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O último Ifrit

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O último Ifrit

Mensagem por Hummingbird em Sab Abr 23, 2016 1:01 am


Chapter One



Tolos os que acreditavam que éramos demônios. Sequer saberiam distinguir com exatidão se nos vissem, tendo em vista os seus conhecimentos. Humanos, sempre egocêntricos, acreditavam piamente somente naquilo que eles eram capazes de ver. Concordo que os primeiros de nós tinham uma aparência grotesca e muitas vezes incompreendida. Chifres sempre são associados aos Demônios no fim das contas. Asas no entanto, remetiam criaturas aladas, superiores, talvez até divinas. Há quem tenha nos confundido com Anjos em alguma parte da história, doravante não tive o privilégio de estar entre eles. Tudo que sei é a história, e com base nela você pode tirar suas próprias conclusões. Então, se ainda tem curiosidade, pois saiba, não éramos nem Anjos e nem Demônios, mas também não éramos humanos. Estávamos entre um e outro, sem uma classificação definida, o nome nos foi tirado e banido há muito tempo, e essa é a base da história que estou prestes a relatar.

Tudo começou há muito tempo atrás, quando nós ainda tínhamos um nome. Não somos mais permitidos de o falar, muito menos de nos apresentar como tal. Era só um nome afinal, e agora, não passa de história. Passado. Época onde nós éramos divididos em tribos, não necessariamente com uma hierarquia. A maioria dos nossos tinham como parte do estilo de vida ser nômade. Não nos apegávamos a lugares, nem a outras criaturas. Existia uma lei entre os nossos que priorizava os segredos das nossas tribos. Portanto, deveríamos ser como o vento que nunca para de se mover. Como a sombra que sabe como passar despercebida sem chamar atenção.

O que se sabe é que toda a estrutura do nosso povo ruiu quando vieram os humanos. Ninguém sabia de onde eles vieram exatamente, se é que já não existiam e só foram descobertos em determinado momento da história. Os mais sábios alertaram que aquela nova descoberta era também a chave para destruição do nosso povo. Os nossos não entendiam como criaturas humanas, frágeis e sem garras nem dentes fortes, poderiam nos ameaçar. Dentre as muitas das nossas habilidades, o nosso poder era tamanho que mesmo os Anjos e Demônios temiam alguns de nós. O tempo passou e logo alguns de nós passaram a interagir com estes humanos. Eles queriam descobrir a todo custo que tipo de força essas criaturas tinham para tanto ameaçar o nosso destino bem como alarmar os mais sábios entre os nossos.

Como nossa sabedoria e experiência milenar pode ser ameaçada frente criaturas tão jovens e puras?

O tempo tratou de responder. Os humanos eram dotados de emoções, sentimentos e personalidades. Coisas complexas porém demasiadamente influenciáveis. Muitos de nós foram se corrompendo, pouco a pouco, seja pela curiosidade, seja pela ambição, seja pelo desejo. Nosso povo estava cada vez mais perto de ter os seus segredos mais íntimos expostos de uma maneira abrupta. Os líderes das tribos estavam perdendo controle, estavam quase dominados por sentimentos mundanos. Foram poucos os que conseguiram perceber o rumo das coisas e então se reservarem. Isso gerou discordância entre o nosso povo. Uma tribo se destacou quando seu líder viu ali o verdadeiro perigo. Eram os Ifrit - como chamavam a tribo -. Há muito conhecidos por seus poderes de manipulação, no pouco convívio e experiência que tiveram com os humanos, puderam perceber o verdadeiro perigo que eles representavam e anteciparam-se entre as tribos. O líder dos Ifrit decidiu subjugar os humanos, e ali começou uma guerra quase declarada. As demais tribos não concordavam com a atitude dos Ifrit, eles começaram a criar laços com os humanos bem como depositar confiança neles, em seu potencial. A discordância foi tanta que mesmo entre os nossos, houve guerra. Os Ifrit, no entanto, tinham habilidades que se destacavam ainda mais depois do convívio com os humanos. Eles aprenderam a manipular a força dos seus adversários através daquilo que era conhecido como sentimentos, emoções, a própria essência da vida. E assim muitas das nossas tribos foram se perdendo e sendo dizimadas toda vez que entravam em combate com os Ifrit.

O resultado disso foi uma interferência direta do destino. Alguns Demônios intercederam, aproveitando-se da fraqueza do nosso povo e então buscando descobrir mais sobre os segredos das nossas tribos. Infiltrados entre os humanos, alguns demônios conseguiram se aproximar de algumas tribos dos nossos e então investir em troca de conhecimentos, história. Temendo pela extinção do nosso povo sob a tirania dos Ifrit, outra tribo acabou compartilhando alguns dos nossos segredos para com os tais Demônios. Os segredos então foram espalhados entre os humanos que começaram a disseminar aquilo e então falar das nossas fraquezas. Os humanos tomaram conhecimento de que o aço e de que as criações mundanas não podiam nos ferir. Entretanto, Magia embebida de emoções tinham capacidade de nos enfraquecer e ate subjugar, como os Ifrit faziam. A maior parte da nossa população sofreu com essa intercessão dos Demônios. O mau já existia entre os humanos e foi o combustível perfeito para que eles descobrissem que nos poderes poderiam ser usados em benefício deles. Nosso povo foi escravizado, torturado, sentenciado a uma vida de fuga, de desespero, pois a magia que alguns poucos Humanos sabiam usar era capaz de nos ferir. Os Ifrit decidiram lutar. E então houve a última intercessão. Desta vez pelos Anjos.

Todo nosso povo foi condenado nesta vez. Começando pelos Ifrit que deram início a toda essa guerra. Tornamo-nos demônios. Nosso Líder, mais tarde, foi banido para um lugar desconhecido pela própria existência, o vazio, o esquecimento. Os poucos que sobraram de nós infiltraram-se entre os humanos e tiveram de aprender a viver entre eles, disfarçados, longe até mesmo dos Anjos e Demônios que os caçavam e os condenavam a tornarem-se novos demônios. A existência do nosso povo estava amaldiçoada desde então. E foi justamente durante a extinção dos Ifrit que eu tomei minha decisão; infiltrar-me entre os Humanos e matá-los um a um. Independente de quantos séculos fossem precisos. Eu alimentaria aquilo que os humanos nos ensinaram como ódio, dia após dia, enfurecido pela extinção da minha tribo, do meu povo. Mesmo condenado como um Demônio, eu ganharia poder e com ele, traria o nosso líder de volta do esquecimento para criar um exército e obtermos aquilo que de melhor os humanos nos presentearem em nossa apresentação; A Vingança.

Muitas lendas entre os Ifrit começaram a se espalhar desde o desaparecimento da tribo. As demais Tribos, por vezes, espalhavam mais alguns de nossos segredos por pura satisfação em lembrar que agora não passávamos de história. Mas eu estava lá. Eu era o último deles, então eu sei o que era verdade e o que não era. Foi então que eu assumi esse nome. Como um demônio, passei a entender a importância de um nome, a importância de uma existência. O esquecimento, o vazio em que o líder da minha tribo foi condenado iluminou os meus conceitos e me fez entender que sem um nome nós não somos nada. Não somos Anjos, não somos Demônios, nem humanos e nem o que há no meio deles. Não passamos de algo esquecido. Então eu percebi que era hora de mudar a história. E o meu primeiro passo os humanos chamavam de "Continente Shane". Um lugar interessante afinal...




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