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[Clássica - Sérpico] Chuva Escarlate

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[Clássica - Sérpico] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Seg Jul 04, 2016 8:32 pm

Jogador: Sérpico
Personagem: Sérpico Vandimion
Raça: Humano
Vantagens e Desvantagens importantes: Aptidão para armas em geral; Vulnerável a maldições, podendo se torna uma raça impura.

HP: 100%
MP: 100%
Equipamentos:
X1 Faca
X1 Sobretudo de couro rígido
X1 Amuleto do Conselho

Observações: --


Jogador: Laser Beetle (NPX)
Personagem: Eric Chamado da Luz
Raça: Humano
Vantagens e Desvantagens importantes: Aptidão para armas em geral; Vulnerável a maldições, podendo se torna uma raça impura.

HP: 100%
MP: 100%
Equipamentos:
X1 Manopla Metálica
X1 Mochila de Viagem

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Re: [Clássica - Sérpico] Chuva Escarlate

Mensagem por NT Hrist em Seg Jul 04, 2016 8:32 pm

@Sérpico

Jogo por PM:

Hesitou por um instante com aquela porta aberta. Isso quase nunca é bom sinal. E ainda aquela mancha...

Mas não hesitou demais a ponto de deixar Dália assumir. Abriu a porta e entrou, um misto de emoções e dúvidas enchendo sua cabeça.

“Recente”, pensou, vendo aquela coisa escorrendo pelo cenário. Ia estudar, se não fosse atraído pelo Eric caído logo ali... “Eric?”

— Eric?! — disse, confuso. Sim, a Luz, claro, agora entendia. Mas o que tinha acontecido? Não entendia coisa nenhuma.

Se abaixou ao lado de Dália, analisando o corpo. Que bom: estava vivo. Mas tinha sangue demais para que Sérpico saísse comemorando.

— Conheço ele — disse, sem nem acreditar. — Ele é de onde vim! — E aí chacoalhou Eric — Acorda, Eric! Eric!

Talvez devesse tomar mais cuidado, ele poderia estar ferido de um jeito que não fosse possível ver... mas Sérpico não pensava nisso. Queria respostas. Queria entender. E precisa de Eric acordado para tanto.

— Eric!
Dália apenas permaneceu ali, ao lado de Sérpico, com o olhar variando entre Eric e ele. Sérpico balançou o corpo algumas vezes e no início tudo o que conseguiu de início foi uma expressão de dor do rapaz... Mas ao insistir, o garoto despertou em um movimento brusco, assustado e com os olhos arregalados. Ele ergueu a mão rapidamente e segurou com força o pulso de Sérpico e Dália imediatamente levou a mão ao cabo da espada para reagir, mas olhou o companheiro e aguardou um pouco.

E foi então que o cruzado piscou, confuso ao ver a figura de Sérpico. Por um instante não soube como agir, mas não soltou o pulso dele em evidente desconfiança. Uma luz brilhou da mão que segurava Sérpico, um pouco mais intensa e depois se apagou... Foi apenas ai que a expressão de Eric se suavizou.

- Sérpico? É mesmo você?! – se ajeitou para se sentar – O que você...? Como está aqui?

Sérpico tentou fazer algum sinal de paz.

— Sim, sou eu! Eu... eu apareci aqui, no meio do anda, chovendo e, e, cego, aí encontrei Dália, não, ela me encontrou, essa daqui é a Dália — um sinal, apontando Dália, e então a continuação do relato: — E então vim aqui e, cara, o que você está fazendo aqui? Não, melhor, sabe como viemos parar aqui? Tinha também o George, ele também veio e...

Sérpico ficou quieto, respirou. Passou a mão na cabeça de cabelos curtos. Olhou melhor para Eric, para a sujeira, o sangue.

— Você está bem?

- George? – ele piscou confuso – Eu... Aquela coisa... – e olhou ao redor, provavelmente se lembrando do momento em que perdeu a consciência – Onde está?

- Coisa? – Dália resolveu falar – Você viu uma daquelas... Gosmas negras?

