivesse uma explicação para aquilo.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Dom Jan 04, 2015 12:58 pm

A cada golpe desferido, Silmeria sentia seu corpo arder por conta do ácido. Mas ela já não se importava mais, sua vida já havia sido destruída... A única coisa que estava fazendo era se vingar antes de alcançar a morte. Seu coração batia, agitado e satisfeito, conforme ela desfigurava a cabeça daquela criatura desprezível... A dor de ser atingida na barriga naquele momento não era nada comparada a satisfação de ter conseguido sua vingança.

Porém, seu corpo não aguentou por tanto tempo. A dor se tornou gritante e o corpo de Silmeria ficou fraco e trêmulo. Seus joelhos cederam e ela caiu sobre eles... Uma das mãos instintivamente tentava segurar seus órgãos ainda dentro de seu corpo enquanto a outra era usada no chão para se apoiar. Aquela sim parecia ser uma morte que ela merecia. Uma morte horrenda, cheia de sangue e dor. Um sorriso amargo surgiu em seus lábios quando ela viu a pele de seu braço começando a se desfazer.

O desespero e a fúria de antes desapareceram, dando lugar ao... Nada. Ao ver os pés da criatura que estava de pé a sua frente, Silmeria não se moveu. Esperava a morte... Queria a morte. Mas Deus parecia querer ser cruel até o último instante... Sequer fora capaz de receber um golpe de misericórdia, pois um vento forte havia repelido a criatura e feito a própria mestiça rolar pelo chão.

Seu olho estava pesado... Silmeria podia sentir seu corpo gritar e implorar para que ela se deixasse ir. Ela avistou o vampiro se esgueirando para próximo de Kalahan e Ezequiel e piscou pesadamente, por um instante optou por deixar que aquele mundo fosse destruído de uma vez, ao menos sua irmã também morreria... Talvez uma morte violenta como a da própria Silmeria. Não havia nada nem nin—...

Hayate talvez ainda estivesse vivo, em algum lugar. Aldarion e ele eram uma das poucas pessoas por quem Silmeria tinha alguma simpatia... E a ideia de que Hayate teria que viver em um mundo caótico, apenas esperando a morte, fez com que ela abrisse os olhos mais uma vez.

Aquele cachorro imbecil. Ter se aproximado de Aldarion e Hayate aparentemente havia feito mal para sua cabeça, mais do que ela imaginava. Se suas suspeitas estivessem certas, Aldarion já estava morto, mas... Hayate ainda poderia viver. Trêmula e quase sem forças, Silmeria tentou mover o corpo. Não acreditava que realmente estava tentando poupar aquele mundo por causa de um imbecil quando ela sequer estaria lá.

Sentiu algo quente escorrer pelo seu único olho... Nunca pensou que sentiria o peito tão apertado e entristecido. As mãos, trêmulas, tentaram pegar o arco que estava no chão. Dedicaria seu último gesto a impedir que aqueles demônios vencessem... Ou ao menos dar o seu máximo para isso. Não porque queria que o mundo fosse salvo, mas porque queria que seu companheiro tivesse alguma chance. Instintivamente, Silmeria tentou encantar sua flecha com chamas... Fora apenas um instinto de uma mente quase sem consciência. Ela tensionou a corda do arco como pode, tentando colocar todo seu empenho naquele gesto e estreitou o olho mirando para o vampiro que ia até Kalahan e Ezequiel... E ela soltou a corda, disparando sua última flecha.

Não viu o resultado. Sequer tinha forças para isso e não estava disposta a se esforçar para isso. Ela cedeu, fechando seu único olho e permitindo que seu corpo caísse para o lado. A última sensação que teve foi a de seu arco deslizando por entre seus dedos... E um sorriso fraco surgiu em seus lábios. Desejou que a morte fosse como alguns acreditavam... Um sono eterno.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Dom Jan 04, 2015 8:54 pm


Aquele era o fim definitivo, após a onda de energia disparada por mim, já não encontrava mais forças para me manter viva. Meu corpo já quase não respondia mais, estava completamente dormente da cintura para baixo devido a perda bruta de sangue, sentia um frio incomum e só o que eu podia fazer era esperar o fim. Aquela dor era excruciante, mas nada pior do que a dor em minha alma por ter perdido tudo novamente. Depois de tanto tempo, depois de tudo o que havia passado, eu não havia aprendido a lição... “O mundo não pode ser mudado por uma só pessoa, não importa o que eu ou você façamos, nada vai mudar a situação desse mundo, Sabrina...” Estas foram as palavras de Alice quando decidi me tornar sua aprendiz, mas pelo visto, a mensagem não havia sido captada corretamente. Depois de toda a dor que sentira, de ter perdido minha irmã quando muito nova, de ter sido a responsável pela morte de meus próprios pais, e por ter vivido uma infância desgraçada. Depois de tudo, eu finalmente havia conseguido algo de bom na vida, uma pessoa que realmente se importava comigo, e logo em seguida veio outra... Ah, Aldarion! Como eu desejava que estivesse aqui comigo, para me salvar de novo, mas é só isso que eu sei fazer, ser salva por alguém. Como foi com Alice, como foi com Aldarion varias vezes. Eu não havia me tornado forte o suficiente, essa era a mais dura e cruel verdade, e eu estava para perecer exatamente por causa disso, porque sou fraca e não posso me defender sozinha.

Em meio ao caos, senti meu corpo sendo puxado abruptamente, meu pescoço tensionou e estalou quase a ponto de se partir. “Teria sido uma morte melhor e menos dolorosa...” Sim, teria sim. O monstro agora estava diante de minha face, sua boca cheia de dentes e saliva gosmenta aberta pronto para me devorar, enquanto eu apenas gemia de dor e torcia para que acabasse logo com todo aquele sofrimento de forma rápida. Fechei os olhos e aguardei, aguardei por uma morte que não veio, uma sentença adiada mais uma vez, mas dessa vez, por algo diferente. Uma centelha de esperança, uma mínima centelha de esperança brotava naquele lugar tomado pelo caos e as trevas, e em meio à escuridão e ao sangue de aliados e inimigos, eu o vi, meu amado estava ali, me protegendo mesmo do além. Como? Teria sido a força do meu desejo que o trouxera de volta? Mas ele estava vivo? Não, apenas uma sombra do guerreiro que já fora um dia, mas ainda assim, poderoso o suficiente para vencer aquela abominação com um só golpe. Mas ele não estava ali apenas para isto, ele queria me passar uma mensagem, ele queria que eu fizesse algo, mas o que? Como poderia ajudar em mais alguma coisa naquele estado? Quando eu mal sentia meu próprio corpo. Virei a cabeça juntamente a ele e vi Silmeria, seu estado era péssimo, me impressionava que ainda não estivesse morta, mas até mesmo em seus últimos suspiros ela tentava avidamente concluir sua missão... “Sua missão? Qual é minha missão?” Era impedir a abertura daquele portal, mas por que? Para impedir que os demônios invadissem Lodoss e dominassem o mundo. Então em me lembrei do porque estava ali, não era pelo bem maior, não era pelo bem de Lodoss ou da coroa de Hilydrus, era pelo meu próprio bem e por aqueles que eu confiava. Aldarion, Alice e até Silmeria poderiam entrar nessa lista, pois era por eles que eu estava lutando. Pois mesmo que eu não me importasse nem um pouco com o restante do mundo, não haveria lugar para se esconder depois que a invasão começasse... – Se é assim que tem que ser... Será...

Vi Silmeria pegando seu arco e preparando-se para atirar sua ultima flecha, mas naquele estado, as chances de a meia elfa acertar aquele tiro no vampiro eram mínimas. Resolvi então que daria uma ajuda. Criando uma espécie de “canal” onde a flecha passaria e pegaria diretamente na cabeça daquele monstro infeliz. E como um ultimo esforço para manter a promessa que havia feito a Kalahan, eu usei minha ultima magia para salva-lo daquele vampiro. Se daria certo? Nem eu sabia, pois assim que a flecha atingisse o alvo, eu provavelmente já estaria morta.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Dom Jan 04, 2015 9:26 pm

Conseguiu sentir o cheiro dos legumes cozidos a uma boa distância da caverna. Achou estranho, afinal Guron havia dito que não havia comida, mas o lobo tinha certeza de que eles podiam muito bem comer apenas aqueles legumes. A cada hora que passava, Hayate sentia que o velho estava enrolando ele, mas no momento estava sem qualquer ânimo para reclamar.

Enquanto comia tentava imaginar o porquê de não conseguir se transformar. Mesmo a comida sendo saborosa e nutritiva, o pensamento o perturbava. Era estranho. Muitos lutariam para livrar-se de uma maldição dessas, o próprio Hayate sofreu com ela por muitos anos. Mas havia aprendido a domá-la, usando ao seu favor, fazendo com que fosse parte de si. Agora... sentia-se incompleto. Talvez, só talvez, Guron tenha feito algo.

— Guron. — Chamou o velho, depois de terminar sua refeição. — Lá nas pedras, tentei me transformar, mas não consegui. Eu sempre consigo fácil, mas agora tentei muito e falhei. Porquê?

Não perguntava em tom de acusação. Na verdade, perguntava com certo medo na voz, como se a resposta o assustasse mesmo antes de ser dita. Nunca desejou tanto voltar à forma de lobo como agora.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Jan 04, 2015 9:59 pm

@ Sabrina e Silmeria

A flecha flamejante de Silmeria voou torta levando consigo a força do ultimo suspiro da meio-elfa que já não vivia mais. Sabrina que ainda suspirava viu a flecha e viu o vampiro, e assim como a meio-elfa, colocou no projétil seu ultimo suspiro. A flecha voou com mais vigor e pontaria, carregando a força da vida de duas pessoas, e certeira ela fincou na cabeça do vampiro no exato momento que este estava prestes a arrancar a cabeça de Kalahan.

A criatura caiu para trás urrando de dor enquanto o fogo consumia seu corpo. Mais demônios saiam pelo portal, todos os arcontes guardiões estavam agora mortos e não havia ninguém para proteger Kalahan e Ezequiel, até mesmo Sir Telos estava morto, caído no chão com o peito aberto.

Mas não seria mais preciso proteger a dupla, o ritual estava completo.

Ezequiel começou a brilhar, brilhar cada vez mais forte, tão forte que Kalahan teve que proteger seus olhos e caminhar para trás para não ficar cego. Todos os demônios ali presentes foram forçados a repetir o gesto, todos ficaram imóveis, incapazes de agir porque não apenas a luz, mas a energia que emanava do anjo paralisava a todos. Ezequiel brilhou naquele salão como uma estrela, sua energia varreu o lugar purificando toda a maldade e podridão ali presentes. Os corpos de todas aquelas pessoas mortas desapareceram, os corpos de Sabrina e Silmeria foram restaurados e até mesmo a sujeira do lugar havia sumido. Ezequiel caminhou até o portal e por ele passou e assim que o fez um grito gutural de dor irrompeu da garganta do Balor que estava tentando atravessar o portal. Então houve uma explosão e todas as almas presas no portal começaram a sair voando para todas as direções.