- É... – ele finalmente olhou para Dália e deu um breve aceno com a cabeça – Eu... Eu não sei como viemos parar aqui, eu só senti algo... Algo falou comigo, eu senti o desprezo dele, era tão forte que... Eu nem sei descrever. – enfim respondeu o questionamento de Sérpico enquanto se levantava, parecendo sentir um pouco de dor enquanto mantinha a mão sobre o ombro – Eu não sei o que ele é, mas a escuridão... – e chegou a desviar o olhar, preocupado – Foi assustador como ele pareceu tocar minha alma... Vocês encontraram ele também?

Sérpico fez que sim, tinham encontrado aquela coisa. Ou um parente bem parecido, dado os restos gosmentos. E dado o relato... sim, Sérpico sentiu quase a mesma sensação ao lidar com aquilo. Ela, ou ele, seja o que for, sabia atacar com palavras tanto com frio ou força invisível.

— Como você... venceu ela? — perguntou, querendo que a resposta fosse a tal Luz. Mas, ansioso, não esperou a resposta e já disse como foi no seu caso: — Ela — falando de Dália. — derrotou a coisa com a Luz. A mesma Luz que você usa!

Era ruim falar da pessoa como se ela não estivesse presente, mas Sérpico continuou mesmo assim:

— Só que... ela não sabe... ela não percebeu o que fez. A Luz, eu vi, claramente, saindo dela e derrotando a coisa... mas ela não... viu. Como isso é possível?

- A mesma luz? – e pareceu um pouco confuso, olhando para Dália.

A jovem apenas permaneceu os fitando sem dizer nada, parecendo um pouco confusa com aquela reunião. Mas, assim como Sérpico, queria saber mais sobre o encontro de Eric com o inimigo.

- Você é uma seguidora? – perguntou, apesar de já imaginar a resposta pelo que Sérpico havia dito.

- Não. Eu não sei do que ele está falando... Mas ele estava cego e depois que viu a tal luz, voltou a enxergar.

- Cego? – e olhou para o rapaz – Bem... Eu já ouvi relatos de pessoas que mesmo não sabendo nada sobre a Luz, são abençoadas por ela. Talvez seja o seu caso. Mas porque você não viu a luz, eu não sei bem... Talvez você não tenha notado se foi a primeira vez ou talvez sua percepção mágica seja muito fraca.

Dália apenas assentiu, como se dissesse “entendo”, mas sua expressão ainda carregava confusão. Provavelmente não entendia coisa alguma.

- E como se usa?

- Bem... É complicado, mas o primeiro passo é acreditar.

- E você... – decidiu trazer o questionamento de Sérpico de volta - Venceu aquela coisa acreditando na sua... Luz?

- Eu... – hesitou, demonstrando desanimo - Eu não venci. Eu pensei que ia... Embora aquilo não parecesse ter uma carne, eu sentia minha arma o cortando a cada golpe. Mas então ele riu e as coisas ficaram mais... Escuras. A escuridão dele aumentou e minha luz... – e ele olhou para a própria mão com certa frustração – Fraquejou. Isso nunca havia acontecido antes. Foi então que ele se aproximou e o ar ficou mais pesado, eu senti algo me tocar, me sufocar. – e ele levou as mãos até o pescoço, se lembrando da sensação e talvez checando se não haviam ferimentos – Quando acordei vocês já estavam aqui.

Sérpico, que estava mais próximo, pode notar duas manchas escuras ali. Pareciam “integradas” a pele de Eric, eram negras mas não se sobrepunham totalmente a cor da pele do cruzado; elas possuíam uma forma um pouco ondulada e cada uma estava de um lado do pescoço dele. De qualquer modo, Dália não pareceu atenta o suficiente para notar e Eric não parecia saber que aquilo estava ali e nem ter sentido nada estranho ao tocar no pescoço.

- Esse não é nosso mundo, não é? – ele continuou - Parece haver algo errado aqui e não é só a chuva vermelha, eu sinto uma escuridão crescente nesse lugar e também um pressentimento ruim.

Então Dália só precisava ter um pouco de fé, hm... E como assim ele não venceu? Os restos da coisa demonstravam que ele tinha ganho a briga, e no entanto Eric estava dizendo que foi sobrepujado. Mas isso não era o pior: ruim mesmo era ele saber tanto quanto Sérpico sobre a ida àquele lugar: absolutamente nada.