Quando tudo terminou, só estava Kalahan em pé observando Sabrina e Silmeria que estavam mortas. O mago fitou as duas mulheres e então suspirou fundo acenando positivamente com a cabeça.

- EU SOU KALAHAN IRONSHIELD, SENHOR DE CÂNIA O NONO CÍRCULO DO INFERNO DE BAATOR! - Gritou o mago erguendo sua mão para o alto e quando ele o fez, incontáveis vozes vindas do além sussurraram.

- EU REIVINDICO AS ALMAS DESTAS DUAS MULHERES, DUAS TRAIDORAS E ASSASSINAS FRIAS QUE MERECEM SOFRER NA IMENSIDÃO GELADA DE CÂNIA. - Gritava o mago olhando para o alto, para as trevas.

E então uma voz monstruosa respondeu.

- EU SOU ASMODEUS, SENHOR DE TODOS OS NOVE INFERNOS DO BAATOR. POR MEIO DOS SEUS SERVIÇOS PRESTADOS NA BLOOD WAR ATENDEREI SUA REIVINDICAÇÃO, AS ALMAS DESTAS MULHERES SÃO SUAS PARA FAZER O QUE DESEJAR.

Depois da resposta de Asmodeus, o silêncio reinou novamente. Apenas Kalahan continuava ali.

- Para Cânia suas almas devem ir. Mas eu como senhor deste inferno recuso a recebê-las, vivam aqui mais uma vez. Heroínas pecadoras. - Disse o mago para em seguida desaparecer no ar.

Um segundo após Kalahan sumir, Sabrina e Silmeria despertaram com a sensação de terem saído de um sono muito profundo com um sonho estranho, um sonho onde suas almas estavam sendo levadas para um inferno gelado onde todos os traidores estavam destinados a sofrer. Mas por algum motivo elas não foram aceitas e suas almas tiveram que retornar. Se seus corpos não estivessem inteiros elas agora seriam almas vagantes, mas pra sorte delas, a energia de Ezequiel havia restaurado seus corpos carnais permitindo a suas almas retornar para uma segunda chance.


@ Hayate

A comida estava deliciosa e revigorante, mas mesmo aquilo não havia afastado de Hayate a sua preocupação e em um momento oportuno questionou Guron sobre isso.

O velho se sentou em uma poltrona, suspirou e ficou em silêncio por alguns momentos como que escolhendo as palavras que usaria para responder Hayate. Finalmente suspirou mais uma vez e respondeu.

Sua maldição retrocedeu e tudo que você conquistou foi perdido. Você ainda é um amaldiçoado mas agora voltou a estaca zero. Você agora está inteiramente sob o controle de sua maldição e voltará a matar inocentes em todas as noites de lua cheia. Eu sinto muito. – Guron respondeu e se levantou retirando-se para outro cômodo deixando Hayate a sós com seus pensamentos.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Qua Jan 07, 2015 11:48 am

E após ter investido minhas ultimas forças naquela magia, eu pereci. Já não sentia mais a dor, nem o frio, nem meu próprio corpo. Minha mente porem continuou a funcionar sem parar, produzindo um sonho... Não, um pesadelo terrível. Ou talvez aquilo fosse a realidade? Minha alma estava vendo seu próprio destino antes de chegar até ele. Eu flutuava por uma espécie de espaço completamente vazio, tomado por trevas, era impossível ver qualquer coisa, a não ser porem uma paisagem bem a frente, era como se tivessem aberto uma passagem em meio àquela névoa escurecida e por ela era possível ver um lugar frio, um lugar que transmitia uma aura de dor e sofrimento. Era possível ouvir vozes, elas gritavam, choravam e imploravam, e mesmo estando num estado astral, era possível sentir o frio esmagador daquele lugar se aproximando cada vez mais. A minha primeira sensação ao ver aquilo foi a de me conformar com meu destino, afinal, eu havia pedido por isto, eu já sabia desde o inicio que meu lugar não era no paraíso, mas depois eu senti medo, muito medo e tristeza. Medo porque talvez eu estivesse sozinha, tristeza por pensar que Aldarion não estaria mais comigo. Mas aquele ainda não era meu tempo, felizmente não era minha hora de morrer. E com uma força, comecei a ser puxada de volta para longe das trevas, para longe daquele frio e daquela paisagem tenebrosa, a velocidade era tamanha que quando finalmente voltei a mim, estava desnorteada.

Eu acordei. Mas por mais incrível que pudesse parecer, eu não sentia mais dor, nem cansaço, nem frio. Eu estava bem de novo, meu corpo havia sido restaurado. Não só o meu como o de Silmeria também, eu olhei em volta e tudo havia acabado, o portal estava fechado, os demônios foram banidos da câmara e até mesmo os corpos pendurados e a sujeira tinham sumido. – Si-Silmeria? Você está bem? – Fiquei um pouco em duvida se aquilo era realmente verdade, se estávamos mesmo no lugar certo, se tudo estava terminado. – Isso significa que... Vencemos? – Se sim, ótimo, era hora de partir... Ou não. Lembrei-me de Alice, ela ainda estava sob poder daquele vampiro maldito. “Tenho que salva-la...” E sem pensar duas vezes, eu me levantei e corri para a saída, se Silmeria me seguiria ou não era um problema só dela, mas no meu caso, eu só sairia daquela caverna depois de salvar Alice, ou morreria tentando. - Se quiser ir embora, vá logo, nossa missão aqui ja acabou. Eu preciso resolver uma ultima coisa antes de sair desse lugar. - Diria para a meia elfa caso ela viesse comigo.



[Não esqueça de atualizar nossos status no post inicial, to meio perdida ja.]

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Qui Jan 08, 2015 1:40 pm

Silmeria abriu os olhos e seu corpo se ergueu rapidamente, como se tivesse acabado de acordar de um pesadelo. Ela ofegava e sentia seu corpo bater rápido e forte... Os olhos verdes dela se arregalaram e se estreitaram, carregando certa confusão pelo estado em que se encontrava. Onde estava toda aquela dor excruciante de instantes atrás?

Sentindo medo e com a mão levemente trêmula, ela tateou seu próprio rosto... Intacto. Os olhos percorreram seus braços que antes estavam quase desfeitos e agora estavam em perfeitas condições. E aquele sonho? Sentiu certa tensão... Fora real, não? Tinha certeza que havia morrido, mesmo que por um instante. Silmeria quase havia ido para o inferno... Um lugar gelado onde tudo que a aguardava eram dor e sofrimento... Por toda a eternidade. Era o final amargo perfeito para Silmeria, era o que ela merecia afinal... Tinha uma natureza ruim, nunca fora mito gentil com alguém, havia assassinado seu pai e aquele elfo sem uma ponta de hesitação. Havia ficado satisfeita ao ver aquele elfo queimar... Silmeria era, de fato, uma pessoa horrível. Merecia congelar naquele lugar. Mas, ainda sim, a ideia de que quase havia ficado presa eternamente no inferno era assustadora.

Ela piscou, parecendo se lembrar da situação em que estava e olhou ao redor, assustada. O que havia acontecido afinal? As coisas estavam tão limpas... Como se fossem puras. Silmeria e Sabrina eram as únicas que estavam ali... O que havia acontecido com os outros? Teriam morrido?

Com certa urgência e medo de que algo tentasse as surpreender, Silmeria pegou seu arco de volta... Buscou sua adaga e ajeitou seus equipamentos antes de ir até Sabrina. O olhar da mestiça era alarmado e carregava certa preocupação, ela observou a companheira de cima a baixo e ficou aliviada por vê-la bem e intacta.

-
Sim... Parece que vencemos.

Olhou para Sabrina quando esta, repentinamente, tomou o ímpeto para correr. Silmeria imaginava que ela iria tentar buscar aquele que a enganou... Provavelmente em busca de vingança e para recuperar a alma da tal Alice.

Não é uma boa ideia. – disse em voz alta, antes que ela se afastasse por completo – Não acredito que sozinhas vamos derrotar aquele covarde. Se você quer ir, não vou te impedir, mas... – e olhou na direção por onde ela própria seguiria, para voltar até a biblioteca e seguir pela saída que Ezequiel havia indicado anteriormente – Você deveria recuar por agora. Precisamos de aliados e ninguém mais está aqui para nos salvar se as coisas derem errado. Haverá outra oportunidade.

Particularmente, não queria deixar que Sabrina fosse sozinha depois de tudo que passaram, mas sabia tentar impedi-la acabaria apenas fazendo com que as duas lutassem inutilmente. Na visão de Silmeria, lutar com Morgan não era uma boa decisão... Ambas haviam sido facilmente repelidas por ele quando foram “traídas”. Perderiam tempo e reforços podiam chegar, elas poderiam acabar sendo capturadas mais uma vez.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Qui Jan 08, 2015 5:45 pm

Guron estava brincando. Na verdade o lobo estava apenas cansado ainda e por isso não conseguia se transformar, era temporário... certo? Mas podia-se enxergar na expressão do velho que ele estava falando a verdade. "Eu sinto muito", disse ele, e depois se retirou.

Hayate estava em choque. No primeiro momento lembrou-se como era ser um impuro incontrolado, assassino, matando tudo que se movia e ele mesmo sendo caçado. A necessidade de viver isolado, fugindo, tentando apenas ser esquecido pelo mundo. Em seu corpo as cicatrizes o lembravam das vezes que sua vida quase resumiu-se a um saco de moedas de ouro, dadas como recompensa a um mercenário qualquer. Não queria voltar a isso! Não depois de tudo que passou para conseguir controlar a maldição!

A raiva o envolveu mais uma vez e o lobo atirou seu prato contra a parede da caverna, estraçalhando-o em mil pedaços. O barulho de algo quebrando era reconfortante como costumava ser nos primeiros anos. Tinha aprendido a controlar sua raiva, mas isso simplesmente se perdeu. A maldição o dominava outra vez, era como se todo seu esforço suor e dor tivessem sidos jogados no lixo! Sem pensar duas vezes ele virou a mesa, batendo-a no chão com força. Mais barulho. "Você é fraco!", pensava para si mesmo. Levou uma mão à cabeça, a sentia doer, e deu alguns passos para trás até encostar em uma estante com jarros de barro. A puxou com força da parede e a derrubou, arrebentando tudo que fosse quebrável. Viu o conteúdo dos jarros se espalhar pelo chão: comida, ervas, o que fosse. Tinha que parar com aquilo. Caiu de joelhos e mais uma vez a frustração o corroeu, levando as duas mãos à cabeça enquanto encarava o chão. Não, este não era ele.

Não era mesmo.

Agora lembrou o exato momento em que todo o rancor ficou para trás. Foi quando a Tribo da Águia o acolheu, ignorando suas origens e sua raça. Ensinaram o lobo a controlar sua fúria, a viver em paz, a domar sua maldição e fazê-la ser parte dele. Anos depois Hayate ainda conseguiu aperfeiçoar isso, transformando-se quando bem entendesse. O que havia acontecido...? Olhou mais uma vez o estrago que causou na casa de Guron e engoliu em seco. Havia descarregado sua raiva, mas ao custo dos pertences do velho. Voltou a si, percebendo o que fez, notando que ainda era ele próprio. Não havia perdido tudo afinal de contas. Não controlava mais a maldição, mas lembrava-se dos ensinamentos de sua tribo. Se conseguiu ter sucesso uma vez, teria de novo. E Guron... talvez o velho fosse mais uma vez a águia que guia o lobo em direção ao controle.

Hayate se levantou e foi até o cômodo em que Guron tinha entrado. Ao primeiro momento hesitou, lembrando-se do estrago que fez na sala. Mas não poderia deixar de falar.

— Senhor Guron, — o chamou — me desculpe... perdi o controle. Mas vou compensar. O treino que falou, vai me ajudar com a maldição? A ser igual antes? Farei tudo que mandar, conserto tudo, só me ajude por favor!

Não fitava o velho como antes. Momentos atrás tinha medo, anseio e até raiva. Agora estava determinado, querendo passar por qualquer obstáculo que o impedisse de voltar a ser um monstro descontrolado.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Sex Jan 09, 2015 11:35 pm

@ Sabrina e Silmeria

As duas mulheres acordaram confusas, olharam ao redor e viram todo o lugar vazio e limpo. O portal que antes era feito por almas havia desaparecido e em seu lugar havia um arco de pedra vazio que dava para uma parede fria. Tudo pareceu ter sido um sonho, mas não, tudo havia sido real e elas sabiam disso.

Sabrina mal havia despertado e já estava disposta a correr atrás de Morgan, queria salvar Alice a todo custo. A jovem começou a correr para fora da câmara ignorando as palavras de Silmeria, mas então parou subitamente quando viu uma espada caída no chão. Uma grande e poderosa espada, com a lâmina reluzindo como se tivesse sido forjada ontem e o cabo simples cheio de remendos para tornar a mão de quem a segurava mais confortável. Sabrina conhecia aquela espada, era a espada de Aldarion.

No momento que a jovem olhou a arma, um lampejo passou pela lâmina e acompanhando esse lampejo veio uma lembrança... Palavras ditas pelo homem que a amou.

"Essa espada é uma extensão do meu ser. Se um dia eu morrer e você ainda viver, ela continuará te protegendo."

Aquilo havia se provado verdade, a espada matara o Hezrou salvando Sabrina de uma morte horrenda. A jovem não pensou duas vezes, se aproximou da arma e a recolheu do chão, não pode conter um impulso de abraçar a lâmina e quando o fez, uma lágrima tímida escapuliu de seu olho e pingou na arma.

Silmeria mal podia acreditar no que estava vendo, mas ela também conhecia aquela arma e sabia que era a espada de Aldarion. Como ela havia surgido ali? E o que era pior, sem o seu dono? Aquilo era um mistério que ela não seria capaz de responder.

Depois do momento de emoção, Sabrina se recompôs, prendeu a espada de Aldarion nas costas, que por sinal estava estranhamente leve como uma pluma e depois saiu correndo ignorando os avisos de Silmeria. A meio-elfa praguejou e meio contra a vontade seguiu Sabrina.

As duas subiram as escadarias das catacumbas e chegaram na biblioteca, ali rumaram novamente para dentro do templo dos assassinos mas pararam na sala que ficava antes do corredor de gelo. Barulhos, gritos e sons de batalha ecoavam vindos de algum lugar do templo, o que será que estava acontecendo?


@ Hayate

O excesso de fúria de Hayate havia deixado suas marcas na casa de Guron, quase todas as mobílias da sala estavam destruídas e muitos materiais importantes haviam sido perdidos ao serem jogados no chão. Mas por incrível que possa parecer, Guron não veio ver o motivo de todo aquele barulho. Quando Hayate se recuperou percebeu o que havia feito, com um sentimento de culpa enorme, caminhou hesitante até o quarto de Guron temendo enfrentar a fúria do velho.

Quando o encontrou logo começou com suas desculpas, as palavras saindo de sua boca trêmula, palavras falhas. Hayate não conseguia encarar Guron, olhava para baixo e para os lados. Guron também não o encarava, o ancião estava sentado em uma cadeira segurando uma faca e um pedaço de madeira que estava sendo esculpida.

Você fez uma bagunça e tanto. — Disse ele, sua voz soando no costumeiro tom calmo. — Não vou treinar você, você não merece. — Disse, e essas palavras fizeram Hayate desabar.

Mas você me deve, e agora deve reparar os estragos que causou. — Disse o ancião se levantando.

A medida que o velho se erguia da cadeira, Hayate desabava em culpa sobre seus próprios joelhos. Não conseguia encarar Guron, mesmo quando este se aproximou dele para depois passar ao seu lado. Hayate ficou ali caído olhando para o chão, para o tapete que o cobria.

Então Guron voltou e jogou ao lado de Hayate uma vassoura e um espanador.

Vamos começar? Limpe tudo isso. — Disse o velho, então simplesmente voltou e se sentou na cadeira retornando a sua atividade de antes.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Sab Jan 10, 2015 6:58 pm

Culpa. Era isso que o lobo estava sentindo e sabia disso muito bem. Guron havia salvado sua vida, ofereceu comida e abrigo, mas Hayate retribuiu destruindo parte de sua casa. Ele realmente não merecia o treinamento e aceitou isso, mas não deixava de ficar extremamente decepcionado consigo mesmo. Se sentiu fraco diante do pensamento sobre como viveria a partir de agora, voltando às suas origens. Ótimo, merecia isso por ter sido fraco durante a guerra nas cavernas, matando inocentes e companheiros. Pensava em tudo isso enquanto fitava o chão, até que Guron se aproximou e lhe entregou uma vassoura e um espanador.

Hayate não estava com ânimo de comentar algo. Tentou ocupar sua cabeça com a nova tarefa, mesmo que o objetivo fosse limpar o estrago que causou. Primeiro ergueu a estante que derrubou, colocando-a de volta no lugar, e então desvirou a mesa. Assim feito, começou a varrer tudo que havia derrubado: os cacos de cerâmica, o conteúdo dos potes, grãos, etc. Mas não deixou de pensar em como seriam as coisas dali pra frente. Precisava se isolar e encontrar um lugar para se prender durante as luas cheias. Talvez assim os caçadores não soubessem de sua existência. Mas também pensou que talvez, só talvez, estar em cavernas o impedisse de se transformar, já que dali não conseguiria ver a lua e nem ser iluminado por ela. Poderia dar certo.

Varreu todo o lugar e deixou toda a sujeira em um canto perto da porta. Usou o espanador para limpar a mesa e a estante. Atentamente verificou se a estante ainda estava firme, consertando-a caso notasse alguma parte bamba, ao menos na medida em que alguns soquinhos para encaixar a peça no lugar funcionasse. Fez o mesmo com a mesa, depois levantou as cadeiras que derrubou e deixou a sala mais ou menos como estava antes. Nem parecia que ele havia entrado em fúria uma hora antes, a não ser pela pilha de vasos quebrados no canto da sala. Mas não queria se dar ao luxo de ficar à toa agora, precisava ocupar sua cabeça. Então foi até Guron, parando na porta para falar com ele.

— Senhor. — o chamou. Sentia-se muito inferior ao velho no momento, por isso não o tratava pelo nome. — Terminei o que pediu. O que mais posso fazer?

Hayate não percebeu, mas no tempo em que executou a tarefa, sua humildade característica havia voltado. Ao menos em parte.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Seg Jan 12, 2015 10:45 am

Seguimos caminho de volta a biblioteca, e mesmo Silmeria dizendo que seria melhor pedirmos ajuda, eu não hesitei em nenhum momento. “Se voltarmos será tarde demais...” Até voltarmos à cidade e pedirmos ajuda, Morgan já teria desaparecido com a joia no pescoço e Alice presa dentro dela, e eu não podia me dar ao luxo de perder mais uma pessoa importante para minha vida. Dei uma ultima olhada para trás, apenas para ter certeza que estava tudo certo, quando vi uma espada caída ao chão. Eu conhecia aquela arma, uma enorme espada de duas mãos, reluzente, poderosa, era a arma de Aldarion, que me salvara mesmo estando morto. Eu a observei de longe por uns instantes até me lembrar das palavras ditas por ele quando estávamos na Floresta Endless. “Esta espada é uma extensão de meu ser. Se um dia eu morrer e você continuar a viver, ela continuará te protegendo.” E era verdade, a espada viera bem a tempo para me salvar, e se não fosse por ela, não teríamos conseguido completar nossa missão. – Espere aqui... – Disse à Silmeria antes de irmos de vez, e voltei para pegar a espada.

Voltamos então para a biblioteca e de lá ouvimos sons de batalha, algo estava acontecendo naquele lugar, algum invasor, ou talvez reforços, era difícil saber, mas isso também não me impediria de continuar, apenas me faria ter mais cautela. – Se quiser ir embora, a hora é agora, a saída está bem atrás de você... – Disse uma ultima vez à Silmeria antes de entrar no corredor da armadilha de gelo. Daria 5 segundos a ela para aceitar ou não, passado esse tempo, eu entraria no corredor, já sabendo como este funcionava, não demoraria muito ali e iria direto para a porta no final a direita, a única que não havíamos visto quando saímos de nossa cela.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Sab Jan 17, 2015 12:58 pm

Quando enfim alcançaram a biblioteca e Sabrina optou por ir mais a fundo, entrando mais uma vez naquele lugar tenebroso, Silmeria não a seguiu. Deixou que humana fosse embora, seguir sua vingança sozinha.

Diante da falta de explicações de Sabrina, Silmeria só conseguia imaginar que a humana estava indo atrás de vingança pelo que havia sido lhe feito, por ter sido enganada, por ter tido algo roubado e pela aparente morte de Aldarion. Compreendia e apoiava as razões pelas quais ela provavelmente queria Morgan morto, mas, na visão de Silmeria, aquilo era uma tolice. Ainda mais depois de tudo que haviam passado naquele lugar. Acreditava que ir embora dali era mais importante, haviam conseguido fugir da morte, não havia razão para que tentassem encontrá-la novamente. Talvez devesse ter sido mais dura e tentado impedi-la a força?

Mesmo que estivesse preocupada com o fim que Sabrina levaria, a mestiça não estava disposta a ir até o amargo fim junto dela. Mesmo que, talvez, Morgan tivesse usado energia para realizar o ritual, ele ainda era um inimigo poderoso e impiedoso que havia quase acabado com a vida de Silmeria com um único gesto. Não estava disposta a morrer ali. Ezequiel, quando na forma do velho corcunda, havia indicado a elas a saída e era esse o caminho que a mestiça buscaria encontrar.

Deu as costas para a porta por onde Sabrina havia seguido e parou de andar, levando as mãos até a cintura. Soltou um longo suspiro aborrecido. Hesitava em seguir Sabrina e agora hesitava em deixá-la sozinha, aquilo era irritante. Sabrina parecia mais fria do que ela própria... E, além disso, querer praticar uma boa ação quase lhe trouxe a morte... Embora também tivesse lhe trazido a vida novamente, além de ter lhe restaurado por completo. De qualquer modo, estava em duvida sobre o que fazer naquela situação... Passou alguns minutos ali, ponderando sobre o que fazer.