— Parece, mas é diferente — disse Sérpico, sobre o mundo a volta. — Aqui aconteceram coisas que não aconteceram lá... E tinha um outro, George, eu conheci ele de lá, da nossa Lodoss, e ele estava aqui também. Com você, somos três estranhos num mundo estranho — Tentou fazer que aquilo soasse engraçado, mas estava tenso, e estava de olho na marca que Eric tinha no pescoço. Deveria ser hematomas severos, e no entanto o colega parecia não ligar. Sérpico ia perguntar se ele realmente estava bem, mas outras perguntas passaram na frente ao lembrar de sua própria luta contra o bicho ruim: — Quando você estava lidando com aquela coisa, o que ela te disse? Ela... pareceu saber coisas do seu passado? Pareceu te conhecer como se estivesse sempre com você? Ela... deu algum motivo para querer te, você sabe, te matar?

- “Tinha”?

- Ele... Foi pego e morto. – Dália respondeu, com certo pesar – A vila está um pouco... Instável.

-... Entendi.

As marcas não pareciam hematomas, eram limpas e tinham uma forma idêntica dos dois lados. Pareciam quase um desenho feito sobre a pele de Eric.

- Sim. Ele parecia saber de tudo sobre mim... Meus pais e o irmão que eu sequer conheci. – respondeu, abaixando um pouco o olhar – Tudo o que eu sei é que ele me detesta e despreza a luz... Ele parece querer me atingir mentalmente e demonstra um prazer desprezível quando faz isso. Ele disse que... – e hesitou, parecendo incomodado com a ideia – Que minha luz vai se apagar e o que me incomoda é que eu sinto ela mais fraca desde que eu vim parar aqui... Mas eu tenho certeza que deve ser algum tipo de demônio já que minha luz pareceu machucar ele, provavelmente é por isso que ele me quer morto. – e fitou Sérpico – Mas por que ele ia querer você morto? Por que ele nos trouxe aqui afinal? E por que... Não nos mata logo? Ele parece capaz de fazer isso... - as ultimas palavras soaram sem muito animo.


Sérpico também ficou quieto, relembrando a noite em que viu George. "Eu poderia ter feito algo", pensou em dizer, mas manteve a confissão só consigo mesmo. Melhor voltar o assunto para aqueles que ainda podiam ser salvos.

Eric disse o que Sérpico temia: aquela criatura, que provavelmente não estava morta, sabia das coisas. E realmente, fazia sentindo ela ir contra Eric por causa da luz — o que deveria ser seu ponto fraco. Mas Sérpico? Que mal ele poderia a oferecer a qualquer demônio? Sérpico massageou o rosto, pasmo pela confusão.

— Ele não nos mata porque precisa de nós — disse, meio que pensando alto. Deu de ombros. — Ainda falta alguma coisa pra ele. Matar algumas pessoas em casas distantes... isso é muito pequeno. Ele precisa de... mais.

E massageou o rosto de novo. Balançou a cabeça negativamente, lembrando como a coisa tinha falado de sua família. Teve raiva outra vez. Mas aí lembrou de como o bicho era forte, de como não podia com ele e aí a raiva virou frustração. Sérpico fechou os olhos, buscando algum foco.

As casas, estavam ali para procurar alguma coisa nas casas.

— Estávamos procurando... — pigarreou, olhou Eric. — Estávamos procurando as casas que foram atacadas. Dália disse que algumas dessas casas, aqui perto, foram atacadas misteriosamente. Talvez por essa criatura. As famílias... — ele olhou Dália, tentando lembrar os detalhes e procurando ajuda no relato. — As famílias foram chacinadas. Muito por acaso vimos você aqui... Eu... — ia dizer que tinha visto a luz, e que só por causa dela que ainda enxergava. Mas guardou. — Nós estamos procurando por alguma coisa, qualquer coisa. Essas casas podem ter respostas para o que buscamos — Olhoiu Dália de novo e pensou na irmã dela. Estremeceu. Se voltou de novo para Eric — Você está bem mesmo, pode andar? Se quiser podemos esperar a noite passar... Ouvi dizer que a chuva vai embora quando o dia vem.

Mas se Eric estivesse bem e disposto, Sérpico iria sugerir continuarem com as buscas. Saírem daquela casa e partirem para outra.

Antes... não se conteria: tocaria uma daquelas gosmas, na pura curiosidade de entender sua composição.