-
... Mas que merda. - e respirou fundo, mais uma vez soltando um longo suspiro em seguida.

Deu as costas para a saída e seguiu pelo mesmo caminho que Sabrina havia seguido há minutos atrás, pegando uma das tochas que iluminava a biblioteca para levá-la. O caminho que haviam feito da prisão a levava até a biblioteca, então só havia um caminho por onde não haviam seguido e provavelmente Sabrina teria seguido por ele. Segurava seu arco com a outra mão, preparada para abandonar a tocha se necessário para que pudesse sacar uma flecha e atacar. Também conseguia escutar sons de gritos e sons de batalha... Que merda estava acontecendo? Um ataque?

Apressou os passos para que pudesse alcançar Sabrina.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Jan 18, 2015 5:57 pm

@ Sabrina e Silmeria

Sabrina seguiu decidida a cumprir seus objetivos, não se demorou e não esperou a resposta de Silmeria seguindo em frente. Passou pelo corredor da armadilha mágica e abriu com cuidado a porta que estava do outro lado. A porta abriu-se revelando um corredor largo e cumprido com várias outras portas nas laterais e uma porta adiante na outra extremidade. Um cheiro forte de sangue se espalhava pelo local e Sabrina se surpreendeu ao ver vários corpos dos assassinos que vigiavam o templo espalhados pelo chão. Todos eles estavam em pedaços e muitos estavam sem sangue algum.

A porta no fundo do corredor estava escancarada e sons de batalha atravessavam-na deixando o ambiente tenso. Sabrina ficou tão tensa que não percebeu Silmeria que se aproximou dela por trás, só veio a notar a mulher quando esta lhe tocou o ombro o que fez Sabrina saltar para frente com o susto. Passado o susto as duas se recompuseram, agora deveriam decidir se seguiriam pela porta no fim do corredor ou iriam fazer alguma outra coisa como investigar as outras portas.


@ Hayate

Hayate terminou seus afazeres e se dirigiu até Guron, este ainda estava sentado na sua cadeira fazendo suas pequenas esculturas.

Agora que terminou de limpar toda a bagunça está na hora de repor o que você destruiu. Ao seu lado em um gancho na parede com uma sacola e um pegador pendurado. Você deve usá-los para coletar cogumelos. Quando sair da minha casa siga adiante para a esquerda por duas horas até chega em uma bifurcação. Lá você deve usa seu olfato para encontrar o caminho certo, você deverá procurar por cogumelos como este. — Guron atirou um cogumelo para Hayate, era um cogumelo de caule fino mas chapéu largo e colorido com várias pintas de cores diversas. — Me traga uma sacola deles ok? Pode ir.

Hayate pegou as ferramentas e saiu da casa de Guron seguindo as instruções do velho. Depois de duas horas de caminhada encontrou a bifurcação e usando seu olfato seguiu pela direita que era da onde ele sentia o cheiro característico de cogumelos. Andou por mais duas horas até chegar a uma planície enorme forrada de cogumelos de vários tipos e tamanhos, haviam até mesmo cogumelos gigantes.

Caberia a Hayate decidir como faria para encontrar os cogumelos que precisava encontrar no meio de toda aquela variedade? será que era seguro andar ali no meio despreocupadamente?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Ter Jan 20, 2015 8:03 pm

Quando entrei pela porta no fim do corredor percebi que a situação era um pouco mais séria do que imaginava. Havia dezenas de corpos retalhados e alguns sem sangue algum, sinal que um vampiro havia feito o serviço. “Morgan está bem perto...” Os sons de batalha ficavam ainda mais fortes e agora tinham uma origem, a porta no fim do corredor, que se encontrava escancarada e num breu infernal. A tensão me impediu de continuar por uns instantes, pensei friamente em uma estratégia para aquilo, mas ao mesmo tempo o medo tentava avidamente tomar conta de meu ser. Silmeria chegou logo em seguida me assustando com sua presença, para, mim ela havia deixado o esconderijo, era uma surpresa que ela estivesse ali, mas se fosse para ficar me alertando do quanto seria perigoso prosseguir, seria melhor que fosse embora. – Não disse para ir embora? Esse assunto é meu, você já fez sua parte nessa historia, encontre o resto do grupo e diga a eles que acabou... – Eu dei as costas a ela e segui em frente, com muita cautela eu me aproximei da porta dos fundos até poder ver algo, mas ao mesmo tempo que fazia isso, eu preparava um novo truque para sair dali vitoriosa. Comecei a preparar uma de minhas ilusões para serem usadas em quem quer que estivesse por trás daquela entrada, e assim que eu atravessasse aporta, ela já estaria preparada para uso.


[Usando a HE Unreal World.]

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Ter Jan 27, 2015 12:38 am

Seguindo pelo mesmo caminho que Sabrina, Silmeria estreitou os olhos com o que via. Por que pessoas que cuidavam daquele local estavam mortas nos corredores? Aquilo era estranho... Teria sido aquele lugar invadido por alguma força estranha? Talvez o reforço que havia chegado lá embaixo tivesse sido responsável por esse massacre. Mas, não... Eles não pareciam ter sangue. Morgan talvez tivesse os eliminado para se fortalecer caso tivesse de enfrentar um combate. A ideia de ir atrás dele parecia ainda pior do que antes agora. Aquilo era ruim, muito ruim.

Por sorte, havia encontrado Sabrina inteira e ainda fora de um combate. O objetivo delas, porém, talvez estivesse logo a frente. Ao menos era o que indicavam os sons de batalha que elas conseguiam escutar vindos da porta ao final do corredor... As palavras de Sabrina não a surpreenderam, a própria Silmeria concordava que ela deveria simplesmente ir embora, mas ela não conseguia abandonar companheiros de batalha com essa facilidade, ainda mais depois de terem quase ido para o inferno juntas.

-
Bla bla, já te ouvi antes. – murmurou a mestiça, dando os ombros. Sabrina parecia ser alguém cabeça dura, tentar falar algo ali parecia inútil, ainda mais quando ela estava desesperada para alcançar algo – Eu vou verificar as portas, não gosto de não saber o que pode haver atrás de mim. – disse.

Sabrina, para variar, estava agindo impulsivamente e seguia direto para a porta de onde os sons se originavam. Deixou que Sabrina seguisse pelo caminho que havia escolhido. Silmeria, por outro lado, gostava de ser mais cautelosa. Não seguiria diretamente para o lugar onde a batalha parecia ocorrer. Alguém podia estar escondido por detrás de alguma daquelas portas e elas poderiam cair em uma armadilha.

A mestiça iria optar por, antes, verificar o que havia por trás daquelas portas. Tentando escutar antes de abrir a porta para verificar se havia alguém por detrás de uma delas... Também, ficaria atenta aos sons que talvez fossem produzidos por Sabrina para que pudesse ir ajudá-la caso as coisas dessem errado.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Ter Jan 27, 2015 2:27 pm

Cogumelos. Ótimo. As tarefas ficavam cada vez mais interessantes, claro que ironicamente falando. Mas Hayate não tinha do que reclamar: havia destruído boa parte das provisões de Guron e agora deveria repor tudo. O interessante é que não havia qualquer tipo de trabalho forçado, o lobo não usava correntes nem estava preso por uma corda. O velho o mandava ir a lugares distantes sendo que o rapaz poderia simplesmente não voltar mais e fugir. Mas, mais uma vez, o instinto ômega e a própria ética eram mais fortes de maneira que Hayate sequer pensou nisso. Agora deveria enfrentar uma longa caminhada atrás de cogumelos.

Mas Guron não lhe deu nenhuma arma. Mesmo que o lobo pedisse, tudo que recebia eram respostas vagas e nenhuma forma de se defender. Pela primeira vez em muito tempo Hayate sentiu-se indefeso. Não poderia transformar-se quando quisesse e sequer tinha uma arma, sendo obrigado a enfrentar horas de caminhada em um lugar desconhecido. Mesmo assim pegou a sacola e jogou-a sobre o ombro, deixando o pegador lá dentro, e saiu para a nova tarefa.

Ficava atento ao redor à procura de rochas. Não demorou para encontrar uma rocha menor, longa e estreita do tamanho de um punhal, lembrando-se de como a tribo preparava algumas de suas facas. Era um material bom para pontas de lança e facas, sendo resistentes, mas difíceis de serem talhadas. Levariam longas horas para Hayate afiar a pedra como gostaria, por isso fez apenas batidas toscas o suficiente para que a rocha fosse perfurante e ligeiramente afiada nas bordas. O lobo rasgou parte da barra de sua calça e enrolou o tecido na base da faca rudimentar, usando tiras mais finas para amarrar firmemente a peça. A empunhadura ficou boa, em meia hora a faca estava pronta para uso. Poderia defender-se por um tempo com ela caso necessário. Ficou satisfeito com o resultado, a cada hora que passava acordado lembrava-se mais dos ensinamentos de seu clã.

O Clã da Águia. Sentia falta de Bale, Fin-Kedin e Renn. Eram pessoas formidáveis que salvaram suas vidas. Decidiu que, assim que conseguisse sair daquele lugar, iria procurar o Clã. Era sua família afinal, já que a verdadeira o queria morto.

Enquanto caminhava, usava uma outra pedra para fazer marcas de forma que não se perdesse na volta. Aprendeu isso com Silméria, a elfa era realmente esperta e fazia falta. Hayate aos poucos lembrava-se dos acontecimentos até então, dos ataques e das mortes que causou, mas sacudiu a cabeça e voltou os pensamentos para o clã. O ano que viveu com a tribo foi o melhor de sua vida e Guron o fazia lembrar-se disso. Também pescava na tribo, consertava o que era quebrado e procurava cogumelos. Claro, haviam muito mais coisas a se fazer naquela comunidade, mas eram todas tarefas pacientes e prazerosas para o bem comum. O lobo era oficialmente um membro do clã, lembrou-se disso também. O desenho da águia que Guron fez em seu peito lhe passava conforto e sensação de proteção. Depois das duas horas de caminhada, lembrou-se também de seu nome no clã.

— Torak. — Falou para si mesmo, sorrindo de canto. Era como todos da tribo o chamavam, o novo nome que recebera, e vergonhosamente havia se esquecido. Gostava do nome. Quanto mais se lembrava de sua tribo, mais tinha vontade de usá-lo.

Seguindo seu olfato chegou à uma incrível planície cheia de cogumelos de inúmeros tipos. Alguns eram gigantes, lembrando árvores, enquanto outros eram minúsculos e difíceis de ver. Hayate ficou receoso, sabia que cogumelos podem ser incrivelmente úteis para curar, alimentar ou mesmo fazer tinta. Mas também poderiam matar, envenenar e enlouquecer as pessoas e animais. Achou melhor não arriscar-se e rasgou mais um pedaço da barra de sua calça. Amarrou o tecido sobre o nariz e a boca, fazendo um nó firme na nuca. Assim ao menos estava protegido do pólem. Outra coisa que o preocupava era o terreno. Olhava atentamente por onde pisava, seria péssimo afundar em meio a um lamaçal oculto por musgo.

Tirou da sacola o cogumelo que Guron o deu e memorizou suas características. Era delicado e colorido, talvez sendo fácil encontrá-lo. Deixou a sacola nas costas e a faca no cinto de maneira que fosse fácil sacá-la. Usava o pegador de madeira para catar os cogumelos, prestando atenção nos detalhes para não coletar nada errado. Mas, em intervalos curtos, Hayate olhava ao redor. Às vezes parava e escutava por longos minutos. Como seu olfato foi quase inutilizado pelo pano em seu rosto, deveria confiar em suas orelhas e em seu solhos. Essa atenção fez a tarefa ser mais demorada do que gostaria, porém mais segura. Era melhor prevenir do que remediar, algo que decididamente não aprendeu com Aldarion, aquele espadachim desmiolado.

O lobo se perguntava se o mestre ainda estaria vivo. Também pensava na guerra que provavelmente ainda explodia em algum lugar. Queria lutar, mas… o que ele poderia fazer? Era mais uma vez um impuro fraco, sem controle sobre sua maldição, que provavelmente mataria aqueles a quem deveria proteger. Talvez… Talvez Guron estivesse fazendo aquilo de propósito, deixando o rapaz ocupado e ao mesmo tempo longe das pessoas, da superfície e principalmente da lua cheia.

Terminando sua tarefa, Hayate voltaria pelo mesmo caminho que veio.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Qui Jan 29, 2015 1:16 am

@ Sabrina e Silmeria

Enquanto Sabrina avançava impetuosamente para a grande porta, Silmeria raciocinava. A meio-elfa decidiu dar uma espiada nas outras portas, viu que estavam todas abertas. Uma das portas dava em um dormitório, outra dava em um corredor em forma de L, outra dava em outro dormitório e a quarta e última em outro corredor em forma de L. Não havia tempo para uma exploração aprofundada, Sabrina já atravessava a porta. Silmeria decidiu que iria logo atrás.

Assim que Sabrina atravessou a porta esgueirando-se como uma pantera, viu o que era uma catedral, idêntica a igreja de Zalthar na superfície, porém dedicada a outra divindade, a um ser desconhecido. Morgan lutava em cima do altar contra dois assassinos, vários corpos estavam caídos no chão, espalhados por todo lado na catedral. Sabrina aproveitou a distração do vampiro e deslizou para trás de um dos bancos. Silmeria que vinha logo atrás fez a mesma coisa só que esgueirando-se pelo outro lado.

As duas garotas conseguiam se olhar frente a frente, elas viram Morgan matar o ultimo oponente e drená-lo rapidamente, ele parecia faminto.

Haaaaaa! Sangue! Estou fraco preciso de mais, de maiiiiiss! — Dizia ele se debatendo de prazer todo sujo de sangue. — O ritual de abertura do portal consumiu boa parte do meu poder, mas logo irei me recuperar e ai eu irei consumir sua alma. — Disse o vampiro levantando a joia onde a alma de Alice estava presa.

Sabrina e Silmeria se olharam, então planejaram com gestos o que iriam fazer, mas antes que tomassem atitude começaram a sentir um leve tremor no chão, o tremor parou, então de novo, e parou de novo. Pelo ritmo pareciam... Passos? Sabrina e Silmeria olharam para Morgan e viram o vampiro olhando para os lados, ele parecia tão surpreso quanto as duas garotas. Repentinamente tudo parou e por alguns segundos o silêncio reinou apenas para ser novamente quebrado, desta vez por um estrondo.

Blocos de pedra voaram e uma enorme rachadura se formou no fundo, na parede atrás do altar, parecia que um enorme martelo estava se colidindo com a parede. Mas quando Silmeria e Sabrina olharam com atenção viram através da nuvem de poeira o que realmente estava destruindo a parede, para o assombro delas e do próprio Morgan era um punho, um enorme punho vestindo uma poderosa luva de metal dourado, um punho tão grande quanto uma melancia.

Um, dois, três golpes exatos foram dados abrindo um rombo na parede e colapsando parte dela, seja o que for que estivesse fazendo aquilo, estava agora soterrado sobre toneladas de rocha. Uma nuvem de poeira se projetou por todo o ambiente da catedral dificultando a visão. Mas por algum motivo todos ali sabiam que aquilo não iria parar aquela entidade. E realmente não parou, caminhando como se aquelas pedras todas não passassem de uma leve camada de poeira, o enorme ser que media três metros de altura continuou seu avanço se destacando em meio a nuvem de poeira. Seus passos titânicos ressoavam por toda a catedral, ele deveria pesar toneladas!

O ser parou de caminhar e ficou alguns segundos encarando um apavorado vampiro milenar. A poeira foi abaixando e aos poucos Sabrina e Silmeria conseguiam ver exatamente o autor daquele ato colossal. Um gigante.

Ele media exatos 3 metros de altura, seu corpo inteiro estava coberto por uma couraça de aço dourado cheia de espinhos, era uma formidável armadura de placas, parecia que ele era inteiramente feito de aço, mas essa questão foi respondida quando ele retirou seu elmo deixando a mostra sua cabeça humana. O mais assustador era que observando as juntas de sua amadura, Silmeria e Sabrina notaram que as placas daquela couraça eram extremamente espessas. Muito provavelmente deveriam ter 30 cm de espessura, qualquer um que vestisse aquela armadura morreria esmagado, mas não aquele homem, aquela abominação monstruosa.

Morgan parecia apavorado, o vampiro recuava para trás até suas costas encontrarem uma parede. Silmeria e Sabrina também estavam assustadas, Sabrina repensava na possibilidade de continuar, não bastasse ter Morgan como inimigo, agora teria aquele homem enorme, aquele gigante também? Se um soco dele abriu uma parede de rocha sólida, imagine o que faria com um corpo de carne?

Olá Morgan, surpreso em me ver? — Disse o gigante com um tom sarcástico. — Desculpe a bagunça, é que nessas cavernas é difícil achar um caminho então tive que abrir minha própria porta.

O que você quer? Para trás, você não pode me tocar, eu estou dentro das regras! — Gritou Morgan.

Seu idiota, eu falei pra você não abrir o portal. Seu maldito vermizinho desgraçado. Sorte a sua que o portal foi fechado, se não eu teria que limpar suas fezes e você sabe o que isso quer dizer? Sabe o que acontece quando os Primordiais me mandam intervir?

Que se dane esse mundo! Meu novo mestre iria me dar um reino inteiro e... — Morgan não conseguiu completar a frase sendo interrompido por uma estrondosa gargalhada dada pelo gigante.

Não acredito que você achou mesmo que os senhores do Abismo iriam cumprir uma promessa?! Se fossem os habitantes do Baator eu até daria algum crédito, mas não os rastejantes do Abismo, os aventureiros de Hades, as crias da perdição. — Disse o gigante.

Ha! Livre-me de seus sermões inúteis, eu ainda estou aqui e ficarei mais poderoso, quanto a você... Não poderá fazer nada, apenas assistir ascenção. Hahahahahahahahahahaha!

O gigante subitamente ficou sério.

Está enganado Morgan, eu não posso lhe destruir pelo crime do portal, mas posso lhe destruir por outro motivo. — Respondeu o gigante fazendo Morgan se calar imediatamente.

As regras celestiais dizem que, eu tenho o direito a um ato quando algo é feito contra a minha linhagem sanguínea usando meios antinaturais. E você Morgan, ordenou um assassinato de um certo guerreiro, um homem chamado Aldarion que foi morto por um de seus demônios trazido a este mundo por seus feitiços. Um demônio que não pertence a este mundo, um demônio que  jamais deveria ter caminhado por estas terras. Um ser antinatural veio aqui e assassinou meu descendente...

O gigante terminou de falar e em uma fração de segundo puxou da cintura o cabo de uma espada, e desse cabo se materializou uma espada enorme com 5 metros de diâmetro. antes que Morgan pudesse gritar, antes que Sabrina e Silmeria pudessem fazer qualquer coisa, até mesmo pensar. A lâmina da espada desceu sobre o vampiro desintegrando-o, reduzindo-o a nada. A espada atravessou o vampiro e o chão onde ele estava produzindo uma fenda profunda com 1 metro de largura, era impossível ver o fundo. Mas mesmo com tamanho poder, com tamanha força, o corte pareceu perfeito a tal ponto de não causar qualquer abalo na estrutura.

Satisfeito o gigante recolheu sua espada devolvendo o cabo agora novamente sem lâmina para a cintura.

Quem era aquele homem afinal? Que relação ele tinha com Aldarion?


@ Hayate

Caminhando em sua forma humana e estando desarmado, Hayate se sentia desprotegido, indefeso, por isso providenciou uma faca de pedra mal feita, levou duas horas para talhar a lâmina antes de resolver prosseguir. A atividade o fez se lembrar dos tempos que passara com sua tribo, o Clã da Águia. Depois de todo esse tempo vivendo uma vida de batalhas e em busca de uma força ainda maior, Hayate estava agora regredindo a suas origens.

Não, Torak era seu nome, isso mesmo. Era assim que ele se chamava e era assim que ele queria ser chamado de agora em diante. Um sentimento de alegria invadiu seu ser e ele se sentiu revigorado. Com um sorriso no rosto ele caminhou até o campo de cogumelos cantarolando mentalmente músicas que costumava cantar com seus pais adotivos.

Finalmente chegou ao campo de cogumelos, era algo impressionante. Uma enorme caverna mundo com uma planície tão grande quanto aquelas que rodeavam o Rancho Fireball, só que no lugar de grama e árvores, o que se via eram cogumelos, incontáveis tanto em quantidade quanto em diversidade. Alguns eram minúsculos, menores que um alfinete, outros eram enormes, do tamanho de árvores. Uma fina nuvem pairava sobre todo lugar, uma nuvem de esporos. Aqui e acolá Toral conseguia ver também insetos voadores, saltitando pelo ar como se fossem pássaros alegres pulando de cogumelo a cogumelo.

Conhecendo os perigos dos cogumelos, Torak levou um lenço ao rosto e começou sua tarefa. Seu olfato estava agora anulado pelo odor característicos dos fungos, por isso vez ou outra ele parava de coletar cogumelos para fiar de vigia, com olhos e ouvidos abertos como nunca.

Nada além do zunido dos besouros-pássaro podia ser ouvido, tudo parecia calmo, tudo parecia normal.

Um sussurro... Um leve sussurro. Será que havia mesmo escutado algo? Será que era o som de um vento subterrâneo?

Torak não sabia explicar, mas tinha escutado algo, ou achava ter escutado. Desconfiado ele levantou a cabeça e olhou ao redor, percebeu que o lugar agora parecia mais escuro, o fogo de sua tocha parecia estar se apagando.