Em meio aos seus pensamentos, Sérpico mais uma vez sentiu frustração. Sem que percebesse, ele acabou cerrando o punho ao se lembrar de tudo o que havia acontecido... As lembranças vieram com flashes das imagens vividas, quase como se estivesse as vendo novamente por um instante. As luzes pareceram oscilar por um instante novamente, como se o vento tivesse soprado as chamas de uma vela.

- Então nós vamos ser... Oferendas ou algo do tipo? – disse Eric, em um tom de evidente desanimo – Se ele precisa de nós, não deve ser para algo bom.

Quando Sérpico começou a falar das casas, Eric pareceu se recompor melhor, ajeitando suas vestes sujas de sangue.

- Eu acho que vi uma dessas casas. – disse, a expressão agora com certo desgosto – Haviam dois corpos e algo... Alguém estava comendo eles, mas fugiu quando eu entrei na casa.

- Comendo? – foi a vez de Dália demonstrar desgosto – Isso é...  Será que era uma das coisas? – ponderou – É, os ataques tem sido... Brutos. Agora eu entendo porque dizem que faltam pedaços... Mas o filho de um casal desapareceu, o corpo dele não foi encontrado em lugar nenhum...

- Eu posso andar, está tudo bem. Eu quero... Sair daqui logo. Eu não gosto de estar aqui. Eu sinto que não é uma boa ideia esperarmos o dia seguinte. – falou com convicção, como se tivesse o pressentimento de que algo ruim estava para acontecer.

A jovem aguardou por Sérpico e ficou perto dele enquanto ele se abaixava para tocar a gosma...

- Tem certeza que é uma boa ideia? – perguntou ao notar as intenções dele.

Aquilo era o que parecia, uma gosma. Sua textura era um pouco mais dura e pegajosa do que aparentava e sua cor era negra... Ela esticou um pouco quando Sérpico puxou a mão de volta e uma pequena parte dela veio junto. O rapaz pode sentir algo estranho emanando daquilo, como se houvesse uma energia negativa ali, uma energia que lhe transmitia sensações ruins. Uma onda de sensações passageiras o invadiu; tristeza, frustração, nostalgia, raiva, medo. Vieram e desapareceram antes que ele sequer pudesse esboça-las.

Sérpico fechou os olhos com força e depois abriu. Deu algumas piscadas. Aquelas ameaças de apagões estava lhe decepcionando um bocado. Quase pior foi tocar na coisa... aquilo era muito mais complexo do que uma simples sujeira. Aquilo tinha... informação. Sérpico ficou realmente dividido entre tocar novamente, ou se afastar. As sensações que captou não eram boas, mas também não eram suficientes para entender. Mas escolheu se afastar. Disse:

— É só uma sujeira esquisita — e ficou olhando para a mão. Depois limpou ela na roupa suja de sangue. "Acho que já estou me habituando à isso tudo", pensou, olhando pra si. Eric parecia legal a ponto de sair. Na verdade, muito disposto. E Sérpico, nesse momento, estava se agarrando a qualquer superstição e se Eric disse que estava com um mal pressentimento e que era melhor não esperar até amanhã, a palavra final de Sérpico para isso era amém. — Vamos?

Então o demônio, além de fazer o que fazia, entrando na cabeça dos outros, estava comendo gente também? Aquilo fez Sérpico desejar ir embora ao invés de ficar entrando nas casas, procurando justamente por aquilo.

— Mas... — pigarreou. — A coisa, comendo as pessoas que você viu... ela não disse nada? Simplesmente... — de repente sacou que o encontro de Eric com o demônio se deu nesta casa, onde estavam agora. Então... — Ela não estava com a sombra? A sombra que — ele gesticulou par ao ambiente, para as gosmas. — Você sabe, que te pegou aqui. Não era a mesma coisa que comia as pessoas?

Dali, estava pronto para sair e seguir para outra casa. O lado bom nisso tudo? Vai que topam com outro conhecido da outra Lodoss, hm.



- Não... – ponderou e pareceu pensar, provavelmente se recordando da situação - Não me passou a mesma sensação, então não acho que fosse a mesma coisa.

- Eu me pergunto se não seria melhor que as pessoas só... – e Dália parecia mais desanimada – Irem embora mais para o sul. Essas coisas parecem perigosas, essa sua tal luz... Será que é mesmo capaz de derrotar eles? Você perdeu, sabe...