O que ele faria?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Dom Fev 01, 2015 7:43 pm

Infelizmente, Sabrina era estupidamente impulsiva a todo momento. Não se preocupava com a retaguarda e nem com qualquer outra coisa, simplesmente seguia em frente, tomada pelo desejo de se vingar de Morgan. Embora não tivesse conseguido observar com calma os ambientes, ao menos não pareciam haver inimigos lá... As portas abertas, para Silmeria, indicavam que talvez qualquer sobrevivente tivesse escapado daquele lugar para não ser pego por Morgan.

E assim que atravessaram a porta do final do corredor, lá estava ele. Seguiu os passos de Sabrina e se ocultou atrás de um banco enquanto Morgan e dois homens lutavam. Como ela havia suspeitado, Morgan estava tentando se fortalecer sugando o sangue de seus aliados. Logo chegaria a hora de agir, mas outra coisa tirou a atenção delas. Com o tremor, Silmeria apoiou uma das mãos no chão para evitar que perdesse o equilíbrio e chamasse atenção... E logo, passos.

Aliados de Morgan? Duvidava, os assassinos do templo estavam lutando por sua vida. Talvez tivessem se juntado para matá-lo? Quando a parede estourou, Silmeria não se moveu. Estreitou os olhos e aguardou pelo desenrolar da situação. Um... Gigante? Por que diabos havia um gigante ali? E ele começou a conversar com Morgan... Seriam amigos? Talvez fosse melhor ir embora. Mas porque aquela criatura não queria que o portal fosse aberto? Embora quisesse sair, a curiosidade de Silmeria a fez permanecer ali, escondida e escutando a conversa.

Um ancestral de Aldarion? Aquilo não cheirava bem. Nada indicava que ele seria um aliado. E a força dele era assustadora, ele havia conseguido matar Morgan com um único golpe. Sabrina e ela não teriam chances contra tal criatura.

Olhou para Sabrina, aguardando a reação dela, afinal, era a mais interessada em ir enfrentar Morgan. Silmeria não sairia de sua posição. Esperava que Sabrina optasse por irem embora, embora duvidasse que fosse ser a escolha dela. De qualquer modo, caso Sabrina optasse por ir até o gigante, a mestiça continuaria oculta. Assim, se aquilo se provasse um inimigo e atacasse Sabrina, poderia tentar agir e pegá-lo de surpresa. Não que acreditasse que fosse capaz de fazer muita coisa contra aquela armadura tão espessa.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Seg Fev 02, 2015 9:44 am

Tod aquela situação era desesperadora, mas ao mesmo tempo emocionante. Aquele misto de sensações, agora eu entendia porque de Aldarion ser tão impulsivo as vezes. A adrenalina, a apreensão, o fato de não saber o que estava por vir atrás daquela porta, era algo que me deixava ao mesmo tempo assustada e fascinada. Será que eu estava ficando louca? Talvez. Mas o que importava era que não havia mais volta, uma vez dentro da porta, não teria mais escolha de sair, ou era assim que eu imaginava que seria quando finalmente cheguei ao meu objetivo, mas as coisas aconteceram de forma bem diferente do que eu imaginava.

Quando chegamos, vimos Morgan lutando contra outros 2 assassinos e vários outros corpos no chão secos. Ele estava mesmo tentando recuperar suas forças, e ao que indicava, ele estava bem fraco devido a abertura do portal. “Essa é minha chance, vou acabar com ele agora mes...” Não. Não seria assim tão fácil. Um tremor muito forte começou a retumbar em toda câmara, tão forte que eu era capaz de dizer que até na superfície isso poderia ter sido sentido. Um desmoronamento? Não, era diferente. O tremor era inconstante, ele vinha e parava, vinha e parava, como se alguém ou algo estivesse batendo com tremenda força contra as paredes da caverna. Mas para minha surpresa, era exatamente isto que estava acontecendo. 3 belos socos foram suficientes para abrir uma fenda na parede da câmara, e seja lá o que for que o fez, causou um desabamento sobre si mesmo no processo. “Burro, como pensou que sobrev...” Meus pensamentos logo se calaram quando percebi que o ser ainda estava vivo. O estrondo dele saindo de baixo dos escombros, levantando uma nova nuvem de poeira, e tudo que eu ouvia era o sons de seus passos pesados na chão de pedra.

Uma conversa esquisita teve inicio após isso, mas que para mim era muito interessante. O gigante, ao contrario do que eu imaginava, não era aliado de Morgan, e muito pelo contrario, ele era alguma espécie de guardião ou coisa parecida. Eles pareciam ter algum tipo de acordo, que Morgan desrespeitou ao tentar abrir o portal, mas a melhor parte ainda estava por vir. Segundo o gigante, ele era um descendente de Aldarion, e ter ordenado a morte do guerreiro fez com que o acordo que eles tinham fosse completamente desfeito. Aquilo me chocou um pouco, e então... Num piscar de olhos, Morgan havia sido desintegrado diante de meus olhos. Boquiaberta, apenas pude observar, enquanto que o gigante orgulhoso por seu ato, guardava sua arma na bainha. “Alice...” Era só o que eu podia pensar naquele momento, Alice deveria estar dentro do cristal ainda, eu tinha que ir busca-la, mas e ele? Quem era aquele gigante? Seja quem for, se era descendente de Aldarion, não poderia ser meu inimigo, então decidi me aproximar.

Sai de meu esconderijo e fui caminhando em direção a ele, mas olhando fixamente para o gigante, parei alguns passos mais a frente. – Vo-Você conhecia Aldarion? – Disse um pouco relutante de chegar mais perto sem sua aprovação.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Seg Fev 02, 2015 11:08 pm

A tarefa acabava sendo incômoda. Não pelo que tinha que fazer, mas pelo medo que o cercava. Se pudesse transformar-se como antes estaria um pouco mais tranquilo, mas agora sentia sua vida por um triz. Afinal sua única defesa era uma faca de pedra que Fin-Kedin, o mago da tribo, o ensinou a fazer. Não se lembrava da última vez que sentiu-se vulnerável, imaginou que fosse assim que uma presa se sentia. E de fato era. Lembrou-se de quando caçava cervos com o clã, de como esperavam pacientemente enquanto o cervo, a cada mínimo barulho, erguia a cabeça e olhava atentamente em volta.

Então Torak ouviu um sussurro. Imediatamente olhou para os lados, tentando saber do que se tratava. Alguns instantes se passaram e o lobo imaginou se aquilo não foi apenas impressão, mas se tinha algo que matava em ambiente selvagem eram impressões mal interpretadas. O rapaz ficou em pé e olhou ao redor com atenção, até reparar que sua tocha estava se apagando aos poucos. Tinha passado tempo demais ali, deveria ir embora.

“Ouça Torak”, Fin-Kedin certa vez lhe dissera. “Tema a escuridão, evite sair durante a noite. A não ser que você seja o predador.”

E, decididamente, ele não era nenhum predador naquele momento. Poderia continuar sua tarefa no outro dia — mesmo que não soubesse se era dia ou noite —, mas era simplesmente bobagem arriscar sua vida por um punhado de cogumelos. Guardou o pegador e pendurou a sacola nas costas, voltando pelo caminho que veio, seguindo as marcas que deixou. Mantinha a faca em sua mão direita e a tocha na esquerda, mas sem perder a atenção do que acontecia ao redor. Tudo estava quieto demais, mesmo pelos insetos estranhos que saltavam de cogumelo em cogumelo. Era difícil lidar com um tipo de natureza que não conhecia. Do contrário, saberia ler sinais de perigo como a palma de sua mão.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Ter Fev 03, 2015 4:04 pm

@ Sabrina e Silmeria

Metade do ser de Sabrina dizia para ela ficar onde estava, mas a outra metade dizia para ela ir falar com o gigante. E ela foi, tremendo de medo, mas foi. As palavras saíram trêmulas de sua boca e no momento que o fez se surpreendeu com a reação do gigante. Ele deu um passo para trás surpreso.

Ha! Merda, tinha gente viva aqui ainda. PRAGA! — Reclamou consigo mesmo. — Muita interferência, vou escutar por uma eternidade. Maldições infernais, Aldarion desgraçado, filho de uma porca, burro, imbecil! Você tinha que morrer, eu quero minhas FÉRIAS! CARALHO!!! Desgraçado, não dá nem pra te reviver porque sua alma foi parar em uma buceta!!! — Dizia ele balançando a cabeça e olhando para o buraco no chão e a parede colapsada da catedral. Ele parecia muito irritado.

O gigante ignorou Sabrina, levantou sua mão para o alto com o dedo indicador esticado, uma luz dourada surgiu na ponta do dedo. O que veio a seguir foi fantástico, o buraco no chão se fechou, o pó, as rochas e os escombros da catedral começaram a se erguer e se encaixar de novo. Em poucos segundos estava tudo como era antes, até mesmo as rachaduras provocadas pelas pegadas do gigante haviam desaparecido. Mas o mais interessante a respeito daquilo tudo, é que Sabrina não sentia nenhum poder mágico saindo daquele ser, o que era muito estranho porque ele havia acabado de usar uma poderosa magia de reconstrução. Era como se ele não estivesse ali.

Depois de terminada a restauração milagrosa, o gigante olhou para Sabrina e a analisou com seriedade, a jovem respirou aliviada, a expressão no rosto do gigante não era hostil.

Eu me chamo Nayrun — Respondeu ele. — Sou tetra avô do Aldarion. Depois que a família dele foi assassinada, eu o resgatei e o treinei. — Completou.

Um arrepio passou diante do corpo de Sabrina, aquele era Nayrun, o mestre de Aldarion. O guerreiro sempre falava de seu mestre, como ele era severo, misterioso e acima de tudo poderoso. Aldarion contava histórias sobre como seu mestre era capaz de derrotar 100 dragões sem dificuldade, ela nunca havia acreditado, mas depois de ver o que viu passou a acreditar.

Enquanto isso Silmeria apenas observava escondida, arisca, mas agora tão curiosa quanto Sabrina.

Isso é seu! — Disse ele jogando  o pingente para Sabrina onde a alma de Alice estava contida. Quando ela tocou o pingente agarrando-o no ar, a alma da bruxa retornou imediatamente para dentro dela.

Eu sei que você vai me perguntar então... sou o Guardião dos Planos, o Porteiro Interplanar, minha tarefa é garantir que a Regra da Barreira seja seguida. — Disse ele.

É proibido um universo anexar outro, a meno que os habitantes nativos de um deles assim o permitam. Sempre que tentam quebrar essa regra, eu apareço e resolvo tudo. — Nayrun suspirou, parecia cansado.

Os demônios habitantes da 567ª camada do Abismo estão querendo anexar esse mundo a ela, se essa regra não existisse vocês já estariam mortos. Morgan, que é nativo deste mundo, foi convocado pelos demônios para abrir o portal. Existem ao todo 3 portais, vocês fecharam um deles. — Explicou. — Morgan tem alguns aliados e eles pretendem abrir o terceiro e o segundo portal, um grupo de aventureiros fracotes está indo fechar o segundo portal, mas eu preciso de novos aventureiros para fechar o terceiro e último portal. — O gigante ora encarava Sabrina, ora encarava Silmeria, que ao perceber que havia sido notada, saiu de trás de seu esconderijo.

Se recusarem a proposta, terei que arrumar ouros, mas se aceitarem, eu vós concederei um DESEJO para cada uma. — O gigante sorriu ao fazer sua proposta.

Será que Sabrina e Silmeria aceitariam a oferta de Nayrun, O Guardião dos Planos?

Game Master escreveu:Desejo: essa magia poderosa, torna um sonho uma realidade. Um pobre em um magnata, um fraco em um forte, o feio no mais belo dos homens. Concede poderes, riquezas, tudo o que você quiser, mas apenas uma vez.


@ Hayate

O som misterioso deixou Torak apreensivo. Será que ele havia escutado algo? Será que não? Se não tinha escutado nada, por que ele achava que tinha? Se ele achava que tinha, então tinha. Por isso preferiu não se arriscar. Amarrou a bolsa de cogumelos na cintura, puxou a faca e foi caminhando em guarda.

Ele estava alerta, tomava cuidado principalmente para não pisar nos cogumelos. Mas então um inseto zuniu muito perto de sua cabeça e isso o assustou, e nessa ele se distraiu do chão e pisou em falso em cima de um cogumelo marrom, com uma cabeça larga e redonda. A coisa estourou sobre o pé de Torak produzindo um som parecido com o de um peido. Torak se assustou mais ainda dando um salto pra trás. E nesse momento ele começou a ouvir mais sussurros, muito mais, eram baixos, sussurros baixos que aos poucos iam ficando mais altos, se transformando em ecos. Tork olhava assustado pra todos os lados, porque eram de todos os lados que os sussurros vinham.

E quanto mais ele os escutava, mais eles iam ficando nítidos, e aos poucos, os sussurros não eram mais sussurros, mas sim ecos, que depois viravam gritos, que agora estavam nitidamente ao sendo berrados ao lado de Torak.

VAMOS! VAMOS! CERQUEM ELES! — Ordenou Kaju-Tok

HAHAHA VOU PEGAR O MAIOR E MAIS FORTE DELES! — Clamou Gramur-Elak

HOJE VAMOS COMER BEM! VENHA TORAK! — Comemorou Tara-Liris

A caverna agora não era mais caverna, os cogumelos agora não eram mais cogumelos. A faca na mão de Torak não era mais uma faca.

A caverna agora era Endless, os cogumelos agora eram árvores e arbustos, e a faca agora era uma poderosa lança de caça. Torak estava com seus amigos, Kaju-Tok, um jovem e maduro caçador com forte espírito de liderança. Gramur-Elak, um forte caçador, muito habilidoso. Tara-Liris, a única mulher caçadora da tribo, conhecida por seu temperamento forte e espírito de aventura.

Eles agora estavam ali, em um dia ensolarado, caçando galgarons, ou largartos-búfalo como eram popularmente conhecidos, lagartos que possuíam a mesma constituição física de búfalos, mas no lugar de pelos possuíam escamas, e no lugar de pastar em planícies, pastavam em florestas.

Torak estava aturdido, não sabia o que era tudo aquilo? Será que era um sonho? Será que tudo aquilo que ele viveu, Aldarion, suas aventuras pelas cavernas, Iolavos, tudo isso não foi uma ilusão? Ele pensava, atordoado, até ser tirado do transe pelas mãos macias de Tara-Liris.

Vamos seu tonto! Vai deixar Gramur-Elak levar toda a glória sozinho? — Disse ela com um lindo sorriso no rosto.


Última edição por NR Nayruni em Qua Fev 04, 2015 12:06 am, editado 1 vez(es)

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Phyress em Ter Fev 03, 2015 7:15 pm

Diante da figura monstruosa, Silmeria apenas escutou suas explicações. Ficou aliviada que ele não havia atacado Sabrina quando ela surgiu, apenas aquilo já deixou a meia-elfa mais segura. Sentiu-se ainda mais aliviada quando foi notada e não houve um ataque.

Sentiu um desanimo irritante ao ouvir que havia outros portais... Depois de tudo que ambas tiveram que enfrentar, elas provavelmente teriam que passar por outra batalha como aquela. Poderiam morrer mais uma vez... Embora tivesse tido o medo de ir para o inferno, não era uma batalha da qual queria participar. Já tinha se sacrificado o suficiente, talvez fosse melhor deixar isso nas mãos de outras pessoas.

A proposta feita, porém, chamou a atenção da mestiça. A chance de realizar um desejo era tentadora. A mestiça ficou em silencio por alguns instantes, pensando no que poderia pedir caso sucedesse. A proposta era tão absurda que ela não tinha ideia de como a aproveitaria, aquela era uma chance que provavelmente não receberia outra vez durante toda a sua vida.

Mas, para conseguir realizar um desejo, teria que se arriscar novamente. Levou a mão levemente até o rosto, se lembrando da sensação que teve quando havia ficado deformada... A ideia de ter que participar de outra batalha como aquela a assustava. Poderia perder sua vida... Talvez ninguém se importasse, mas Silmeria não desejava a morte. Gostava de viver e viver em um mundo caótico não era do seu interesse; não apenas isso, mas não confiava na competência de ninguém para tal missão. Aquela não era a hora para ficar amedrontada.

-
Eu aceito. – disse em uma voz firme – Mas tendo como base a batalha que tivemos aqui, precisaremos de aliados para vencer. Você tem a intenção de chamar outras pessoas ou deixará isso em nossas mãos? – questionou, imaginando se quando ele disse que “teria que arrumar outros” já tinha alguém em mente –~ Também... Você sabe onde está o último portal?

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Sassa em Qui Fev 05, 2015 1:00 pm

O ser poderoso praguejou um pouco a minha presença ali, mas ele não parecia disposto a atacar, pelo menos não naquele momento. Sua primeira ação, antes de tudo, fora a de consertar tudo ali, com um poder enorme, o qual nem mesmo eu conseguira sentir, em poucos instantes, ele havia restaurado toda a catedral inteira, como se nada tivesse acontecido naquele lugar. “Então este é o mestre dele? O.O” Fiquei bastante surpresa cm a revelação. Confesso que não esperava alguém assim. Mesmo depois de ter ouvido todas as historias de Aldarion sobre seu mestre, era impressionante conhece-lo pessoalmente. – Me chamo Sabrina. Sou a mulher de Aldarion. – Se ele sabia de nossa relação ou não, isso já não era de minha conta, desde que ele não tentasse me matar obviamente. Mas pela forma como falava, ele não parecia ser meu inimigo, e sua ultima atitude confirmou isso. Quando ele pegou o pingente de Morgan e me devolveu, foi que tive certeza que ele era um aliado. “Alice, você está bem?” Perguntei preocupada, mas ela nada respondeu, o que só aumentou minha preocupação.

Nayrun explicou toda a situação, o porque ele estava ali e o que acabamos de fazer. Mas parecia que o perigo ainda não havia acabado, aquele era somente um dos 3 portais existentes. Em outra ocasião, ou situação, eu teria recusado de antemão aquela proposta, mas algo mais estava em jogo. E não só isso, havia algo muito mais interessante naquela proposta, que me fizera mudar de ideia instantaneamente. “Um desejo... Nós poderíamos finalmente completar nosso objetivo. Ter todo o poder e reinar sobre todos...” Mas eu não me sentia bem, algo estava faltando. “Não, Sabrina. Há algo mais importante que isso, que você pode pedir a este homem... Peça seu amado de volta.” Era isso. Essa era a peça que me faltava, o motivo de eu não me sentir mais completa. De que adiantaria ter todo o poder e não ter com quem dividi-lo? Eu não queria admitir, mas já não fazia mais sentido ser quem eu era sem a companhia de Aldarion. – Eu aceito a proposta. Diga-nos onde ir, e partiremos já! – Falei determinada a completar aquela missão, e trazer Aldarion de volta pra mim.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por Torak em Qui Fev 05, 2015 9:34 pm

Já era incômodo estar debaixo da terra, agora somar isso a estar em uma verdadeira floresta de cogumelos — algo que ele jamais viu na vida — dava a Torak uma pequena sensação de pânico. Talvez isso estivesse neste nível pelo simples fato de ele não poder se transformar, o que o torna praticamente indefeso contra qualquer criatura que ele pudesse encontrar. Afinal, o que vivia ali? Poucas criaturas se alimentam de cogumelos, mas o que preocupa Torak é que tipo de criatura se alimenta daquelas que se alimentam daqueles cogumelos... E isso poderia ser assustador, ainda mais porque alguns deles chegavam a ser maiores que muitas árvores.

Não demorou para que o rapaz decidisse ir embora. Estava desconfiado daquele sussurro que ouviu e não queria ignorar aquilo só para ser atacado momentos depois. Corços jovens fugiam por muito menos e viviam para ver outro dia. Torak levantou-se e manteve a faca em mãos, atento e assustado ao mesmo tempo. E isso era uma combinação estúpida: a atenção o fez notar rapidamente um inseto perto de si e o medo o fez se assustar facilmente. Num ágil reflexo tentou golpear o inseto mas acabou pisando em um cogumelo que fez um barulho inusitado. Mais um susto e mais um salto. Ótimo, aquele poderia ser um cogumelo venenoso que poderia custar seu pé. Mas, antes que Torak sequer tivesse tempo de ter deste pensamento, os sussurros aumentaram.

Cada vez mais altos, cada vez mais insistentes. O coração de Torak disparou. Espíritos? Demônios? Olhava em volta procurando qualquer coisa que entregasse aqueles sons que, a certo ponto, pararam de ser apenas sopros e viraram gritos.

Num instante estava em uma caverna escura e traiçoeira. No outro o sol aquecia sua pele, as árvores eram massageadas pelo vento e o ar era preenchido pelos gritos de seus companheiros de caça. Endless, a floresta que era o inferno para alguns, mas o paraíso e lar de muitos.

Torak olhou para suas mãos. Portava agora sua lança de caça que ele mesmo havia feito no primeiro verão que passou com a tribo. Rústica, era verdade, mas incrivelmente resistente e que garantiu muita fartura. Vestia um gibão de couro de rena, uma calça de pele de corço e as botas de couro de lebre gastas, exatamente como se lembrava. E as vozes. Não acreditou quando viu Kaju-Tok correndo com Gramur-Elak logo atrás. Eram os melhores caçadores entre os jovens e não os via a anos. Anos? Como assim? Tinha os visto hoje cedo.

Tara-Liris deu um leve tapa no ombro de Torak, tirando-o do transe. Aquilo e as palavras da caçadora foram como uma onda que varreu qualquer dúvida de que aquilo era real. Era como se, simplesmente, ele nunca tivesse deixado a tribo.

— É claro que não! — Respondeu animado, firmando a lança na mão esquerda e correndo atrás dos outros dois, determinado.

Caçar galgarons era uma das tarefas mais respeitadas da tribo. Um único exemplar era suficiente para alimentar todos durante semanas além de oferecer couro, ossos, dentes e muitos outros recursos que sabiam aproveitar bem. Eram animais resistentes e uns dos mais fortes da floresta, dificilmente sendo caçados. Exceto por aqueles que sabem como fazê-lo — e o Clã da Águia era o melhor nisso.