- Eu acredito que sim. – a voz de Eric soou firme e confiante – Pelo que eu vi, era a única coisa que lhe causou algum dano.

Enquanto trocavam as breves palavras, Sérpico foi se aproximando da porta e chegou a estender a mão para abrir ela novamente. Seus dedos quase tocaram o buraco que havia no lugar da maçaneta, mas Eric segurou o pulso dele e o impediu.

- Espere. – ele parecia mais tenso e preocupado – Algo está do lado de fora. A coisa que eu vi... Eu sinto ela.

- A que comeu o corpo?

- É.

Dália foi até a janela próxima da porta para espiar o lado de fora e ficou imediatamente tensa com a visão. Sérpico fez o mesmo e... Bem, não houve lado bom. O desejo de que encontrassem outro conhecido da Lodoss talvez tivesse se realizado de modo distorcido. Não encontraram nada, mas certamente foram encontrados.

Do lado de fora haviam quatro figuras. Em meio a chuva estava Kylia, dessa vez ela usava o vestido que estava no armário de Dália... Os olhos escarlates brilhavam e se faziam bem visíveis mesmo em meio à chuva intensa. Do lado dela haviam mais duas figuras que usavam um manto e, na frente da jovem, havia um velho ajoelhado.

- Irmãzinha! – gritou, a voz mais grave do que antes – Você não vai fugir pelos fundos de novo, não é?! Sid está aqui comigo dessa vez!

-...

Dália não disse nada e nem Eric, provavelmente já percebendo do que a situação se tratava. Sérpico podia imaginar quem era aquele homem, provavelmente o tal “velho” sobre o qual Dália escreveu inúmeras vezes em seu diário; o único que havia a ajudado e tomado conta delas e especialmente de Dália depois que Kylia havia sumido.
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Re: [Clássica - Sérpico] Chuva Escarlate

Mensagem por Sérpico em Qua Jul 06, 2016 10:44 pm

Então não dava para fugir. Kylia já estava ali, rápida e furtiva, como se fosse a melhor rastreadora daquela Lodoss. E estava acompanhada. Não dava pra saber quem eram os outros. O velho, mesmo ele, poderia ser um truque, um embuste sacana para fazer Dália ceder, abrir a porta e ir se encontrar com a irmã.

Se fosse somente Kylia e o velho... mas aqueles encapuzados, vai saber o que eles podiam fazer! E do jeito que Kylia falou, não teria como escapar. A casa estaria cercada? O confronto ia acontecer, não tinha jeito. Sérpico molhou os lábios secos e sentiu gosto de sangue. Cuspiu. Estava perdido. O confronto ia acontecer, e ele estava perdido.

Precisava de tempo, precisava pensar com calma. Mas não tinha tempo e o seu coração ia ficando a cada batida mais distante da calma. Na sua casa, tudo era calmo... Frustrante, não conseguir raciocinar, decidir. Muito difícil enfrentar o que não se conhece.

Por isso Sérpico teleportou lá pra fora.

Claro que, muito provavelmente, se demorasse a agir, não teria mais tempo para a ação. Então ter a iniciativa pareceu a coisa certa no momento que sumiu de dentro da casa e reapareceu lá fora, do ladinho de Kylia. Ele estava de consciência tranquila — fez a única coisa que poderia ser feita e que poderia dar certo no momento. Um soco.

Antes, na casa, caminhou rápido, quase uma corrida. Então sumiu.

Ao reaparecer ao lado de Kylia, reaproveitaria a energia cinética, o movimento, para aumentar o peso do golpe. Seria um soco cruzado, sem segredo, apenas força bruta contra a cabeça loira daquele monstro vestido de irmã da Dália, com a ousadia de ter pego um dos vestidos dela. Que ela morresse com aquele soco! Desgraçada!

Mas não morreria. Sérpico sabia que não e, no fundo, talvez nem queria matá-la. Mas que ela ao menos fosse afastada, atordoada o bastante para ele ter o tempo de dar uma olhada ligeira no velho e empurrá-lo na direção da casa, ficando, então, entre os esquisitos e o velho refém.

Aí, imediatamente: olhos nos encapuzados. Olhos bem abertos. O que eles fariam em resposta ao movimento surpresa de Sérpico? Que arma sacariam ou que tipo de feitiço disparariam? O sangue correu quente, funcionando como óleo novo nas juntas enferrujadas pelo medo — Sérpico estaria pronto para se movimentar, se jogar para um lado, atrair a hostilidade para si, fazer eles esquecerem do velho às suas costas. Que eles viessem para o corpo a corpo: Sérpico estava pronto para a dança.

“É só vim”, pensou, tenso demais para dizer a bravata em voz alta.  

E sacou a faca.

Spoiler:
Teletransporte
Nível: 3
Custos: 28% PEs.
Duração: Instantâneo.
Tempo de conjuração: Instantâneo.
Alcance: 440m (80 metros por cada Rank de Energia + 40 por nível de habilidade).
Área de Efeito: Pessoal, objetos e seres vivos tocados.

Descrição: Sérpico é capaz de se mover instantaneamente de um ponto a outro sem precisar cruzar a distância física entre eles.

Efeitos: Durante a viagem é possível transportar uma quantidade de carga equivalente a Energia de Sérpico x50 + 100 quilos, quaisquer objetos podem ser teletransportados incluindo seres vivos, mas para isso ele precisa estar mantendo contato físico com a carga a ser transportada. O próprio peso do corpo de Sérpico não conta no limite de carga mas isso não inclui roupas e equipamentos que ele esteja vestindo ou carregando. Caso ele tente teletransportar uma carga maior do que suas capacidades permitam, o GM deve considerar que o teletransporte foi bem sucedido no entanto apenas os objetos mais leves foram teletransportados. Por exemplo, vamos supor que Sérpico tente teletransportar 3 objetos diferentes, um pesando 80kg, outro pesando 50kg e o ultimo pesando 90kg, isso daria um total de 220kg que é mais do que ele é capaz de levar consigo. Desta forma se ele usasse sua habilidade ele conseguiria se teletransportar mas apenas os objetos pesando 50 e 80 quilos iriam com ele.

Qualquer ser vivo pensante que não deseje ser teletransportado resistirá ao efeito da habilidade automaticamente, quaisquer construtos mágicos ou seres desprovidos de inteligência mas "vivos" como golens e mortos vivos também resistirão automaticamente ao teletransporte a não ser que eles sejam obedientes a Sérpico. Animais e seres irracionais que possuam um valor de Vigor inferior a Energia de Sérpico serão teletransportados assim como animais que possuam afinidade com ele também o serão como por exemplo um cavalo ou um animal de estimação. Não é possível teletransportar partes de objetos, por exemplo, Sérpico não poderia teletransportar um pedaço da muralha de um castelo, se quisesse fazer isso ele precisaria ser capaz de teletransportar toda a estrutura.

Para que Sérpico consiga se teletransportar ele precisa estar visualizando o destino ou ter uma grande familiaridade com o mesmo. Caso ele tente se teletransportar para um lugar desconhecido o GM poderá decidir se a tentativa foi bem sucedida ou não. Em caso de falha Sérpico será teletransportado aleatoriamente para qualquer lugar que seja capaz de comportar seu corpo e sua carga e esteja ocupado apenas por ar, água e outras substâncias deslocáveis, isso inclui é claro um abismo ou um rio de lava!

Sempre que Sérpico se teletransporta toda a energia cinética que estiver acumulada em seu corpo é perdida no processo, desta forma ele poderia por exemplo teletransporta-se para o chão quando estivesse em queda livre evitando se espatifar.

_________________
Sérpico Vandimion
Habilidades
L$:
Atributos: Força: C (8), Energia: C (8), Agilidade: C (8), Destreza: C (8), Vigor: C (8)

Senso de direção: sempre sabe para onde é o norte, e sempre sabe voltar por qualquer caminho que tenha feito.
Senso de distância: pode julgar distâncias exata e automaticamente.
Sentido temporal: sempre sabe que horas são, e pode cronometrar eventos como se tivesse um relógio exato.

Itens: Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho
Itens (UAOM): Cinto com (8) adagas (nível 1), Espada curta (nível 1), Faca (nível 1), Sobretudo de couro rígido (nível 1), Amuleto do Conselho, Berrante, Poção de cura menor.
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Título:
Lvl: 14
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Re: [Clássica - Sérpico] Chuva Escarlate

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