Os quatro corriam de forma a assustar e espalhar a manada. Não eram muitos, deveriam haver dez ou doze deles, mas eram enormes e perigosos. Os caçadores tinham como alvo um galgaron velho cujas escamas já estavam perdendo o brilho e era o alvo perfeito. Mesmo a pé o grupo de caça era mais rápido que suas presas, não demorando para conseguir o que queriam: isolar o alvo. O animal estava cercado contra pedregulhos enormes, mas não deixava de ser perigoso. Gramur-Elak, mais ousado, o ameaçava com sua lança de forma que o animal recuasse até encostar nas pedras. Ele ameaçava com urros e dentes, mantendo-se firme e mostrando que ainda poderia lutar.

Havia um ponto fraco nos galgarons: logo atrás do maxilar, na lateral de sua cabeça, aonde suas escamas eram finas demais. E Torak aprendeu isso muito bem. Esperou o momento certo, quando Kaju-Tok gritou a ordem, e arremessou a lança certeira. Ela cravou-se no ponto vulnerável do velho galgaron e o fez tombar em pouco tempo. Os quatro caçadores comemoraram o novo abate.

— Eu te disse, Elak — falou Torak, desafiando o amigo. — Também consigo derrubar um desses.

Sorriu, dando um soco leve no braço de Elak. Logo se aproximou do galgaron caído para terminar o que haviam começado. O animal ainda respirava fundo apenas esperando sua morte. Torak tirou do cinto sua faca de ardósia azul e se ajoelhou perto da enorme cabeça.

— Obrigado, amigo. — Apoiou a mão sobre o focinho velho cujas narinas estavam ensanguentadas. — Que a Jornada da Morte lhe seja breve e que o Espírito Mundo lhe seja generoso.

Num movimento rápido, Torak cravou a faca num ponto atrás do grande pescoço e no mesmo instante a respiração cessou. Um abate limpo e justo como a tribo lhe ensinou, respeitando a vida que se tornaria seu alimento e sustento.

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Re: [Comum] Uma Ameaça de Outro Mundo

Mensagem por NR Nayruni em Dom Fev 08, 2015 2:39 pm

@ Sabrina e Silmeria

Nayrun ouviu as respostas das duas damas e então sorriu acenando positivamente com a cabeça.

Eu sei de tudo. — Respondeu. — Mas infelizmente não posso ajudá-las diretamente. Mas não se preocupem, existem muitas pessoas que estão lutando junto com vocês. Se querem um conselho, partam daqui imediatamente. — O gigante ergueu um braço e apontou pra uma parede, um círculo de aproximadamente 4 metros se abriu. Silmeria e Sabrina logo perceberam do que aquilo se tratava, era um portal.

Contemplem! A 897ª camada do Abismo! — Explicou. — Os demônios desta camada estão quebrando as regras e invadindo um mundo chamado Terra. É meu dever portanto impedi-los.

A paisagem através do portal era aterradora. Um grande deserto de areias negras como cinzas se espalhavam até onde a vista podia alcançar, um céu esverdeado carregado de nuvens igualmente verdes cobria toda a região. Pancadas de chuva ácida ocorriam de tempos em tempos em vários pontos. Incontáveis lagoas ácidas e borbulhantes preenchiam o deserto negro dividindo seu espaço com torres feitas de ossos pontiagudos.

Incontáveis pessoas estavam jogadas por toda a parte, muitas mergulhadas dentro das lagoas ácidas, outras penduradas nas torres ósseas, todas elas vivas e gritando em agonia. Sabrina e Silmeria não podiam ouvir os sons dos gritos porque o portal não permitia a passagem de sons, mas elas podiam imaginar o som infernal que ecoava por todo aquele lugar. Aquelas pessoas, todas elas, eram almas atormentadas arrastadas ali para sofrerem pela eternidade.

Torturando essas pessoas estavam incontáveis demônios, muitos iguais aos que Sabrina e Silmeria haviam enfrentado recentemente. Eles desmembravam as almas, as jogavam dentro dos lagos ácidos e as penduravam nas torres ósseas. Elas não conseguiam entender por que os demônios faziam essas coisas.

Até que no meio de uma das lagoas de ácido, elas viram uma das almas em eterno sofrimento se modificar, se moldar em uma nova forma baixinha e atarracada. Um novo demônio! Sabrina e Silmeria haviam acabado de descobrir como os demônios nasciam e por que eles queriam sempre mais e mais almas.

Mas além de tudo aquilo, algo mais chamou a atenção das duas damas, um enorme exército de demônios composto por milhões de indivíduos marchava no horizonte. A frente deste exército um enorme portal estava sendo erguido.

Está na hora! Eu devo impedir a invasão. — Disse Nayrun. — Silmeria, Sabrina, é isso que vai acontecer com seu mundo se vocês forem derrotadas. Lutem! Não permitam que os demônios triunfem.

Com essas ultimas palavras, Nayrun atravessou o portal e assim que o fez puxou sua espada ativando a enorme lâmina da arma novamente. O gigante então deu um enorme salto com sua força descomunal cruzando quilômetros de distância até cair na frente do portal de forma a se interpor entre a legião demoníaca e a passagem mágica.

O que se sucedeu a seguir foi uma batalha de proporções cósmicas, legiões de demônios marchando contra a figura de armadura dourada que a cada golpe dado fazia voar centenas de demônios. Uma chuva ácida de relâmpagos começaram a cair sobre os combatentes que ignoravam a tormenta e continuavam a lutar.

Então o portal fechou deixando Silmeria e Sabrina perplexas com a cena que haviam acabado de presenciar.

E agora o que elas fariam? Explorariam a catedral abandonada ou partiriam imediatamente?


@ Hayate

A caçada havia sido um sucesso. Os quatro amigos comemoravam de forma vibrante sua vitória. Gramur-Elak subiu em cima da fera derrotada e começou a comemorar aos berros. Kaju-Top e Tara-Liris dançavam ao redor da caça abatida puxando Torak consigo.

Depois da breve comemoração, Kaju-Tok se separou do grupo para chamar os coletadores, pessoas encarregadas de transportar a caça abatida até a aldeia, pois o animal era muito grande e apenas 4 pessoas não seriam capazes de carregá-lo.

Chegando na aldeia da Tribo da Àguia, Torak e seus amigos foram recebidos como heróis. Esta noite uma grande celebração seria feita para agradecer ao Espírito Mundo pelo presente e ao mesmo tempo honrar os bravos caçadores. Torak e seus amigos passaram o resto do dia descansando e se preparando para as festividades noturnas.

Finalmente a noite caiu, o cheiro de carne boa sendo cozida se espalhava por toda a aldeia enquanto era acompanhado pelo som de música e risadas. Todos estavam felizes, Torak e seus amigos eram tratados como celebridades e a todo momento era pedido a eles que os detalhes da caçada fossem repetidos. Gramur-Elak sempre muito orgulhoso, não negava nenhum pedido e repetia tudo incansavelmente para uma platéia igualmente incansável de escutar.

Tara-Liris havia se separado dos demais e agora andava com um grupinho de belas jovens que fofocavam e riam entre si, Kaju-Tok sempre muito sério, estava sentado ao lado dos anciãos da tribo observando toda a celebração enquanto era o último a beber do Mingu-Muku, uma bebida especial que os anciãos tomavam nas celebrações, ser o ultimo a tomar da bebida revelava que ele ao mesmo tempo respeitado pelos anciãos mas também estava inferior a eles.

Tudo corria normalmente, aquela não era a primeira celebração que Torak participava, mas algo estava faltando. Torak sentia a falta de alguma coisa e só foi perceber o que era quando olhou para o lugar onde os anciãos da tribo costumavam se sentar. A almofada de peles no meio deles, que era ocupada pelo ancião mais sábio e importante estava vazia. Fin-Kedin não estava lá e isso deixou Torak apreensivo.

O jovem se levantou e começou a procurar pelo ancião se dirigindo até sua cabana, assim que se aproximou começou a ouvir vozes, uma conversa.

Seja bem vindo amigo, obrigado por ouvir meu chamado.

Sou eu quem devo agradecer sua hospitalidade, mestre Fin-Kedin.

Você sempre muito humilde amigo Guron, mesmo sendo muito mais velho e sábio do que eu.

Sua humildade toca meu coração, você tem meu respeito. Mas estou curioso, Fin-Kedin, por que me chamou aqui?

Guron, você já ouviu falar na Garra da Águia?

Garra da Águia? A lendária lança sagrada que foi dada como presente do Espírito Mundo ao Clã da Águia?

Sim, essa mesma. Amigo Guron, eu o convoquei aqui porque eu tive um sonho, uma profecia, uma visão que me foi enviada pelo Espírito Mundo.

E o que você sonhou?

Eu sonhei com uma desgraça acontecendo sobre o mundo, uma sombra negra surgindo e engolindo a tudo e a todos destruindo o equilíbrio e o Espírito Mundo. Eu vi a morte do mundo como nós o conhecemos.

Isso é terrível!

Sim, mas ainda ha uma esperança. O Espírito Mundo me indicou o caminho que devemos traçar para impedir isso. E foi por isso que eu te chamei aqui, Guron, Aquele O Escolhido do Urso.

E o que eu devo fazer amigo Fin-Kedin? Qual é meu papel nessa história?

Você deve pegar a Garra da Águia e escondê-la no lugar mais seguro que encontrar, você deve guardá-la para o Escolhido.

O Escolhido? E como vou reconhecer o Escolhido?

Para um mundo condenado como o nosso, a salvação não virá da natureza e muito menos das cidades, a nossa salvação virá de alguém que ao mesmo tempo pertence aos dois mundos e não pertence a nenhum. Você o reconhecerá quando o encontrar. Ele é alguém que caminha na fronteira entre o mundo dos homens e o mundo natural. Quando você o encontrar, Guron, ele terá quebrado essa fronteira e estará caminhando em direção ao mundo natural e isso causará grandes transtornos, você precisa redirecioná-lo, guiá-lo e quando ele estiver pronto deve dar a ele a Garra da Águia.

E se ele não superar os desafios? E se ele não se recuperar?

Então estaremos condenados.

Eu farei o que estiver... Estamos sendo espionados!

Quando a ultima frase foi dita, Torak deu um salto para trás assustado. Pensou em correr, em se esconder, mas por azar tropeçou e caiu. Torak viu sair da tenda um enorme homem, ele era muito alto deveria medir dois metros, o homem olhou para ele e então abriu sua mão jogando um pó sobre a face de Hayate.

Adormeça e esqueça.

Foram as ultimas palavras que Torak escutou antes das trevas tomarem sua mente.

Torak despertou novamente, estava em um lugar familiar, era a casa de Guron.

Olá amigo. Você está bem? Deveria tomar mais cuidado com aqueles cogumelos. — Disse Guron sorridente.

_________________
Aproveito este espaço para deixar meus préstimos ao meu colega de equipe GM Zato por ter lido toda a história escrita na ficha do Bluesday!!!

Parabéns fera! Você é mitológico!
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